MARCO AQUEIVA::::..........:

VALISES

A modelo, a valise e o pintor

Pego I e Pego II

Da religiosidade

Uma valise entre o mortal e o herói olímpico

Uma valise para Lourenço Diaféria

Macabéa mal cabe na valise?

Valise do eterno marear

Uma valise para Lourenço Diaféria

Guardou o jovem palestrante na valise o enxaguante bucal. Falava animadamente para a platéia que se incomodava com o odor de suor. Auditório muito grande para público tão diminuto, abriu novamente a valise e dela retirou então o spray de bom ar. Chegou um sujeito trôpego, camisa rasgada, paletó sem a manga direita e com ligeiras escoriações por todo o corpo. Foi retirado porque, de sunga, estava obviamente em trajes inadequados. Difícil mesmo foi retirar sua acompanhante Lola, que se apresentava às vezes Lili e se chamava Onésima. Esmagada pelo peso do nome, bem acomodada na cadeira, já tinha sorvido duas doses de white horse com o ciclista. As ariranhas, bichinhos dóceis e simpáticos, saíram logo depois levando o boné do guardador de carros, seguido de seu tratador, um tal de Vampiro de Osasco, e do mestre que nos deixou: Lourenço Diaféria. 

 

Marco Aqueiva, poeta, autor de Neste embrulho de nós (Scortecci, 2005), vencedor do III Prêmio Literário Livraria Asabeça, é professor de literaturas brasileira e portuguesa no ensino superior. É o idealizador, editor e administrador do Projeto Valise 2008 no endereço http://aqueiva.wordpress.com/

 

 

 

 




 



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