EUGÉNIO DE ANDRADE
In: EL PAÍS / BABELIA, Sábado 18 de Junio de 2005
ANTOLOGIA DE BABEL: EUGÉNIO DE ANDRADE
Lo que no pude morir
Di, di una vez más lo que no puede
morir;
la luz, que en el sur es inocente
y trepa a los pinos;
el trote menudo de las mañanas de junio;
el azul em picado del halcon;
las dunas, con señales todavía
de outro verano para llevarse a la boca.
O Que Não Pode Morrer
Diz, diz uma vez mais o que não pode
morrer:
a luz, que no sul é inocente
e trepa aos pinheiros;
o trote miúdo das manhãs de junho;
o azul a pique do falcão;
as dunas, com sinais ainda
de outro verão para levar à boca.
 
   

 

 

 


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