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A. MEIRELES GRAÇA
Mui feliz na sua ronha…
 

Enquanto o gato viva

Mui feliz na sua ronha

Bem mais feliz o escriba

Em dois versos que componha!

Por isso, sempre que leio

Os versos meus que vos deixo

Fico mudo no receio

De me ler o grande Aleixo

Que vivendo engraxador

E mesmo sem saber ler

Teve o destino maior

Que um Poeta pode ter:

Gritando ao mundo a Verdade

Em redondilha menor

Ganhou a Eternidade

E no meu céu é doutor!

Agora sempre que escrevo

Eu invejo o grande Aleixo

Tão miserando me levo

“Nestes versos que vos deixo”!

Almeir
Guimarães, 1/04/05

 
   
   

 

 

 


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