AURÉLIO PORTO

CINCO POEMAS NA ACRÓPOLE

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Antiguidade clássica

Quantas volutas descreve o fio
que traz do Labirinto a Micenas, a Fídias, a Alexandre?
Quantas traça a génese através do tempo
percorrendo bizantinos teólogos, paulos de fogo e ascese,
eremitas meteóricos,
poetas que fingem de devassos de Alexandria?
Que resta do tempo na multidão a teus pés?
Do alto deste rochedo, a manhã avança,
o néfos vai subindo ocultando o hoje,
que é tudo quanto existe.

in Sob o Céu Azul da Grécia, 1995, que integra a colectânea Flor de um Dia, no prelo

Aurélio Porto – Nasceu em 1945, em Cedofeita. Tradutor e professor do ensino secundário, até à recente aposentação. A sua obra poética, coligida sob o título de “Flor de um dia”, está em vias de publicação. Tem colaborado, desde o primeiro número, na “DiVersos – revista de poesia e tradução”. Reside no Porto.

 
 

 

 

 




 



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