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::::::::::::::::::::::::::::::::::MARIA DO SAMEIRO BARROSO

ODES BRANCAS

Na noite gelada, os mitos nascem, o céu respira

uma tranquilidade imensa, os sinos tocam

e os anjos sussurram-me a imperfeição terrena.

Nela escrevo as minhas odes brancas.

 

No silêncio do mundo, as lareiras acendem-se,

as velas ardem e as estrelas cobrem as casas,

as árvores, as renas, as luzes de Belém.

Terna é a respiração das coisas.

 

Entre a neve e os murmúrios, os pinheiros imensos

acendem-se, o sol esconde-se, uma chama vela,

e a vida descobre-se, no frémito, nas nuvens,

num sorriso de lágrimas.

 

Talvez os anjos me soletrem, algures, na noite,

a fonte de luz e silêncio,

onde a vida passa, irrepetida e leve, nesse país,

aurora boreal, obscura,

 

cadência de música, segredo brilhante

de poemas antigos,

.................................cantados, em odes de Natal.

 

26 de Dezembro de 2004
Maria do Sameiro Barroso

Maria do Sameiro Barroso é licenciada em Filologia Germânica e em Medicina e Cirurgia, pela Universidade Clássica de Lisboa. Exerce a sua actividade profissional como médica, Especialista em Medicina Geral e Familiar.

Em 1987 iniciou a sua actividade literária, tendo publicado livros de poesia e colaborado em antologias e revistas literárias. A partir de 2001, a sua actividade estendeu-se à tradução e ensaio, tendo publicado, em revistas literárias e académicas.

Em 2002 iniciou a sua actividade de investigadora, na área da História da Medicina, tendo apresentado e publicado trabalhos, nesta área.

 




 



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