Afonso Lopes Vieira
D. Inês de Castro

Choram ainda a tua morte escura

Aquelas que chorando a memoraram;

As lágrimas choradas não secaram

Nos saudosos campos da ternura.

 

Santa entre as Santas pela má ventura,

Rainha, mais que todas que reinaram,

Amada, os teus amores não passaram

E és sempre bela e viva e loira e pura.

 

Ô linda, sonha aí, posta em sossego

No teu muymento de alva pedra tina,

Como outrora na Fonte do Mondego.

 

Dorme, sombra de graças e de saudade,

Colo de Graças, amor, moço menina,

Bem-amada por toda a eternidade!

 
 

 

 

 




 



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