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LUÍS SERRANO
Tem de haver um tempo

Tem de haver um tempo
para a vida e para a morte
tem de haver um espaço
onde concentrar
as lágrimas e o riso

um abismo
onde as árvores
cresçam em esquecimento
e claridade

uma porta rarefeita
por onde escoar
o que resta da solidão

 
in Poemas do Tempo Incerto, Vértice, 1983
 

 


 

 



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