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DICIONÁRIO HISTÓRICO DAS ORDENS
E CONGREGAÇÕES EM PORTUGAL:
José Augusto Mourão, José Eduardo Franco
 
e Cristina Costa Gomes (dir.)

PREFÁCIO
 

O Dicionário Histórico das Ordens e Instituições Afins em Portugal é um projecto de grande ambição e fôlego, que se junta a um conjunto de outros projectos que têm renovado o nosso panorama editorial na área da historiografia. Se há domínio em que, nas últimas três décadas, muito se tem feito, e com qualidade, é este! 

Reunindo um grupo de colaboradores de prestígio científico e competência pedagógica, trata-se de um projecto interdisciplinar de investigação e, ao mesmo tempo, de divulgação, muito amplo e complexo, que convoca saberes diversos e metodologias adequadas. Partindo de um conceito lato e plural de “ordem”, esta obra percorre toda a História de Portugal, do Brasil e mesmo dos países lusófonos, como se fosse um rio de muito afluentes, que atravessa épocas, acontecimentos e transformações, ajudando a definir-lhes o contexto e a identificar-lhes as causas, os perfis e as consequências. 

Pelo ângulo de investigação escolhido e pela vastidão das fontes documentais e monumentais a explorar, esta obra permite dar uma outra visão do nosso percurso histórico. Além de que nos traz novos dados sobre instituições, algumas delas com uma vida milenar, de uma enorme importância social, cultural, educativa e económica. 

O Dicionário representa assim um importante contributo para um conhecimento mais profundo do que somos e do que fomos sendo, trazendo novos elementos à definição, sempre renovada e actualizável, de uma identidade nacional. 

Entre as ordens aqui estudadas (religiosas, militares, maçónicas, esotéricas, civis-profissionais), contam-se também as Ordens Honoríficas de que o Presidente da República é o Grão –Mestre. À falta de outras, essa qualidade dará às palavras deste prefácio uma razão de ser. Mas serão os historiadores a dizer, com rigor e saber, da importância científica desta obra. 

A mim, seu modesto leitor, cumpre-me felicitar a equipa que teve a  ideia de a realizar e a coordena, e ainda todos os especialistas que nela colaboram. A renovação dos estudos historiográficos e o interesse crescente do público pela História são sinais que nos autorizam a pensar que Portugal - o que somos e o que queremos ser - é para os portugueses uma preocupação e uma responsabilidade. E isso é o mais importante. 

Lisboa, 10 de Junho de 2005
 
   
 

 

 

 


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