JOÃO NABAIS
Parque da cidade

PARQUE DA CIDADE , uma vez mais sentado na tarde do dia

ESCREVO... como amo cada recém-nascido

PARÁBOLA

ENTARDECER…

OLHAR ESPECIAL com gardénias

SIBILO

ESCREVO… na cápsula do tempo

PARÁBOLA

O frio da noite

é um impulso invisível

ao oculto

desconhecido -

as aves migrantes há muito

partiram

em direcção

a outro lado

deixam as cidades

poluídas

por cemitérios de sucata

e baldios onde

crianças sem-nome

dormitam

no silêncio das estrelas

as mãos pequenas

inflamadas

mal aquecem em volta

das fogueiras de rua

cada lágrima é um verso

traçado a fogo

como sinal genético

predefinido

a barreira das dunas

sua última fronteira

 

assim

a cor do fumo

deste imenso nevoeiro

fala ao nosso tempo

deixando

ante os vírus mortais

um recado de inverno

intimidado

neste vagar

 

só de manhã

o sol aparece... a enxugar as lágrimas

 
 

 




 



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