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JOÃO RASTEIRO

SOB AS ÁRVORES

Labirinto

Agora o corpo fala de pássaros

anunciando a erosão rente à língua

o presságio que rasga o linho

o derrame da semente ao morrer.

 

Assusta-me o vidro dos olhos

esmagando-se no vértice da linha

a dormência ávida das águas

na rotação da última palavra.

 

Esta é a nudez intacta da luz

o ar na vibração do corpo

o cheiro agreste e puro da cânfora

o peso dos dedos sob o espanto.

 
 

 



 



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