De “OS VERSOS DO ZÉ POVÃO”
Abcedário
Solfejo
Sentimento
Muralha
Sábado
Outrora
Inventário portalegrense
Aguarela
Periscópio
Página
Estante
A Raul Proença
Sete caixinhas, umas amarelas outras violetas.
Um lenço de cambraia ligeiramente amarrotado.
Restos de carne de coelho, dois rebuçados de alcaçuz.
Os discursos dum académico ilustre, estilo manageiro.
A elegância duma senhora acima de todos os usos.
Dois políticos astutos. Três arganazes. Um prato de macarrão.
Agitar bem. Olhar a Lua. Sorrir.
Deitar tudo pró lixo, com um esgar na face.
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