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Foto: Martins Correia
MISS PIMB:
Observatório da Natureza
Girinos de rã verde
Eu hoje fui passear para a quinta da minha prima Saurita e ela deu-me a provar amoras de amoreira, eu só costumo comer amoras das silvas, são tão gostosas, e também comemos peras joaquinas, são aquelas pequeninas e duras, e depois fomos aos tanques, num deles havia muitos girinos a rabiarem lá no fundo, uma pena que não se transformem em rãs, mas o tanque ainda está em uso e por isso, quando abrem para regar, os girinos saem para os regos e vão adubar os campos de batatas, é assim a vida dos pobres girinos, e de todos nós, que não somos girinos, mas também nos metamorfoseamos, e não somos de uma só cara e de um só coração, como queria Sá de Miranda, que fala dos que mudam de partido por oportunismo, mas mudar todos mudamos, só os burros não mudam, e esses outros cheios de cagança, convencidos de que têm muita razão, e têm opiniões sobre tudo aquilo que desconhecem, esses mudam pouco porque não reconhecem os erros e não aprendem com as cabeçadas, agora os cabeçudos, que é como se chama também aos girinos, esses passam por várias fases, de ovos a larvas, de larvas a girinos, de girinos a animais adultos, e estes de rã são muito engraçados porque têm cauda, depois perdem a cauda e por isso pertencem, dentro dos Amphibia, ao grupo Anura, e os tritões e salamandras, porque mantêm a cauda no estado adulto, pertencem ao grupo Caudata, isto se a nomenclatura não mudou, muda tanto como os animais metamórficos, estou muito contente, vi pela primeira vez girinos em Britiande, não faço ideia de que espécie são eles girinos, mas a minha prima disse que eram de rã e eu aceito, perguntei se de rã verde ou castanha e ela respondeu verde, realmente ela também disse que os girinos não chegam ao estado adulto, por isso sabe lá ela se são de rã castanha se de verde, mas eu aceito que sejam de rã verde, e por isso provavelmente de Rana perezi, não acredito que os especialistas tenham olho para decifrar os caracteres destes girinos no vídeo do YouTube, por isso estamos livres de que venham agora dizer que são girinos de Chioglossa lusitanica, porque, se dissessem, então isso era uma descoberta tão sensacional como a de Rosa de Carvalho, quando descobriu os girinos das Chioglossa dele lá nos regos em que passava a água de regar batatas, na Quinta do Espinheiro, em Coimbra. Malandro!...
Britiande, 26 de Julho de 2008
Contact: miss.pimb@triplov.com

 

 

 


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