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JOÃO RASTEIRO

SOB AS ÁRVORES

A ferida inesgotável

Na combustão de Inês a cânfora.como se

sob a oxidação da luz o cordão umbilical.

agora o amor prefigura-nos melhor sobre

as águas.as pedras da fonte continuam

desencarnadas nos golfos do crime.as

águas ainda na exatidão enregelada das

lâminas.nos veios cintilantes da sílaba

o poema.íngreme no equilíbrio do sangue

a fulguração do fogo.inteiramente vencido

nas mãos do assombro.sob os líquidos a

clara magnólia inteira.a ferida ainda fresca.

 
 

 



 



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