Paulo Brito e Abreu.........

Eras cave Azul e clava

A JOSÉ CUNHA PINÇÃO
«Fortuna favet fatuis. Ad augusta per angusta.»

I

 

Eras cave Azul e clava,

E era o tempo do desvelo,

E uma nau te amarfanhava

E uma voz te magoava,

E era o Velho do Restelo.

 

Foste salto e saltimbanco

E artemágico arvoredo;

Para a Lira e para o Canto

O rubor, Azul e branco,

Tudo o mais era degredo.

 

E no Verbo vale e vasto

Com mistério, para lerdes,

Houve o Sol e houve o rasto,

Houve a Linda, a T'resa Castro

E a Joana de olhos verdes.

 

II

 

No teu pranto, e colorista,

És o Vento e a Saudade,

És a Lisa, ilusionista,

És o Vate e alquimista,

Tudo o mais, Eternidade.

 

Assim reza, em oração,

Lua-sina, para a lis.......

Sua avante, coração,

Surge o Dante, e o Pinção

Com a sua Beatriz.

 

Queluz, 02 / 03 / 2010

 
 

 




 



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