:::::::::::::::::::::LUÍS COSTA::::::::::::
Racionalismo
(em frente ao quadro "O GRITO" de Edvard Munch)
Voas,
gaivota esquecida
Nas malhas do ser,
designado
Senhor das tempestades
E das bonanças,
E o mar abre-se,
Imenso,
E embarcações
Levam-te
Para lá das fronteiras

Vestes a juba
Do leão
E a pele do cordeiro.
A tua armadura brilha
Como um Hurrikan.
A espada vibra,
cortando
Todos os cordões
Umbilicais�

Crianças de olhos ocos
Choram.
Mães
De pé descalço,
Esfarrapadas,
E ossos à Dali
Ajoelham-se,
Erguem os olhos
Para o céu :

Porquê, meu deus?!
Porquê?!
Só o eco das
Suas vozes
Se ouve
Na imensidão dos desfiladeiros,
Só o gume do vazio de Deus
Lhes responde,
E desertos de abandono
Sangram à sua volta

Mas isso que te importa,
A ti,
coração de leão,
defensor da inabalável
verdade e justiça,
Não é verdade
Que dos fracos
Não reza a história?
Luís Costa. Escritor português, nascido a 17 de Abril de 1964 em Carregal do Sal, distrito de Viseu.
 

 

 

 




 



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