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JOÃO RASTEIRO

SOB AS ÁRVORES

Corpo de Caça

Num corpo de caça sagrado

onde as palavras se devoram entre si

o silêncio surge sob uma mancha de iodo

vestindo a terra com as asas dos mortos

o poema debate-se com a sua própria volúpia

envenenando os sexos e as bocas brancas

com o sangue virgem das suas vitimas.

 

As palavras embebidas em golfos

despem-se de suas longas vestes de água

nesse sangue e amam-no eternamente.

 
 

 



 



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