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POMPEU MIGUEL MARTINS :
Um livro e a sua viagem












Maria do Sameiro Barroso
MEANDROS TRANSLÚCIDOS
Lisboa, Labirinto, 2006
In: http://www.maquinaroyal.blogger.com.br/

Ontem, intervim na sessão de apresentação do livro «Meandros Translúcidos», de Maria do Sameiro Barroso, a propósito do posfácio que escrevi para a referida obra. O evento teve lugar no Museu Nacional de Arqueologia e transformou-se num momento terno e próximo, como devem ser todas as apresentações. Sempre desejei que estes actos fossem momentos onde se pudesse dizer e saber aquilo que os livros não trazem. Assim aconteceu, ao final da tarde, entre amigos, no recinto mágico do Museu. De entre os presentes, contavam-se: João Artur Pinto, editor e resistente das coisas imperdíveis, Luis Raposo, director do Museu e guardião sensível da sua alma, José Encarnação, apresentador, amigo e cúmplice da obra revelada, Isabel Wolmar, voz elevada de um tempo imprescindível e António Ramos Rosa, o mais belo poeta.

Maria do Sameiro Barroso ofereceu-nos as palavras que já estavam no livro, mais algumas trazidas de casa, mas sobretudo deu-nos o seu olhar emocionado que perguntava e recriava em cada face, em cada objecto, em cada paisagem que, entretanto, revisitava durante a sessão. E quando um autor nos oferece um olhar assim íntimo e irrepetível, que mais se pode exigir de uma sessão?

Esta tarde de Domingo, roubei algum tempo para procurar uma construção, de Joseph Cornell, «Object (Rose des vents)», realizada em 1953. Essa obra é uma peça para a leitura do livro de Maria do Sameiro, significando o passo a seguir à releitura dos seus versos, calma e longamente, como se recomenda, trazendo para o infinito baú, onde guardamos aquilo que nos sugerem os poemas, os objectos e a magia que encontramos e a outra, aquela que ainda não vimos, porque a vida ainda o não permitiu e porque são infinitos e ilimitados os versos e as suas leituras.

Joseph Cornell: Rose des vents
 

 




 



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