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A. MEIRELES GRAÇA
Há qualquer coisa que digo
 

Há qualquer coisa que digo

À vida: quero viver!

Quero prezar um amigo

Uma amiga se mulher!

Quero dividir o Sonho

E repartir madrugadas

Nestes versos que componho

De ideias disparatadas

Mal cosidas, sem razão

E por vezes mal pensadas!

Que não tem o coração

Ideias ajuizadas.

 

Se as tivera, se pensara

Meu coração com juízo

Eu nunca mais me encontrara

Às portas do Paraíso

Onde me leva o Amor

Que nunca tem hora certa

E sempre me vem maior

Se por Mulher porta aberta

Devagar, devagarinho

Esta dor que tão me aperta

Fizer sumir num carinho

Na minha vida deserta!

 

Ás vezes digo que não

E a Vida responde sim

Por tal razão sem razão

Que não entendo e assim

Eu deixo meu coração

Liberto falar por mim!

Deixo crescer a Ilusão

E colho o novo favor

Do milagre e redenção

Desse teu gesto de Amor.

Meus passos vão e não vão

.Mas eu vou aonde for!

 
 
Almeir
Guimarães, 29/03/05
   
   

 

 

 


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