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DICIONÁRIO HISTÓRICO DAS ORDENS
E CONGREGAÇÕES EM PORTUGAL:
José Augusto Mourão, José Eduardo Franco
 
e Cristina Costa Gomes (dir.)

INTRODUÇÃO GERAL

“Não há História definitiva, pela simples razão de que a palavra pronunciada, por mais fundadora e fecunda que seja, está ela própria sujeita ao tempo, torna-se ela própria passado, objecto de outras experiências, o que quer dizer que tem de ser constantemente renovada, constantemente pronunciada para se manter viva. A sua relação com uma intuída Palavra eterna exige a sua actualização constante para que o tempo não devore tudo.”

(José Mattoso, A Escrita da História) 

     

            Coloca-se agora à disposição do grande público e da comunidade científica um Dicionário que traz como título Dicionário Histórico das Ordens e Instituições Afins em Portugal. Gostaríamos de o considerar, em primeiro lugar, no quadro da intensa renovação que, sobretudo a partir das últimas décadas do séc. XX, atingiu a historiografia portuguesa, envolvendo também, e necessariamente, a historiografia religiosa e a história das instituições eclesiásticas. Desse movimento é sinal eloquente a recente História Religiosa de Portugal, dirigida por Carlos A. Moreira Azevedo[1] e o respectivo Dicionário de História Religiosa, coordenado pelo mesmo autor[2], que permitiram ultrapassar, em muitos aspectos e sobretudo numa base teórica e conceptual renovada, a antiga, embora ainda útil, História da Igreja em Portugal, de Fortunato de Almeida[3], e dar continuidade, ainda que em moldes distintos, ao Dicionário de História da Igreja, deixado inacabado por A. Banha de Andrade[4]. Dessa renovação é também fruto o recente Guia Histórico das Ordens Religiosas em Portugal, dirigido por Bernardo Vasconcelos e Sousa[5], roteiro bibliográfico e documental de grande utilidade, abarcando o período que se situa entre os primeiros testemunhos da presença do monaquismo em território português e o Concílio de Trento.[6]

            Contudo, toda esta produção, orientada para fins específicos, não suplantou, mas antes estimula e exige, um instrumento que permita um olhar tão exaustivo e sistemático quanto possível, sobre o universo institucional das ordens e congregações religiosas presentes em Portugal, ou seja, sobre esse vasto conjunto de famílias e institutos religiosos genericamente englobados pelo actual Código do Direito Canónico sob a designação de institutos de vida consagrada. Desta forma, não só se colmata o carácter não exaustivo de outros dicionários face ao conjunto das ordens e congregações, como se possibilita a integração, nas notícias elaboradas para o mesmo, dos mais recentes progressos facultados pela investigação no que respeita à história e aos contornos da sua presença entre nós.

            Mas o título do Dicionário denuncia um propósito ainda mais alargado, que ultrapassa o universo das formas de vida consagrada nascidas no âmbito do Catolicismo. Com efeito, além destas, a obra que agora apresentamos contempla também as instituições monásticas surgidas noutras tradições cristãs e outro tipo de ordens surgidas em contextos distintos, como as ordens profissionais e honoríficas ou as ordens esotéricas e iniciáticas, onde terão lugar as obediências maçónicas. Incluiremos, assim, da forma mais abrangente e rigorosa possível, todos os tipos de ordens e instituições afins agrupadas de A a Z, de forma distinta em diferentes secções temáticas, as quais serão introduzidas por uma apresentação crítica elaborada pelos coordenadores das diferentes áreas e complementadas por um glossário técnico e um índice remissivo antroponímico.

            À luz de uma concepção de inclusão e não de exclusão, de exaustividade e de sistematização coerente, com base em critérios definidos previamente, para fazer uma radiografia institucional bem pormenorizada, pretendemos reunir e tornar acessível ao grande público e aos investigadores, em particular, a diversidade das experiências institucionais que se apresentam com o título e estatuto de “ordem” ou com outras nomenclaturas, que resultaram de um processo de metamorfose daquilo que as ordens representavam ou que pretendem configurar-se com formas ou modos de se organizar, ou de proceder e de atender a fins muito semelhantes ou próximos das ordens.[7]

            Alguns perguntarão pelas razões que presidem à integração numa mesma obra de instituições aparentemente tão diversas como as ordens religiosas católicas e as ordens maçónicas. Tanto mais que, nomeadamente estes dois tipos de ordens, viveram, num determinado período do curso da sua história, experiências fracturantes de hostilidade grave e estiveram de costas voltadas umas para as outras, digladiando-se em polémicas de carácter ideológico, disputando espaços de poder, particularmente ao longo do séc. XIX e primeiras décadas do séc. XX, período em que a questão religiosa subiu ao rubro![8]

            Desde logo, por razões científicas. São elas que norteiam a elaboração do Dicionário, no seu intuito de contribuir para o aprofundamento, compreensão e divulgação de um conjunto de instituições que tiveram e têm parte importantíssima na nossa história, na nossa cultura, no nosso existir social enquanto comunidade nacional dinâmica, que se foi construindo ao longo de quase um milénio de existência. Esta é uma realidade que importa dar a conhecer cientificamente de forma rigorosa e fundamentada.

Assim, o estudo da história e da fisionomia institucional e ideográfica das ordens leva-nos a concluir que existem liames, aspectos comuns, pontos paralelos, vectores que unem pela base os diversos conjuntos tipológicos das ordens na sua diferença, que não só o mero vector unificante da designação comum. A existência de um corpo hierárquico bem definido, de um ideário, de um carisma, de um código deontológico, de critérios bem delimitados de recrutamento e admissão de membros, de um currículo formativo a percorrer, do estabelecimento de um caminho iniciático, de um sentido e de uma cultura de pertença, de instâncias de avaliação e acreditação, de um sistema e de uma vigilância disciplinar, de um conjunto claro de fins e de meios para os atingir, são linhas de convergência que permitem encontrar traços comuns nos diferentes tipos de ordem.

Ora, parece-nos que estes traços são suficientes para pôr as diferentes acepções do conceito ao abrigo da pura equivocidade. Com uma tal abertura óptica, e sem esta referência quase – mas não de todo, como vimos – nominalista ao termo “ordem”, arriscar-nos-íamos a abrir o caminho infindável de um “dicionário do associativismo”, religioso e profissional, no mais amplo sentido. Muitas mais agremiações, de natureza corporativa ou religiosa, se perfilariam para entrar neste Dicionário, se não lhes fosse exigida uma auto ou hetero percepção de algum modo ligada a esse termo, já revestido de certa solenidade na Roma antiga, mas carregado de novo e indelével fascínio a partir da sua aplicação, primeiro aos ministérios do culto cristão e, depois, à institucionalização do seu específico fenómeno monástico.

Resta, é certo, um inconveniente insanável no nosso princípio de dicionarização. Referimo-nos ao tão diferente grau de sentido de pertença e de vinculação pessoal, requerido a uma ordem (ou instituição afim) cristã, face às suas colegas de outra origem. No primeiro caso, pela realidade mais ou menos instituída dos “conselhos evangélicos”, essa “ordem” absorve a totalidade da vida individual dos seus membros, que não têm tendencialmente outra família, outro património, outra identidade social que não os dela. No segundo (ordens honoríficas ou de ofícios, por exemplo), essa identidade vem sobrepor-se à de todos os outros sentidos de pertença em indivíduos que mantêm vastas áreas da sua vida privada com diversos graus de intersecção com o sentido de pertença à sua “ordem”. Pelo que, feita excepção a duas ordens terceiras dicionarizadas precisamente pela pura designação de ordem, temos de assumir desde logo a renúncia à equidade de critério. Para representar a diversidade da realidade social portuguesa sem inviabilizar o projecto, tem assim de ficar de fora todo o incalculável associativismo cristão, dotado embora dos sobreditos traços comuns – e, nessa medida, candidato natural a este dicionário, a par de outros associativismos profissionais, honoríficos, esotérico-iniciáticos. A exigência – posta tão-somente e sem equidade às associações eclesiais – de um sumo grau de pertença dos seus membros à instituição em causa é a única pedra de toque que nos permite fechar o elenco e deixar de fora o vastíssimo universo das confrarias ou irmandades, ou associações tão significativas na capacidade de movimentação social como o Apostolado da Oração, a Liga Eucarística, as Congregações Marianas, e uma autêntica e inesgotável avalanche que a terminologia eclesial hodierna designa por “movimentos” e o CIC de 1983 vai tentando enquadrar na fórmula de “associações de fiéis”.

Além disto, podemos observar na diversidade das ordens e da sua evolução e implantação o reflexo da evolução histórica de uma sociedade que transitou de um tempo marcado por uma mundividência tutelada pelo teológico e por uma compreensão de todos os aspectos da vida unificada pelo religioso, para uma era de progressiva secularização e de laicização, a qual começou a ganhar terreno de forma crescente desde a modernidade e do processo de afirmação dos Estados modernos e da autonomização da esfera temporal da esfera espiritual. Por tudo isto, até certo ponto, podemos ver, por exemplo, nas ordens profissionais, uma espécie de decalque secularizado, uma metamorfose laica daquilo que eram as ordens religiosas no tempo em que o modelo social da Cristandade pontificava como configurador do sentido de toda a existência social. As próprias ordens maçónicas assumem e praticam ritos, adoptam símbolos, estabelecem caminhos iniciáticos que se revestem de alguma semelhança com os protocolos rituais e simbólicos das ordens confessionais.

            Certamente que o escopo de integração não polémica da diversidade das ordens que preside à elaboração deste dicionário pode representar também, em termos culturais, um contributo para aquilo que o P.e Manuel Antunes, sj, dizia ser, na sua acutilante obra chamada Repensar Portugal, uma necessidade imperiosa da sociedade portuguesa pós-Abril: a urgência de “interiorizar” e “aprofundar a democracia”[9].

Ressalve-se que não queremos escamotear aqui a consciência de que nenhum projecto científico é, no limite, ideologicamente neutro. Assim sendo, o único sentido ideológico que possamos reconhecer como estando na base desta obra é esse mesmo: o de aprofundar a democracia também no plano cultural e científico. Ao designarmos como objectivo inderrogável integrar a diversidade das experiências institucionais que se revejam sob a nomenclatura de ordens ou instituições afins, numa perspectiva ecuménico-cultural[10], gostaríamos de contribuir para desenvolver uma atitude democrática no mundo da pesquisa, no que respeita à escolha e definição dos objectos científicos e no que concerne aos meios de acesso ao conhecimento.

Acreditamos na possibilidade de hodiernamente, no quadro do regime democrático em que vivemos, construirmos livremente instrumentos de conhecimento, olhando a diversidade institucional do universo das ordens de forma desassombrada e liberta dos velhos preconceitos gerados por conflitos ideológicos, por vezes violentos, que criaram mitos de conspiração e deram origens a campanhas de erradicação do Outro institucional entendido como inimigo temível a abater. Importa ultrapassar finalmente o tempo da construção de uma cultura de combate, de uma ciência de apologia, e entrar no tempo da ciência-compreensão, que não é mais do que recuperar a raiz mesma da ciência, que permita a criação de uma cultura e de uma mentalidade de respeito pelo diferente que comece precisamente pelo conhecimento e reconhecimento do valor da diferença. Por isso, urge seguir um caminho de conhecimento que parta à interrogação em vista de um esclarecimento e de uma iluminação racional. Assim, queremos poder fazer nossas as palavras inspiradas de Manuel Antunes: “A nossa tarefa é outra: procuramos compreender”[11].

Os valores da liberdade, da tolerância, da inclusão, do pluralismo, do respeito pelo outro na sua diferença, valores considerados fundamentais de uma cultura democrática, não devem deixar de estar na base dos projectos científicos.

Este projecto de dicionarização de um saber fundamental sobre as ordens foi desenvolvido por um conjunto vasto de investigadores e especialistas de várias áreas do saber e de várias instituições científicas e universitárias nacionais e estrangeiras. Associam-se nesta obra, pois, autores e consultores científicos de vários países, de vários quadrantes científicos e de várias faixas etárias, reunindo os contributos de reconhecidos investigadores e de outros, mais jovens, cujos caminhos de investigação tendem a aportar novos e importantes elementos para um conhecimento renovado da história das instituições aqui tratadas.

Estudar ordens e instituições afins implicou aqui assumir também aquele que é considerado o pecado original do historiador: uma parte significativa das instituições estudadas ainda é realidade viva e actuante.

Contudo, quando aquilo que se trabalha, sobre o que se escreve, com o que dormimos, sonhamos ou desesperamos, vem até nós ou, ao menos, tem raízes até tempos próximos, com gentes e lugares prenhes e marcados dessas realidades, o Presente-vivido irrompe muito mais brutalmente pelo Passado-estudado.

No resultado final destas centenas de entradas, encontramos, assim, um longo caminho de diálogo e de conhecimento em que, estranhem, nenhuma das partes ficou a perder. A maioria dos participantes neste processo compreendeu a natureza científica do trabalho, não apologética ou memorialista. Apenas se valorizou esclarecimento e o rigor, exactamente com o mesmo respeito que demos a todos os intervenientes.

Nesta realidade, o projecto que agora chega ao seu fim, teve de apresentar algumas soluções que superassem esse inicial constrangimento e o transformassem numa mais-valia. Decidiu-se enfrentar essa dificuldade, deixar de a olhar como um problema, e esgrimir com ela o que desejamos para esta obra: exactidão, mas também diálogo e respeito. Assim, qual Janus, com duas caras e dois olhares, a coordenação do projecto olhou para as suas realidades historiografadas, mas ao mesmo tempo vivas. Em nome da procura do máximo rigor de informação e sempre à luz da nossa posição ecuménica e construtiva, pedimos a essas mesmas instituições vivas a abertura para nos receberem, para lerem os nossos textos, para complementarem alguns dados importantes descurados e corrigirem aspectos de pormenor em termos de informação factual. Foi, pois, com este fim que convidámos os representantes e dirigentes das instituições vivas que participassem na revisão do nosso trabalho.

Uma Ciência Dialogada e para a Comunidade é, assim, o que pretendemos apresentar como o resultado desta postura de Diálogo Metodológico. Estes textos são a imagem desse processo longo de anos, mas rico de experiências.

Seguramente, ficámos todos mais ricos. A obra engrandeceu-se. A Ciência ficou mais clara e dialogante. Nós, a quem a  tarefa foi por nós próprios pedida, mais satisfeitos.

Acima de tudo, este é um projecto aberto e em aberto. Não se pretende dizer a última palavra sobre o assunto, nem encerrar ou esgotar o campo de investigação, nem muito menos ter o delírio do definitivo. Tão-só queremos explorar e abrir decisivamente as portas de um caminho novo e apaixonante de conhecimento, facultando, de forma clara, distinta e sistemática, a informação já existente sobre as ordens e acrescentar-lhe um pouco mais através do processo de pesquisa que todas as equipas envolvidas, que aceitaram o nosso convite à colaboração, realizaram com grande dedicação, apesar da escassez dos meios disponíveis.

É para eles, em primeiro lugar, que dirigimos o nosso caloroso “Muito Obrigado”: aos autores nomeados em cada entrada que em graus diversos ajudaram a construir com os seus textos esta obra, auxiliados pelo inestimável apoio dos diferentes membros da Comissão Científica que conjuntamente reconhecemos penhoradamente.

A segunda, mas não menos importante, palavra de agradecimento vai para as instituições que acolheram e promoveram cientificamente o projecto que esteve na base desta obra e para aquelas que apoiaram materialmente a sua execução. Há depois muitas pessoas que não aparecendo visivelmente nomeadas em algum lugar desta edição contribuíram como facilitadores e incentivadores no processo da sua preparação.

Dado o longo período que implicou a elaboração desta corremos o risco de esquecer alguém que tenha tido um papel mais ou menos adjuvante, mesmo assim arriscamos nomear alguns nomes que é de justiça referenciar como forma de agradecimento: Hermínio Rico, sj, antigo Director da Revista Brotéria, Ana Teresa Santa Clara, Diogo Gaspar (Director) e Jorge Inácio do Museu da Presidência da República, Pedro Sousa e Silva da FCT, João Henrique Silva, Director da DRAC-Madeira, Marcelino de Castro, Director da Revista Islenha, José António Falcão, Director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, Maria Teresa Rosendo (Chefe de Divisão) da Câmara Municipal de Palmela e Isabel Cristina Fernandes do Gabinete de Estudos sobre a Ordem de Santiago (GEsOS) da Câmara Muncipal de Palmela, Miguel Gaspar, Director da Artlândia, Isidro Lamelas, antigo Provincial da Ordem dos Frades Menores, Patrícia Costa e José Furtado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Fausto Oliveira da Câmara de Lousada, Maria Edite B. Mourato Alves do IECC-PMA, José Luís de Almeida Monteiro, Bibliotecário do Convento Dominicano de Tours. 

            Uma palavra importante de agradecimento reconhecido queremos deixar bem patente às instituições que acreditaram no nosso projecto desde o início do seu lançamento e decidiram oferecer o seu apoio material para garantir a sua viabilização. Em particular, e em modo de representação de todas estas, queremos destacar o grande significado do Alto Patrocínio concedido pela Presidência da República, bem como àqueles que contribuíram para que este apoio, que muito nos honrou, fosse garantido. Da actual equipa da Presidência da República, agradecemos o empenho do Chefe da Casa Civil, José Nunes Liberato, e do Secretário-Geral da Presidência, Armando Ferreira Coutinho. Da anterior Presidência, agradecemos as diligências importantes do Assessor para os Assuntos Culturais, José Manuel dos Santos.

Finalmente, cumpre-nos deixar bem expresso um agradecimento muito especial à equipa de investigadoras-bolseiras da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, a saber, a Cristiana Lucas Silva, a Paula Cristina Ferreira da Costa Carreira e a Susana Mourato Alves. Estas tenazes investigadoras constituíram um eficiente secretariado executivo, no qual, com entusiasmo, empenho e rigor, trabalharam a tempo inteiro numa fase decisiva de preparação, revisão e produção dos instrumentos complementares (índices, siglários e glossários) desta obra composta por 368 entradas de instituições dicionarizadas que distribuídas por 8 secções distintas: 231 Católicas, 1 Protestantes, 2 Não-Cristãs, 11 Esotéricas, 79 Maçónicas, 13 Templárias e Neo-Templárias, 19 Honoríficas, 12 Profissionais.

 

As Equipas de Direcção e de Coordenação

José Eduardo Franco

José Augusto Mourão

Ana Cristina da Costa Gomes

 

António de Macedo

Hermínio Araújo

Isabel Mayer Godinho Mendonça

Carlos João Correia

João Luís Inglês Fontes

João Miguel Almeida

Jorge de Matos

José Carlos Lopes de Miranda 

José Varandas

Manuel Alexandre Júnior

Manuel J. Gandra

Manuel Saturino da Costa Gomes       

Nuno Estêvão Ferreira

Paulo Mendes Pinto

Sara Morais Saraiva de Andrade

Sílvia Ferreira

Teresa Peralta

 

                                   Lisboa, 10 de Junho de 2009

 

[1] Carlos A. Moreira Azevedo (dir.), História Religiosa de Portugal, 3 vols., Lisboa, Círculo de Leitores/Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa, 2000-2002.

[2] Carlos A. Moreira Azevedo (dir.), Dicionário de História Religiosa, 4 vols., Lisboa, Círculo de Leitores/Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa, 2000-2001.

[3] Fortunato de Almeida, História da Igreja em Portugal, 4 vols., Nova ed. preparada e dirigida por Damião Peres, Porto, Portucalense Editora, 1967-1971. A edição original, em oito volumes, data de 1910-1928.

[4] António Alberto Banha de Andrade (dir.), Dicionário de História da Igreja em Portugal, 2 vols, Lisboa, Ed. Resistência, 1980-1983.

[5] Bernardo Vasconcelos e Sousa (dir.), Isabel Castro Pina, Maria Filomena Andrade e Maria Leonor Ferraz de Oliveira Silva Santos, Ordens Religiosas em Portugal: Das Origens a Trento – Guia Histórico, Lisboa, Livros Horizonte, 2005.

[6] Não podemos deixar de referir que a nível internacional se têm diversificado um conjunto de projectos de investigação e de publicações que revelam o renovado interesse que o universo das ordens e congregações religiosas continua a suscitar entre a comunidade científica. Muitas delas são obras de referência obrigatória para quem se dedica ao estudo deste universo vasto e diversificado. Referimos aqui apenas algumas a título ilustrativo entre uma miríade de outras edições que têm vindo a lume em várias línguas: Agnès Gerhards, Dictionnaire Historique des Ordres Religieux, Prefácio de Jacques Le Goff, Paris, Fayard, 1998; Gaston Duchet-Suchaux, Monique Duchet-Suchaux, Les Ordres Religieux: Guide Historique, Paris, Flammarion, 2000; Guerrino Pellicia, Giancarlo Rocca (dirs.), Dizionario degli Istituti di Perfezione, 10 vols., Roma, Ed. Paoline, 1974-2003.

[7] Ver os diversos estudos publicados em forma de antecipação do ideário que preside a esta obra: “Dicionário Histórico das Ordens e Instituições Afins em Portugal: Apresentação e Estudos Introdutórios”, in Brotéria, Número Duplo, Janeiro e Fevereiro de 2006.

[8] Para um excelente estudo crítico desta problemática, ver a obra recente de Luís Machado de Abreu, Ensaios Anticlericais, Lisboa, Roma Editora, 2004.

[9] Manuel Antunes, Repensar Portugal, Lisboa, Multinova, 1979 (2.a ed. 2005, 3.a ed. 2006), mais recentemente em Manuel Antunes, Política e Relações Internacionais, Obra Completa, vol. I, t. III, Coordenação Científica de Guilherme d’Oliveira Martins, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 2008, p. 26 e ss.

[10] Cf. Giovannangiola Tarugi, Ecumenismo della Cultura, 3 vols., Firenze, Olschki, 1981; José Eduardo Franco, “Para um ecumenismo cultural”, in Agência Ecclesia: Semanário de Actualidade Religiosa, 16 de Janeiro de 2007, pp. 6-7.

[11] Manuel Antunes, Religião, Teologia e Espiritualidade, Obra Completa, t. IV, Coordenação Científica de Hermínio Rico, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 2008, p. 197.

 
 
 
   
 

 

 

 


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