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Oscar Portela
Amor e morte
Faço o amor em teu nome, o amor
com teu nome e no vazio da imagem
dou-te a luz já para sempre
meu na mísera glória da memória
Nada restará de nós senão o eco de
nossos passos em busca de sepulcros aonde
saciar a sede de nossas bocas. Assim a
marca do vazio agora abrindo pegada
e trazendo consigo os ardores
do esquecimento e da noite, mas nunca é
pleno o esquecimento o inegável o fervor
aonde se perdem limites e linhas distendidas
entre silêncios e terrores aonde te amo,
agora em tua resplandecente fuga
e ilumino tua morte com minhas vozes,
oh sombra nunca suficientemente
dispersa no eclipse da memória
aonde abismo e desejo comungam com as
marcas do ar,
canais da loucura e do delírio. Neste
olvido te amo e faço amor contigo,
em tua memória e em teu nome
roças em minha frente e estremeces
na escritura aonde busco teus ossos
ou tua carne de magnólia e de escárnio
de humilhação e sexo. Sê benévolo clima
com nossas sombras, deixa-as vulneirarem-se
quando o calor pinta sons sobre a
carne transmutada. Não era tempo mas
pelo despenhadeiro da palavra luz
o infausto usurpou seu elemento e agora brilha
o olhar escuro no meu como outra
primavera. Faço pois o amor em seu nome,
e com seu nome jogo no silêncio
de sua ausência de trevo desfolhando em
seu nome toda imagem presente.
Traducción Vera Luz Laporta
 
 
 

 

 

 


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