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JOÃO RASTEIRO

SOB AS ÁRVORES

No princípio o fôlego  

O fôlego é de onde se começa.pois a

pele recebe o bafo revolto nos músculos

como sacrilégio aberto.os corpos sopros

inventados morreram ao longo das

artérias.se existem outros não quero

imaginá-los nos braços alquímicos

da terra despojada.a intersecção dos

pulmões faz-se com línguas de fogo que

são foles que nos devolvem a morte.fôlego

subtil imperceptível nas bocas onde não

estás presente.os dedos que traçam círculos

na água refrescam ceptros sobre a carne

comovida.nas palavras o amor é um nervo

fragmentado.no teu fôlego está o meu começo.

 
 

 



 



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