:::::::::::Bruno Prado Lopes::::
Outrora versou sobre a paixão grega

Outrora versou sobre a paixão grega,

outrossim indago: ¿e o amor?

 

esse monumento a nascer do coração,

de um raríssimo dizer sumério

 

como há de ser raro um canto rubro

em meio a mil milênios —

 

indago-te, então:   

¿tornara à mão a taça —

da vulva, tornara o vinho?         

                                   

pois inexiste aquilo que não seja carne

e fulgor algures —                             

                                  

houvera amor? essa antinomia grega:

amar-amaro — esse adorno do impossível;

 

doar-se ao sol, sublime salto;

de céus em céus: a simbiose de nós —

 

daimon, jinni, ângelus...

 

indago-te, por fim: amor, houvera?

 

¿faltara ao destino?

 

 
Bruno Prado Lopes (jan./2015) 
Bruno Prado Lopes é poeta. Nasceu em São Paulo (SP), em 1981. Autor do livro de poesia Fraturas (Selo Orpheu – Ed. Multifoco - 2010), com participação em antologias, como: Poesia Sempre (Biblioteca Nacional – 2010), O Conto Brasileiro Hoje (RG Editores – 2005). Participou, como poeta convidado, da exposição “Mesmo nos momentos mais silenciosos” do Fotógrafo Gabriel Felsberg (São Paulo, MuBE, 2012), também publicou em periódicos e revistas eletrônicas, no Brasil e em Portugal.
E-mail: brlopes@gmail.com
 

 

 

 




 



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