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SÔNIA VAN DIJCK..

Cunha de Leiradella: um autor hipertextual

Duas bandeiras

Cunha de Leiradella nasceu em Portugal, na freguesia de São Paio de Brunhais, concelho da Póvoa de Lanhoso, no norte de Portugal, em 1934.

Participante da resistência contra Salazar, viu-se obrigado a sair de Portugal e aportou no Rio de Janeiro, em 1958.

Viveu entre o Rio de Janeiro, onde deitou raízes de família, e Belo Horizonte, onde escreveu a maior parte da sua obra. Colaborou em jornais, fundou o Teatro Universitário Carioca (TUCA), no Rio e Janeiro, em 1965; fundou o Sindicato dos Escritores do Estado de Minas Gerais, em Belo Horizonte, em 1985.

Em 2003, voltou a viver em Portugal, na casa em que nasceu – Casa das Leiras -, sem perder os laços intelectuais, políticos e afetivos com as terras brasílicas.

Começou no teatro. Ainda jovem, em Portugal, foi levado por uma amiga ao Teatro Experimental do Porto. A atração pelo mundo de Dioniso ganhou a forma de sua primeira peça teatral, que, depois, de retomada e retrabalhada, transformou-se em Réquiem op. 1 e estreou no Rio de Janeiro em 1964.

Salvo no conto “Os homens e os outros” e no romance Cinco dias de sagração, é no Brasil que Leiradella ambienta sua obra. Suas personagens vivem no Rio de Janeiro, em Salvador, em Belo Horizonte, no interior de Minas Gerais, em uma geografia acidentada pela investigação das angústias humanas, em tempos marcados por fatos políticos (ditadura militar, eleição de Tancredo Neves, impeachment do presidente Collor de Mello, por exemplo) ou simplesmente pela demanda de liberdade e de felicidade.

Criador de personagens urbanos brasileiros, de um Eduardo português que vive no Brasil e volta à terra natal para reencontrar o amor da juventude e descobrir que o tempo não retorna, e de alguns portugueses das quebradas da Serra do Gerês, Leiradella integra a literatura de duas bandeiras. Conhecedor de duas realidades políticas e culturais, é contundente sempre que se expressa criticamente:

Para quem não sabe, a mixórdia portuguesa só difere da mixórdia brasileira no sotaque (1).

Esse jornalista, dramaturgo, romancista, contista, roteirista (televisão, cinema), recebeu vários prêmios, tais como: Plural, 1987 (México), com o conto “O homem que já sabia”; Prêmio Instituto Nacional do Livro, 1988 (Brasil), com o romance O longo tempo de Eduardo da Cunha Júnior; Cruz e Souza, 1995 (Brasil), com o livro de contos Fractal em duas línguas; Terras de Lanhoso, 1997, com o conto Os homens e os outros; Caminho de Literatura Policial, 1999 (Portugal), com o romance Apenas questão de método.

Leiradella, sobre si mesmo, esclarece, adotando a perspectiva de sua literatura:

quando você cria um personagem, você cria muito de você, não que seja você, mas ele tem muita coisa sua. Eu tenho um personagem que percorre toda minha obra e que se chama Eduardo da Cunha Júnior. Ele já foi tudo que eu fui. Já foi jornalista, já foi gerente de bar, de hotel. Quando você cria um personagem, você pega uma vertentezinha do seu universo ontológico e coloca no personagem (2).

Como Leiradella fala em Eduardo da Cunha Júnior, é oportuno informar que esse cidadão literário nasceu na peça teatral Inúteis como os mortos, que estreou no Rio de Janeiro, em 1965, consolidando-se no romance O longo tempo de Eduardo da Cunha Júnior (Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987). Desde então, habita a obra leiradelliana até o mais recente romance Apenas questão de gosto (Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2005).

Eduardo da Cunha Júnior em
Os espelhos de Lacan

Entre os oito romances publicados e mais alguns livros de contos, escolhi Os espelhos de Lacan (Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2004), cuja edição lusitana acaba de aparecer: Braga: Calígrafo, 2008. (3)

Sob o signo da metalinguagem, desde as primeiras páginas, esse romance tematiza a relação escritura - leitura e o fazer literário.

Realmente, é ótimo escrever em duas línguas. Além de ser um biglota, numa escrevo o que penso e na outra o leitor lê o que quer. (p. 24)

Mas, logo, a atenção do leitor se prende ao “enigma”: Eduardo da Cunha Júnior morreu no Colégio do Caraça? Mas, por que essa galeria de homens e mulheres, em demanda não se sabe bem de quê ou, talvez, de tanta coisa, que só a liberdade e a felicidade traduzem?

Pode ser que o interesse do livro esteja em nos revelar a incomunicabilidade que prende cada um desses homens e mulheres, que, apesar disso, falam do passado, discordam uns dos outros, armam intrigas e falam de Eduardo da Cunha Júnior, que, surrealisticamente, é também autor da história:

Eduardo da Cunha Júnior morreu em dezembro do ano que passou. Gostaria de começar a minha história com esta frase. Eduardo da Cunha Júnior morreu em dezembro do ano que passou. É uma frase concisa. E, além de concisa, totalmente verdadeira. Todos os anos têm dezembros e, na vida de qualquer um, há sempre um ano que passou. Mas eu não posso começar a minha história dizendo que Eduardo da Cunha Júnior morreu em dezembro do ano que passou. Eduardo da Cunha Júnior sou eu e não haverá história se não houver quem a conte. Mesmo que a verdade seja mentira e o narrador inventado. (p. 27)

Pelo trecho citado acima, nota-se que para além da blague, há um acento de problematização do que será lido. Graças à metalinguagem - história e “quem a conte” (=discurso), caráter da ficção (“verdade seja mentira”, “narrador inventado”) -, o autor estabelece o verossímil, deixando ao leitor o distanciamento e a escolha de ler o que quiser.

Considerando que a personagem Dagoberto Palomar, na abertura da obra, informa que Os espelhos de Lacan é uma narrativa linear, e sempre conduzida pela vontade do autor, (p. 15), o melhor é começar a ler esse livro a partir do título, visto pelo mesmo Palomar como “narrativa confusa e impenetrável a uma leitura comum.” (p.15).

Espelho, espelhos, Lacan
Espelho

A palavra “espelho” (speculum = especulação) nomeia um dos artefatos mais antigos, cheio de significados simbólicos. Desde culturas milenares, tanto remete à observação dos corpos estelares, como lembra a verdade, a sinceridade, a pureza, o conteúdo do coração e da consciência. Instrumento de iluminação, simboliza sabedoria e conhecimento. Pode ser símbolo solar e lunar, pois a Lua reflete a luz do Sol. Uno e múltiplo, para os Vedas, fala da sucessão de formas, da duração limitada e mutável dos seres. Na literatura islâmica, lê passado, presente e futuro. Mas, todos sabemos que o espelho oferece a imagem invertida da realidade, isto é: identidade e diferença, sendo que o mundo nele refletido é um aspecto do vácuo. Seu simbolismo liga-se ao da água: nascimento, renascimento, envolvimento dos corpos que dele/dela se aproximam e, evidentemente, Narciso. No taoísmo, o homem se utiliza do homem como espelho (4).

Espelhos

Não podemos ter certeza de que entendemos esse livro, a partir dessas rápidas considerações sobre os significados de “espelho”.

Leiradella usa “espelhos”, logo, é capaz de ter potencializado todos esses sentidos ao escolher o plural.

Além do mais, trata-se de espelhos de Lacan.

Lacan

Em sua teorização, Lacan usa o espelho para descrever a formação desta ilusão que pode ser chamada de self, isto é, como a criança dá forma a um ego, um self consciente, unificado e identificado pela palavra “Eu”. Muitos dos significados acima mencionados informam essa construção. Como estamos tentando penetrar em uma narrativa, seu autor bem que poderia ter-se apropriado de uma lição lacaniana:

Não me seria difícil fazer surgir esta perspectiva, esta espécie de jogo de espelhos pelo qual, quando conto uma história, se com isto busco verdadeiramente a conclusão, o repouso, o acordo de meu prazer no consentimento do Outro, permanece no horizonte que este Outro contará por sua vez esta história e a transmitirá a outros, e assim sucessivamente. (5)

Sem aprofundar a opinião de André Seffrin, que considera Eduardo da Cunha Júnior como alter-ego de seu criador (6), retomo a tentativa de leitura linear mencionada por Dagoberto Palomar. Abro, então, o romance.

Epígrafes:
Eduardo diante de espelhos

Como epígrafes, há citações de duas figuras históricas: Protágoras e Samuel Joseph Agnon. Duas outras epígrafes são de Eduardo da Cunha Júnior, colhidas mesmo em Os espelhos de Lacan.  No conjunto, esses paratextos anunciam o homem como centro da aventura, a impossibilidade de comunicação, a relatividade da liberdade, da verdade e o inatingível do Absoluto, como se Eduardo estivesse diante de espelhos, que refletem sua imagem e oferecem o vácuo ou um mundo aos avessos e no qual ele não consegue penetrar, embora o veja.

Cibergrafia e Dagoberto Palomar

Continuando a leitura, encontro um artigo de Dagoberto Palomar, convencionalmente publicado no semanário NOVO HORIZONTE, datado de 14 a 20 de maio de 1994.  Esse texto compõe a primeira parte de Os espelhos de Lacan, que tem como título “Cibergrafia: a 4ª dimensão da narrativa”, constituída pelo artigo mencionado e pelo texto “Considerações sobre graus dissociados”.

Palomar instaura-se como primeiro crítico de Os espelhos de Lacan. A data de seu artigo pode parecer informar o tempo dos depoimentos que serão conhecidos nas páginas seguintes.  Porém, em uma de suas aparições na história, Eduardo está em um bar, durante a votação no Congresso Nacional do impeachment do presidente Collor de Mello: 1992.

Palomar discute a relação escritura – leitura e festeja a chegada da “Era do Botão”, graças à qual não se segue mais uma leitura linear, pois estamos na idade do hipertexto. O artigo de Palomar faz-se mesmo como hipertexto: está no pórtico e no encerramento do livro, escolhendo-se ler seu arrazoado de uma só vez ou seguir a linearidade sugerida, e deixar para ler a continuação quando chegar à página 109, que antes foi anunciada como página 105. (7)

Está, portanto, quebrada a linearidade. A página seguinte ao final do texto de Palomar, autor do livro A Era do Botão na Travessia do Milênio, conforme cuidadosamente está informado (p. 110), oferece o “botão” “Fim”, e a seguinte é encimada por @, que remete à comunicação internética. Estão estabelecidas as regras do jogo com o leitor: linearidade ou hipertexto, cada um pode escolher.

Com certeza, escolher a linearidade é tarefa difícil. Logo após a primeira parte do artigo de Palomar, está o segundo texto de “Cibergrafia”: “Considerações sobre graus dissociados”. Trata-se de transformação do discurso científico, que, em regime satírico (8), começa falando do telescópio Hubble, das distâncias no espaço sideral (“Velocidade máxima permitida para todas as galáxias: 70 quilômetros arredondados nos milímetros e proibida qualquer ultrapassagem.” P. 20), para, em seguida, como parte de sua argumentação, o discurso passar a aludir ao campeonato de Fórmula 1, à guerra do Golfo e à queda da União Soviética, a regras de trânsito, combinando a lembrança da história da nudez do rei vista pelo menino com a imitação de ditos populares, como “não há Chanel que sempre cheire, nem merda que nunca deixe de feder” (9) (p. 19). E tudo para falar da pesquisa do Hubble. Com tamanha variedade de assuntos trazidos à tona, e como não adota as investigações do Hubble como verdades científicas, o texto só pode terminar com duas perguntas – eis a última delas: “Que me dirão os presentólogos, já que os futurólogos me afirmaram que a Era da Incerteza terminou?” (p. 21)

Hipertexto e caleidoscópio

Fico com a idéia de hipertexto, levantada por Palomar, cujo artigo tem natureza hipertextual (e não só em linguagem cibernética, como deseja Palomar), na medida em que se aproxima daqueles característicos de coluna de jornal (10).

Sugiro que, “fechado” o “arquivo” Palomar, seja usado algum instrumento de busca do início do livro ou que se escolha a ordem dos depoimentos de Lúcia, Maurício, Marta, Jussara, Eduardo da Cunha Júnior e outros que habitam suas páginas.

Eduardo está refletido em cada depoente, e cada depoente invertido no outro, pois cada um viu e conviveu com um Eduardo, do qual reconhece uma identidade e no qual encontra uma diferença, resultante de se mirar no espelho que é o outro. Eduardo vê a si mesmo, vê-se com e nos outros, em um jogo de reflexos, que permite a identidade e favorece a diversidade. Afinal, “um homem nunca é nada ele sozinho” (p. 60), como assegura Eduardo em uma de suas reflexões, destacada como epígrafe. Nesse jogo de espelhos pode ser encontrado um fio condutor ontológico de todas as personagens, pois todas têm como lema, e fazem questão de o salientar: “cada um deve fazer sempre aquilo que acha certo”. Mas o que é o certo? Em qual espelho está a resposta?

As personagens são donas das vozes narrativas, pois o livro está organizado como fragmentos de discursos de cada uma delas. Falando de seus passados, todas se encontram no presente da narrativa graças à figura de Eduardo, elo da aventura: todas conviveram com ele, perdem-se ou começam nova demanda da liberdade e da felicidade a partir dele. Eduardo, ainda que não negue os tantos depoimentos, contempla-se narcisicamente nessa pluralidade de vozes. Como em um caleidoscópio, pode-se ir a qualquer direção; são encontrados sempre fragmentos de vidas, tendo Eduardo como centro. Apesar disso, revendo os discursos que tratam de Eduardo, temos outro ângulo de leitura; como diz Leiradella, “todos são chamados a falar de um mas, no fundo, no fundo, todos falam é de si próprios.” (11); ou seja: vêem Eduardo e vêem-se a si mesmos, em um jogo de reflexos.

São criaturas banais da vida urbana e, tanto quanto Eduardo, não têm tinturas de heroísmo ou de virtude que os destaquem da multidão. O próprio Eduardo nem sequer tem seus traços físicos apresentados; um sujeito que continuaria anônimo na cidade grande, se o olhar do autor não o tivesse destacado, na travessia de Inúteis como os mortos ou em O longo tempo de Eduardo da Cunha Júnior, conduzindo-o de uma narrativa a outra, até chegar a Os espelhos de Lacan, onde o estamos vendo, seguindo caminho, logo depois, para Apenas questão de gosto (2005).

Segundo lição de Northrop Frye (12),

O elemento essencial da trama, na estória romanesca, é a aventura, o que significa que a estória romanesca é naturalmente uma forma consecutiva e progressiva; por isso a conhecemos melhor na ficção do que no drama. Em seu ponto mais ingênuo é uma forma sem fim, na qual um protagonista que nunca se desenvolve ou envelhece passa de uma aventura a outra, até que o próprio autor desanima. (p. 185)

É fato que Eduardo é um homem comum, parecido com milhões de homens comuns, mergulhados todos na banalidade cotidiana, com suas demandas, angústias e desejos. Na história de Eduardo, não há traços de nostalgia, de “busca de algum tipo de idade de ouro imaginativa no tempo e no espaço.” (Frye, p. 185).

Organizado como um caleidoscópio, Os espelhos de Lacan faz de conta que responde à pergunta que desencadeia a narrativa ou as narrativas: Eduardo da Cunha Júnior morreu, num domingo de dezembro, no Caraça? Para encontrar resposta, reúnem-se exemplares da humanidade: médica, doutora em Letras, jornalista, prostitutas e mais alguns representantes da raça humana, que amam, odeiam, intrigam, querem a liberdade e a felicidade e são fortemente orientados pelo erotismo; e mais Eduardo da Cunha Júnior, jornalista e escritor, que ama, trabalha, faz sexo e busca a liberdade e a felicidade e detém o segredo do barracão do quintal.

Leiradella, além de fazer da aventura de Eduardo da Cunha Júnior um caleidoscópio, faz Os espelhos de Lacan como uma máquina devoradora de textos: colhe as epígrafes de autoria de Eduardo nas reflexões da personagem (que já estão em O longo tempo de Eduardo da Cunha Júnior), reafirmando o jogo, e retoma a dúvida já formulada na obra de consolidação de sua personagem. Trechos de discursos das personagens e do próprio Eduardo repetem-se, acentuando certa circularidade do conjunto. O enigmático episódio da morte no Caraça está retomado em Os espelhos. Ou seja: as trilhas da hipertextualidade não se esgotam na “era do botão”, na “Cibergrafia”, tal como sugere Dagoberto Palomar. O que se tem é um verdadeiro cruzamento labiríntico de textos. Nesse exercício, o autor combina o coloquial com o palavrão e o calão, citações em latim, com a mais notória obviedade do lugar-comum, e faz Palomar ser o primeiro crítico deste livro, para que o leitor reencontre essa personagem que freqüenta, como leitor dedicado e especializado, a obra leiradelliana desde livros anteriores.

O jeito Leiradella de ser romancista

Em tom blaguer, Leiradella confirma suas temáticas: a liberdade, a busca da felicidade, a impossibilidade de comunicação, na construção do self em Os espelhos de Lacan. Enquanto speculum, esse livro nos permite contemplar a raça humana, em suas contingências esteja ou não vivo Eduardo da Cunha Júnior.

Na verdade, se ele morreu ou não no Caraça é o que menos importa. Importa saber que ele buscou e que esteve com tantos outros que estavam em demanda.

Pintando uma atmosfera surreal, Leiradella oferece situações exemplares do homem em busca da felicidade, e, como ainda não a encontrou, Eduardo da Cunha Júnior não pode ter morrido.

Reafirmando uma atitude inovadora, vinda das obras anteriores, o autor oferece um livro que pode e deve ser lido como hipertexto, e, ao mesmo tempo, instaura o debate acerca da relação escritura - leitura e o fazer literário.

O livro se fecha com uma citação atribuída ao “Tractatus Logico-Philosophicus”, do austríaco Ludwig Wittgenstein: “Aquilo de que não se pode falar, deve-se calar.” Novo enigma? Não se pode falar que Eduardo morreu no Caraças? Ou não se pode falar que ele não morreu?

Conferência realizada na Université Paris Ouest
Nanterre La Défense,
 em 3 nov. 2008.
Sônia Maria van Dijck Lima

NOTAS E REFERÊNCIAS

1 – Entrevista a Belvedere Bruno.
 www.recantodasletras.uol.com.br/entrevistas/133274 - código do texto: T133274. Visita em ago. 2008.
2 - Entrevista: Jornal impressão.
www.jornalexpress.com.br/noticias/detalhes.phd?id_jornal=8185&id_noticia=287 – visita set. 2004 – bloqueado para não assinantes (ago. 2008)
3 – Para este trabalho, as indicações de páginas são de acordo com a edição brasileira mencionada.
4 - Acerca de “espelho”, vejam-se os dicionários: CIRLOT, Juan-Eduardo. Dicionário de símbolos. Trad. Rubens Eduardo Ferreira Frias. São Paulo: Moraes, 1984. CHEVALIER, Jean e GHEERBRANT, Alain. Dicionário de símbolos, ed. rev. e aum. Trad. Vera da Costa e Silva et al. Rio de Janeiro: José Olympio, 1988.
5 - As formações do inconsciente. Seminário 1957–1958, sessão de 11 dez. 1957. Trad. Paulo Roberto Medeiros - www.psicoanalisis.org  - visita set. 2004.
6 - Um policial barroco. Uma aventura de linguagem. In: www.tanto.com.br/cunhadeleiradella-andreseffrin.htm    - visita ago. 2008. 
7 - Na edição brasileira, há um desencontro na indicação página da continuação do artigo de Palomar; isso está superado na publicação da Editora Calígrafo.
8 – Sobre a prática hipertextual da transformação (paródia, deturpação/mascaramento, transposição), ver GENETTE, Gérard. Palimpsestes: la littérature au second degré. Paris : Seuil, 1982. (Coll. Poétique).
9 - Essa mesma imitação se repete na p. 26. Sobre a prática hipertextual da imitação (pastiche, charge, forjamento), ver GENETTE, op. cit. 
10 – GENETTE, op. cit.
11 – Entrevista a Belvedere Bruno. Link citado – ver nota 1.
12 - FRYE, Northrop.Anatomia da crítica. Trad. Péricles Eugênio da Silva Ramos. São Paulo: Cultrix, 1973.

Sônia Maria van Dijck Lima nasceu na Bahia (Brasil), diplomou-se em Letras, pela Universidade Católica do Salvador (Brasil), e em Pedagogia - Orientação Educacional, pela Universidade Federal de Sergipe (Brasil). Fez doutorado em Letras na Universidade de São Paulo e pós-doutorado em Literatura Brasileira na Universidade Estadual Júlio de Mesquita - Araraquara (Brasil). Reciclou sua formação de pesquisadora em dois períodos de estágio no CNRS-ITEM (Paris). Foi professora da Universidade Federal de Sergipe e, depois, da Universidade Federal da Paraíba, onde se aposentou. Foi professora visitante dos cursos de pós-graduação da Universidade Federal da Bahia e da Universidade Estadual de Londrina (Brasil), com bolsas CAPES e CNPq, e professora convidada na Université Paris X-Nanterre (2006 e 2007). Integrou a Diretoria da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Lingüística (1998-1990), tendo sido anos depois sua Presidente (1994-1996). Sócia fundadora da Associação de Pesquisadores de Manuscritos Literários, participou da Diretoria dessa sociedade científica em diferentes cargos, em mais de uma gestão. Crítica literária, pesquisadora de arquivos literários (história da literatura e crítica genética), tem trabalhos publicados no Brasil e no exterior. É contista e poeta bissexta. Apaixonada pelas novas linguagens e pelos novos suportes, produz cd rom e é web master. Endereço de seu site: www.soniavandijck.com

 

 

 

 


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