:::::::::::::::::::::LUÍS COSTA::::::::::::
O LIVRO EXUMADO
(XLIV POEMAS) - Index
Entre os dois rios

Persigo a palavra que se faz em mim, o leite das suas raizes.
As bibliotecas de  Uruk são  a minha casa, a minha alma é um
Estame vermelho no templo de Ishtar.
Há anjos e demónios em mim, pontes oscilantes no firmamento,
ânforas quebradas depois da grande festa, a confusão das línguas.
Pela chaga do lado esquerdo, a noite entra em meus aposentos,
O sangue corre, fresco, é um acorde  mesopotâmico na minha carne,
Uma duração em Deus, um hausto com a natureza.
Ó dilúvio ancestral! é bom sentir-te descendo as colinas da minha aldeia.
Em tua honra escreverei um hino nas tábuas de Utnapishtim.
Vem, toma-me em teus braços, quero rever-me em teus espelhos
Rutilantes, quero saber que existo,  em ti, qual  um jardim suspenso.

 
 

 

 

 




 



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