:::::::::::::::::::::LUÍS COSTA::::::::::::
Viagem

Inscritas nas tábuas dos dias, as aves
voam. Os astrolábios do firmamento
anunciam-lhes o rumo. Em seus
bicos, o ouro do silêncio maruja...

Movimento parado. Asas estáticas
sobre cidades em ruina. Pelas estradas
crianças correm à procura
da turbina da luz. Esquinas quebradas.

Quem nos deu este solo sem fundo ?
Quem nos faz marchar ainda mesmo
quando não queremos?

Inscritos nas tábuas dos dias, como as
aves, seguimos, vazios. Vazios seguimos
os astrolábios das coisas vazias.

 
 

 

 

 




 



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