JOÃO GARÇÃO

De “OS VERSOS DO ZÉ POVÃO”

Abcedário

Solfejo

Sentimento

Muralha

Sábado

Outrora

Inventário portalegrense

Aguarela

Periscópio

Página

Estante

A Raul Proença

Periscópio

Sete caixinhas, umas amarelas outras violetas.

Um lenço de cambraia ligeiramente amarrotado.

Restos de carne de coelho, dois rebuçados de alcaçuz.

Os discursos dum académico ilustre, estilo manageiro.

A elegância duma senhora acima de todos os usos.

Dois políticos astutos. Três arganazes. Um prato de macarrão.

Agitar bem. Olhar a Lua. Sorrir.

 

Deitar tudo pró lixo, com um esgar na face.

 
 

 




 



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