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Fernando Botto Semedo
DEUS É AMOR

Esta comunhão na pureza do sol da alma

Olho as árvores verdes que na praça

Existem e tocam já o sexto andar:

Sem elas pareceria o Verão, aqui,

Um deserto de sol, em reverberações sinistras

Nas calçadas, sem uma sombra,

A brisa diminuída pela omnipresença

De alcatrão e de automóveis febris.

 

Todos os dias dialogam comigo e

Com todos os versos que aqui inscrevo,

Agradecendo o meu cuidado de as regar sempre,

Na ausência da autarquia, numa amplidão de almas.

 

Existe uma natural e cristalina amizade

Entre nós, até às lágrimas, em nossa igualdade humana.

Em silêncio observo-as longamente,

E sinto-me uma árvore, e sinto um sorriso

De leveza elevar-me, sem asas, para o espaço,

O do meu sonho, infinito e saudoso.

19 / VIII – 2004

 

 

 

 


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