Na morte de Luiz Pacheco
a 5 de Janeiro de 2008

A pachecal figura

Maria Estela

 
De volta, há  um bocado, ao mundo não festivo (a última etapa foi com os primos da Flora em Alburquerque, pois ali festejam-se os Reis e nós fomos até lá) venho encontrar esta triste notícia que fez a fraternidade de me enviar. Digamos que em todo o caso foi melhor tê-la sabido por uma pessoa amiga do nosso Pacheco e não pela naturalmente impessoal "comunicação social".
 
Ainda há dias me lembrara dele. Coincidência, é claro, mas um dos livros que relanceei antes de abalar para as espanhas foi o que me dera o Ruy, o "Cartas ao léu" de que ele tinha dois exemplares. E em rápido vôo recordei a primeira vez que o vi - no Monte Carlo, no dia do passamento do Salazar: a pachecal figura, por ironia e gáudio, trajava uma camisola de manga curta, branca com riscas verdes - um misto de camisolão de marinheiro e de prisioneiro; na cabeça, um amplo chapéu que já conhecera melhores tempos mas ainda mostrava a categoria anterior...
 
Foi isto uns dias depois de eu lhe ter escrito a ele e ao Herberto Helder, para a Estampa, afixando surreais propósitos de projectado encontro com a gente do grupo da Grifo, a revista que ele, o Virgílio Martinho, o Sampaio, o Barahona, o Ricarte-Dácio, o Vítor Silva Tavares entre outros, haviam artilhado e que pouco depois seria apreendida. Tempos de outrora...de juventude...
 
Mando-lhe noutro mail, a seguir, um bloquinho de coisas do Aurélio Porto, de que anteriormente lhe falara.
 
Beijinho do
 
 n. 
 
 
 
 
 
 

 

 

 




 



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