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::::::::::::::::::::Pedro Proença::::
O IRRECONHECÍVEL
Soneto XVIII

Deixa esse ego interino secar em saudades.

A proibição faz com que sejamos escravos da iminência da transgressão.

Na atormentada tribo de teoremas deixo-me envolver por deduções passionais que me fazem no mínimo cantarolar.

Controle o pensamento nas épocas do prazer, porque se este for assado por uma intiligência dirigida pode multiplicar as sensações e os contentamentos.

Socorro-me do mel para dissimular o fel, mas não faço a mínima ideia onde é que isto me pode levar.

Cada limite é um vassalo que me prepara um cavalo.

As fábulas não libertam, antes nos aprisionam, quer nos limites da realidade prosaica que as forjam, quer numa terna ausência que as habitam. A fábula apenas fornece o enigmático para nos entreter com respostas ambiciosas que parecem dar um sentido um pouco mais importante à mísera vida.

E a paciência doméstica deixa no cabide as tormentas em que o mundo politicamente se retorse.

Cada verificação é mais uma porta aberta para o cepticismo.

É o brilho da armadura que excita os ferimentos.

Pedir perdão costuma ser uma forma descarada de legitimar crimes.

Previlegiar o tempo em deterimento do espaço?

Já não devo esperar, pois cada momento é um momento oportuno, mas só é momento enquanto o momento durar.

Somos responsáveis perante tudo aquilo que desperdiçamos.

 

 

 

 


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