LUÍS COSTA:::::::::::::

No dia de aniversário de Max Ernst
(1 de abril de 1964, Carregal do Sal, Portugal — 17 de abril de 2014, Paris)

Pássaro-Abril com imagem de Max Ernst

                                        Para Max Ernst

Vão dizendo as coisas - obscuras -
pela boca da mulher que possessa 
crava as mãos na terra 
e o sangue ilumina - se panorâmico o seu corpo de lua
vão dizendo as coisas - obscuras -
e bailam à volta da fabulosa árvore 
que cresce nas vértebras 
de um animal exangue
para que o homem se aproxime
e lesto agarre o pássaro de gelo e luz 
ainda sombra ___________ 

o seu voo profundo no corpo da mulher. 

Luís T. Costa
 
 
1 de abril de 2014

Luís Costa nasce a 17 de Abril de 1964 em Carregal do Sal, distrito de Viseu. É aí que passa a maior parte da sua juventude. Com a idade de 7 anos tem o seu primeiro contacto com a poesia, por meio de  Antero de quental, poeta/ filósofo, pelo qual nutre um amor de irmão espiritual. A partir dai não mais parou de escrever.

Depois de passar três anos  num internato católico, em Viseu, desencantado com a vida e com o sistema de ensino, resolve abandonar o liceu. No entanto nunca abandona o estudo.  Aprende autodidacticamente o Alemão, aprofunda os seus conhecimentos de Francês, bem como alguns princípios da língua latina. Lê, lê sem descanso: os surrealistas, a Geração de 27, Mário de Sá-Carneiro, Beckett, E. M. Cioran, Krolow, Homero, Goethe, Hölderlin, Schiller, Cesariny, Kafke e por aí adiante. Dedica-se também, ferverosamente, ao estudo da filosofia, mas uma filosofia viva. Lê os clássicos, mas ama, sobretudo, o poeta/ filósofo Nietzsche, o qual lera pela primeira vez com a idade de 16 anos : "A Origem da Tragédia" e o existencialista Karl Jaspers.

Mais tarde abandona Portugal rumo à Alemanha, pais onde se encontra hoje radicado.

 

 

 

 




 



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