..COLÓQUIO INTERNACIONAL "A CRIAÇÃO". CONVENTO DE S. DOMINGOS. LISBOA. 2001


  • A COSMOLOGIA DOS ROSACRUZES
    ANTÓNIO DE MACEDO

..........Devo começar por dizer que o uso da palavra cosmologia no título desta minha comunicação é, à primeira vista, um tanto provocatório, porque o associo a uma doutrina «oculta» quando normalmente se deve associar à ciência, e o termo que se costuma utilizar associado ao rosacrucianismo é cosmogonia.

Bom, aqui teria de fazer um rápido desvio para explicar a diferença entre o «místico» e o «oculto»: o primeiro relaciona-se com a fé, a devoção e o enquadramento cordial, ao passo que o segundo se relaciona com a razão, o intelecto e o enquadramento mental — daí o facto de se poder falar em «ciências ocultas», enquanto dificilmente se poderia compreender uma expressão como «ciências místicas»! Assim, não será excessivo, segundo esta óptica, falar de cosmologia a respeito da «ciência oculta» que é o rosacrucianismo…

Aliás a própria ciência tem, ao longo dos tempos, entendido de forma ligeiramente diferente o significado de ambas as palavras, cosmogonia e cosmologia:

Fase 1 (antes dos anos 70 do século xx):

Cosmogonia: Ramo da Astronomia que estuda a formação do Sol e a origem e evolução dos restantes corpos do sistema solar;

Cosmologia: Ramo do Astronomia que estuda o nascimento, a estrutura e a evolução do Universo, no seu conjunto.

Fase 2 (depois dos anos 70 do século xx):

Cosmogonia: Ramo da Astronomia que estuda o comportamento evolucionário do Universo, bem como a origem das suas características, incluindo o sistema solar;

Cosmologia: Campo de estudos interdisciplanares em que se associam várias ciências naturais, nomeadamente a Astronomia, a Física, a Astrofísica, a Paleontologia, etc. num esforço conjunto para compreender o Universo como um todo unificado.

A título de curiosidade, e entre parênteses, refira-se uma terceira ciência «cósmica» que eu ainda estudei nos meus longínquos tempos liceais, a Cosmografia, uma palavra hoje caída em desuso mas que teve a sua voga antigamente: é uma espécie de descrição elementar da esfera celeste e dos corpos e círculos que a integram (o equador celeste, a eclíptica, etc.), de um ponto de vista geocêntrico. A Astrologia, por exemplo, tal como a navegação marítima e aérea, fazem mais apelo à antiga Cosmografia do que à Astronomia propriamente dita. Um dos mais conhecidos tratados de Cosmografia, por exemplo, foi o famoso Tratado da Esfera, do inglês João Sacrobosco (do século xiii).

Em geral, pelo menos em certos círculos, insiste-se na tendência para associar a cosmogonia à especulação mítico-religiosa sobre a origem do Universo, de um ponto de vista quer místico, quer oculto, quer teológico, ao passo que a cosmologia fica mais sob a alçada da ciência, ou das várias ciências implicadas, que se debruçam sobre esse estudo, embora «ignorando», de certo modo, o problema da origem — ou do t=0 — , para se concentrarem no estudo do que vem depois do big bang, por exemplo. Na verdade, especular sobre o que aconteceu  antes de t=0 não fará muito sentido, porque antes implica o conceito de tempo, e onde não há tempo não pode haver antes nem depois 

Numa outra conferência deste Colóqio já se falou aqui da génese mítica do cosmos entre os gregos; por exemplo, nos versos 115 a 125 da Teogonia, o velho Hesíodo (sécs. viii-vii a. C.) pede às Musas que lhe contem o que existiu antes de tudo, dos deuses, dos astros, do céu, da terra, etc. «Em primeiro lugar — diz Hesíodo — existiu, realmente, o Caos». Seguiu-se-lhe Gaia, «a de amplos seios», e «do Caos nascerem Erebo e a negra Noite». Como «fruto dos amores destes dois, nasceram Éter e Hemera [Dia]». — Portanto a Noite é anterior ao Dia, ou seja: as trevas antecederam a luz.

Os Órficos tinham uma cosmologia idêntica: tudo começara nas trevas, fosse a Noite, fosse o Tártaro — terrível, negra e profundíssima região que fica tão distante do Hades como o Hades fica do Céu.

O Caos, portanto, é a profundidade total, o abismo, o Informe primordial, anterior à criação — quando um certo tipo de «ordem» ainda não tinha sido imposta aos elementos do mundo —, ou seja, o Caos seria o equivalente a um estado de entropia zero. (Como sabemos, à medida que o Universo avança no tempo, a entropia aumenta, ou seja, há cada vez menos energia disponível para se converter em trabalho mecânico).

Até que ponto podemos identificar a criação com a «explosão» inicial, ou a Singularidade do momento inicial, como uma descarga de energia concentrada, é um assunto que tem provocado diversas posturas e concomitantes discussões físico-filosóficas. Trata-se de uma relação ordem-desordem, e vice-versa. 

Segundo o Génesis, e com imagens alegóricas que os estudiosos dizem ter sido extraídas da mitologia babilónica, Deus criou o mundo a partir do caos, da escuridão, do abismo: os dois primeiros versículos dizem que Deus criou o céu e a terra, e que a terra era um vazio informe — o tohu vabohu do texto hebreu.

No Livro da Sabedoria, livro bíblico que a tradição católica considera como canónico, lê-se que a mão todo-poderosa de Deus «criou o mundo a partir de matéria informe» (Sabedoria 11, 17). 

Fora do mundo hebraico, a ideia de não-criação existia quer no pensamento grego, como o vemos por exemplo expresso em Epicuro (sécs. iv-iii a. C.), quer também, mas mais tarde, entre os romanos, por exemplo na filosofia poética de Lucrécio (séc. i a. C.). Estes e outros autores deram origem ao aforismo ex nihilo nihil fit («do nada, nada se faz») que resume a referida posição e foi tirado do poeta latino estóico Pérsio (séc. i d. C.), de um verso das suas Sátiras (III, 24), e significa que nada foi criado, pois tudo o que existe, existe desde sempre, desde toda a eternidade (parece a teoria do «estado estacionário», de Fred Hoyle!)

Talvez devida a essa influência grega, a única alusão bíblica a uma criação ex nihilo encontra-se num livro escrito por volta do séc. ii a. C., o 2.º livro dos Macabeus, numa frase que a mãe dos sete heróis Macabeus profere para animar os filhos, martirizados pelo tirano Antíoco IV: «Imploro-te, meu filho, olha para a terra e para o céu e tudo o que há neles, e de como Deus os fez a partir do nada, e de como os humanos vieram à existência da mesma maneira» (2 Macabeus 7, 28).

A ideia cristã de que Deus teria realmente criado o mundo a partir «de nada» — a famosa creatio ex nihilo —, contrariando o que diz o Génesis e o livro da Sabedoria, estabeleceu-se e progrediu sobretudo no século ii d. C., e surgiu de uma mescla de várias formulações filosóficas. Dois dos promulgadores dessa ideia, que mais preponderância tiveram na respectiva divulgação, foram, por um lado o gnóstico Basilides, e por outro o apologeta Justino Mártir, ambos do século ii.

Na sequência, e prosseguindo na negação da ideia dum caos primordial donde foi criado o cosmo (antiga ideia bíblica e — já veremos — também rosacruciana), Santo Agostinho (354-430) aceitou e teorizou a doutrina da creatio ex nihilo, e fê-lo, curiosamente, para combater as concepções do Neoplatonismo — segundo as quais o mundo, no seu próprio Ser, é contínuo com a Realidade última e Divina, o Uno, e que do Uno emanam graus descendentes e cada vez mais atenuados de Ser, constituindo os diversos níveis do Universo.

Santo Agostinho, a fim de desmontar esta concepção emanatista, sustentou que o Universo é um reino criado, trazido por Deus à existência a partir de nada (ex nihilo). Ele defende esta ideia nomeadamente no seu livro De natura boni, onde tenta demonstrar que o mal é a privação do bem, todas as coisas criadas por Deus são boas por essência, e que o nihil do qual Deus criou o cosmo não é qualquer espécie de matéria ou caos preexistente, mas que a expressão ex nihilo, «do nada», significa apenas «não de algo».

Esta ideia do «out of nothing» encontramo-la, curiosamente, em certas cosmologias actuais, como as que são perfilhadas por dois cientistas de Oxford, Peter Atkins e Richard Dawkins.

Este último, que é um excelente vulgarizador científico, «demonstra» nos seus muito citados livros The Selfish Gene (1976) e The Blind Watchmaker (1987), que a existência dum intelligent designer para a criação e evolução do universo é uma falsidade: admitir que existe uma divindade como causa inicial da evolução é uma falácia porque faz depender o nosso nível de complexidade duma complexidade ainda mais complexa e que não pode ser explicada — claro, não pode ser explicada em termos de ciência materialista e positivista… Por sua vez o Prof. Peter Atkins, no seu livro Creation Revisited (1994), afirma que «a Singularidade do big bang, que os cientistas geralmente acreditam ter marcado o início do nosso Universo, pode ter emergido espontaneamente 'out of nothingness’».

A ciência propõe-nos diferentes teorias cosmológicas, como por exemplo a do cientista Andrej Linde, ou cosmologia da inflação caótica, com muitos universos dentro uns dos outros; a de Stephen Hawking, uma cosmologia quântica intemporal, que não necessita dum estado inicial, ou seja, um universo sem fronteiras; a de Roger Penrose, que é assimétrica relativamente ao tempo, assimetria essa que ele considera inerente à própria natureza do tempo no Universo… etc.

Seja como for, qualquer das teorias científicas concorda que inicialmente as partículas de energia resultantes do «arranque» eram praticamente fotões — Luz! O que parece concordar com o Génesis bíblico… embora a ciência agnóstica não admita um Criador do Universo, contrapondo a inevitável pergunta: E quem criou o Criador? A esta questão a Bíblia dá uma curiosa resposta. Se articularmos a primeira epístola de João: «Deus é luz» (1 João 1, 5), com o primeiro capítulo do Génesis: «Deus disse: faça-se a luz, e a luz fez-se» (Genesis 1, 3), concluiremos, matematicamente, que Deus se fez a Si mesmo, ou seja, Deus é AQUILO que permite a auto-irrupção de Singularidades — entre as quais o big bang

Apesar do que comecei por dizer há pouco sobre o que é uma «ciência oculta», na verdade a concepção cosmológica do Universo, dentro da Philo-Sophia Rosacruz, não é tanto «científica» no sentido popperiano do termo, ou no sentido hard como hoje se costuma dizer, mas sobretudo «teo-lógica», no sentido lato.

Aliás a concepção cosmológica rosacruciana aproxima-se, de certo modo, da moderna Teologia do Processo, defendida por filósofos e teólogos como A. N. Whitehead,  J. B. Cobb, D. R. Griffin, Ch. Hartshorne, etc. que criaram e divulgaram o termo Process Theology. Segundo o teólogo galego Andrés Torres Queiruga (Fin del Cristianismo premoderno, Santander 2000, pp. 206-207), a Teologia do Processo caracterizar-se-ia do seguinte modo:

« … a acção de Deus não se reduz a um mero impulso inicial que cessa uma vez realizado e que, quando muito, reaparece em intervenções pontuais [“intervencionismo teológico”]. Pelo contrário, a sua acção opera como creatio continua, como actividade perene que sustenta a criatura sem cessar e continuamente a promove. É nesta direcção que se orienta a Teologia do Processo, de grande vitalidade no actual pensamento anglo-saxónico. Trata-se duma visão panenteísta (tudo em Deus), segundo a qual a transcendência divina não consiste num apartamento/separação do mundo, mas numa presença íntima, fundante e sempre activa, que inclui tudo em si mesma sem absorver esse tudo nem se deixar absorver por ele».

Ou seja, há liberdade em todas as entidades: Deus influencia e tenta persuadir (daí a Revelação), mas Deus não coage (tal como os Mestres Rosacruzes não coagem: ensinam o discípulo a julgar-se a si mesmo e dão-lhe total liberdade e correlata responsabilidade). A Teologia do Processo rejeita a creatio ex nihilo, e, pelo contrário, afirma uma doutrina de criação a partir do caos (J. B. Cobb e D. R. Griffin, Process Theology: An Introductory Exposition, Philadelphia 1976, p. 65).

O fundador de The Rosicrucian Fellowship, Max Heindel (1865-1919), iniciado rosacruciano que afirma ter estado em contacto directo com os Fratres Seniores (Irmãos Maiores) da misteriosa Ordem Rosacruz, e ter recebido deles as suas Iniciações, praticamente não usa as palavras cosmogonia ou cosmologia (excepto uma vez, cada uma delas, a propósito do «mito da criação» nos textos islandeses da Edda, no seu livro Iniciação Antiga e Moderna). Em contrapartida prefere cosmogénese, que contrapõe a antropogénese, na sua obra fundamental, The Rosicrucian Cosmo-Conception (1909).

Neste seu livro ele elucida-nos alguns pontos interessantes desta cosmogénese; por exemplo, sobre o Caos:

«O Caos não é um estado que, tendo existido no passado, tenha desaparecido completamente. É tudo o que actualmente nos rodeia. Não poderia haver progresso se as formas velhas, que já prestaram toda a sua utilidade, não se dissolvessem constantemente no Caos, e se este não desse origem, também continuamente, a novas formas. A obra da evolução cessaria e a estagnação impediria toda a possibilidade de desenvolvimento» (op. cit., 3.ª edição port.: Conceito Rosacruz do Cosmo, p. 199). Noutro lugar do mesmo livro esclarece a impossibilidade de um vazio absoluto, mesmo primordial: «Para os Rosacruzes, tal como para qualquer outra escola de ocultismo, não existe nada semelhante a esse “vazio” do espaço. Para eles o espaço é Espírito em forma atenuada, enquanto a matéria é espaço ou Espírito cristalizado. O Espírito manifestado é dual: o que vemos como Forma é a manifestação negativa ou pólo negativo do Espírito, cristalizado e inerte. O pólo positivo manifesta-se como Vida, que galvaniza a Forma negativa e a leva à acção; porém ambos, a Vida e a Forma, originam-se no Espírito, no Espaço, no Caos» (ibid., p. 198).

De acordo com a Cosmogénese rosacruciana há que distinguir entre o SER SUPREMO e o Ser a que as religiões chamam DEUS, numa visão majestosa e amplíssima que já Fernando Pessoa visionava quando disse num dos seus sonetos: 

Deus é o Homem doutro Deus maior:
.........
Adão Supremo, também teve Queda;
.........
Também como foi nosso Criador,
.........
Foi criado e a Verdade lhe morreu…

 

Os respectivos atributos assim se repartem triunitariamente, em correlação «vertical»: 

SER SUPREMO:

= PODER (Pai) — VERBO (Filho) — MOVIMENTO (Espírito Santo).

DEUS:

= VontadeSabedoria/AmorActividade. 

O 1.º aspecto do Ser Supremo concebe ou imagina o Universo antes do começo da Manifestação activa, incluindo os biliões de mundos e sistemas e as grandes Hierarquias que habitam nos Seis Planos Cósmicos de existência.

O 2.º aspecto manifesta-se como força de atracção e coesão (que dá origem ao Amor de DEUS), é o Verbo Criador — Palavra criativa —, e modela a Substância-Raiz cósmica, tal como os sons modelam formas. (Os cientistas chamam-lhe substância cósmica primordial, de temperatura elevadíssima nas primeiras fracções de segundo após o big bang).

Entretanto, o 3.º aspecto (Movimento) já havia despertado a Substância-Raiz do seu estado natural de inércia (a «ordem» caótica, ou estado «de simplicidade e equilíbrio» como dizem os cientistas) a fim de a dotar de todos os graus diferentes de vibração que vão permitir que o Verbo os modele.

Essa Substância-Raiz é uma expressão do pólo negativo do Espírito Universal Absoluto, ao passo que a expressão da energia positiva é o Grande Ser Criador a quem chamamos Deus, e de quem fazemos parte: «Nele vivemos, nos movemos e somos» (Actos 17, 28).

Toda a matéria que conhecemos resulta da acção mútua desses dois pólos, e é espaço cristalizado, emanado do pólo negativo dessa Substância Espiritual Primordial.

A palavra hebraica elohim, que as Bíblias correntes traduzem por «Deus», na verdade é um plural, «deuses», e nessa forma plural aparece mais de 2.000 vezes na Bíblia hebraica, a começar pelo primeiro capítulo do Génesis: «No princípio Elohim criou o céu e a terra» (Génesis 1, 1). A forma singular, eloah, também se encontra no Antigo Testamento: só no livro de Job, por exemplo, aparece cerca de 40 vezes. Excluída a frágil explicação do plural majestático, que de facto em hebraico não existe, e reconhecendo que a Bíblia hebraica enfatiza a unicidade de Deus (“shema Yisra’el, Adonay elohênu, Adonay ekhad”: «Escuta, Israel, Jahvé é o nosso Deus, Jahvé é um só» — Deuteronómio 6, 4), as doutrinas Rosacruzes ensinam-nos que os Elohim correspondem às Seis Hierarquias Criadoras que trabalharam na nossa evolução a fim de trazerem o homem até ao ponto de adquirir uma forma física por meio da qual o Espírito interno pudesse funcionar.

Na verdade Jahvé é o chefe dessas Hierarquias, e não exactamente o Ser Supremo com que redactores tardios o confundiram. Não podemos esquecer que a maior parte dos livros do Antigo Testamento bíblico, tais como os conhecemos hoje, resultaram de uma tradição oral que vem de longínquos ancestrais e que foi por fim passada a escrito por sucessivas gerações de descendentes, com as deformações, «correcções» e reformulações inevitáveis.

Uma prova de que Jahvé é um Superior, ou um Chefe, e que os humanos tinham um contacto mais imediato — eventualmente mais amigável — com os Elohim, encontramo-lo na seguinte situação relatada no Génesis: Jacob empreendeu uma longa viagem até Haran, para arranjar esposa, e fez o seguinte voto: «Se eu regressar em paz [a salvo] a casa do meu pai, Jahvé será para mim como os Elohim» (Génesis 28, 21). Isto é, parece que ele passará a considerar o «chefe» Jahvé como tão fraterno e amigo como os Elohim, pois a forma como a frase está construída não deixa dúvidas de que se está a referir a duas entidades distintas.

Finalmente — mas não por último! — o Divino Plano evolutivo realiza-se em sete Grandes Períodos de Manifestação: 

1 - Período de Saturno............................Sábado

2 - Período Solar.....................................Domingo

3 - Período Lunar....................................Segunda

4 - Período Terrestre

(a) Metade Marciana................................Terça

(b) Metade Mercurial................................Quarta

5 - Período de Júpiter...............................Quinta

6 - Período de Vénus................................Sexta

7 - Período de Vulcano................................ ? 

Actualmente, encontramo-nos no início da Metade Mercurial do Período Terrestre.

Esclareça-se que aquelas designações não se referem aos astros que conhecemos, Saturno, Lua, Sol etc., mas são designações ocultas de estados diferentes e evolutivos do nosso globo terrestre, ao longo de tempos inimagináveis, com a duração de biliões e biliões de anos.

É caso para se dizer: o Ser Supremo, ou Deus Altíssimo, ou o Absoluto, ou a Grande Inteligência Cósmica… é algo que transcende de tal modo a nossa relativíssima pequenez que não temos imaginação e muito menos palavras que nos dêem uma imagem sequer aproximada de tal maravilhosa vastidão.

Vastidão que não é apenas um incompreensível vazio, mas um infinito RESERVATÓRIO DE AMOR.

Assim sendo, por aqui me fico e mais não digo porque mais não sei.