MANUEL JORGE MARMELO
Fogo-de-artifício
O senhor presidente da câmara tinha garantido oitocentas e trinta e seis rebentações de pólvora sobre as águas turvas do Douro, em pirotecnia tradicional, e mais trezentas e vinte e sete explosões de fogo-de-artifício japonês, oferta especial à cidade, tudo acompanhado por vários milhares de décibeis de música épica e jogos de holofotes comandados por um computador inteligentíssimo, instalado do lado de lá do Douro. Quando o último rojão se desfez no céu, as bocas do povo amontoado nas margens, ao longo de vários quilómetros, permaneciam escancaradas, tardando igualmente em dissipar-se dos olhos arregalados os reflexos das derradeiras fulgurações luminosas. Foi um foguetório lindo, que muitos garantiam ter sido o mais impressionante que a cidade alguma vez havia visto, e ninguém se espantará que a nenhum dos presentes tenha ocorrido a ideia de contar cada uma das rebentações dos petardos. Mesmo, porém, na remota possibilidade de alguém o ter feito, o mais provável é que ao minucioso espectador - algum invejoso da oposição! - tivesse escapado o estrondo que excedeu as mil cento e sessenta e três em que assentava a promessa do imponente edil, o qual há um ano e treze dias se debatia com o magno problema político do fogo-de-artifício e com a necessidade de provar ao mundo que os gajos do Porto são perfeitamente capazes de organizar escorreitamente um arraial popular. Não fosse, contudo, o sucedido nos primeiros minutos do ano 2000 - e a paródia nacional em que se transformou o "reveillon" falhado dos tripeiros - e o líder da autarquia não se teria dado ao trabalho de confirmar cada um dos rebentamentos. Todavia, o estoiro supranumerário não deflagrou imediatamente no científico espírito do engenheiro uma centelha de estranheza que fosse, atribuindo-o antes a um gesto de cordialidade da empresa contratada para oficiar a romaria. Mil cento e sessenta e três ou mil cento e sessenta e quatro foguetes - que diferença fazia uma explosão a mais ou a menos? O que importava é que em duas semanas o Porto e as gentes no Norte mostraram ao mundo, com três formidáveis espectáculos de luz e cor - no "reveillon" 2001, na festa de Reis, ressuscitada por força do notável falhanço de 2000, e na abertura oficial da capital da cultura - que as más línguas melhor fariam se guardassem respeito ao invicto burgo. Ora tomem lá disto!

O edil fechou os olhos, acabou de bater as palmas com que se assinalou o fim da festa e desenhou nos lábios um sorriso à medida das circuntâncias, satisfeito e altivo, para lançar em redor e assim pôr no devido sítio os vários ministros e demais lisboetas que, às dezenas, tinham subido da capital com a secreta esperança de assistir ao vivo a mais um dos já proverbiais tropeções do orgulho tripeiro. Mas fosse porque o presidente do conselho de administração de uma empresa privada sustentada por fundos públicos se atreveu a dizer que:

- Agora só era preciso que o vosso metro se fizesse enquanto o diabo faz estourar um foguete ou por outro motivo qualquer.

O certo é que o sorriso do autarca não durou muito tempo. Desvaneceu-se num pum! e deu lugar a um esgar de espanto, de terror até. O presidente do conselho de administração da empresa privada sustentada por fundos públicos temeu que fosse sua a culpa do sucedido - há piadas que devem ser guardadas para melhor altura e já houve casos de ministros demitidos por coisas assim. A causa do fim do sorriso era outra, porém, até porque o edil não chegou a ouvir o gracejo até ao fim; no instante mesmo em que era dito, um diligente assessor da presidência da câmara agarrara o engenheiro pelo braço e, entre dentes, murmurou-lhe a única coisa que, para além de um interruptor defeituoso que fizesse colapsar o espectáculo, lhe podia ter estragado a fruição do triunfo:
- Senhor presidente, lamento ter de lhe dizer isto, mas está um corpo a boiar no rio.

Não falta por aí quem garanta que o maior fardo que um homem pode carregar é o peso da própria consciência, mas quem conhece João Salustiano Vermelho Coral pode atestar o quanto é vaga a autoridade de generalizações desta jaez. Quem com ele se tenha cruzado, nos últimos anos ao menos, sabe que as malhas da sua moral são mais largas do que o espaço podre entre os poucos dentes sãos que lhe restam na boca. E que um homem assim pode perfeitamente dormir a sono largado, sem sobressaltos, numa paz que só não é a dos anjos mais cândidos do firmamento porque a celestialidade destes etéreos seres lhes não permite conviver com tão desprezíveis companhias. Quanto ao resto, quem o ouve ressonar folgadamente não dirá que este vulto gordo que agora aqui está sob os cobertores desta cama estreita é habitado por uma alma recoberta pela gangrena dos mais vis pecados. O facto de ter matado um homem com um tiro limpo, no meio de uma multidão, sem silenciador, a coberto dos estrondos do fogo-de-artifício, é, porém, coisa pouca, pelo menos quando o indivíduo em causa é João Salustiano Vermelho Coral, filho das rijas terras de Viariz, Baião, que chegou ao Porto ainda criança, já lá vão uns anos largos. Quem lhe conhece as façanhas sabe como foi capaz de, entre outras tropelias, se deitar com Nadja Seinsheim na mesma noite em que furtivamente deixou o amoroso leito para matar o pai da teutónica rapariga. E que não é por acaso que nas mais esconsas casas de alterne da cidade é conhecido por uma alcunha quase tão longa como o próprio nome, pelo menos desde que uma espanhola de Barcelona nele se enroscou para lhe chamar "portugués, guapo y matador".
Com ele, já se sabe, é bang! bang! Mais nada.

Mais do que aceitar o acto de João Salustiano Vermelho Coral, ou sequer pedoá-lo, devemos fazer um esforço para compreendê-lo. Isto, porém, só será possível se se começar pelo princípio, ou seja, pela vítima, mesmo antes de explicar que o tiro do de Viariz foi suficiente para ferir com gravidade e atirar o corpo ao rio, mas não para matar. Quando boiava na água, o pobre homem - porque de um homem se tratava - não estava senão desmaiado e prontamente veio a si para esbracejar debilmente quando o barco pneumático dos bombeiros se aproximou. Mas isto é um facto que só deveria surgir lá mais para a frente na sequência da lógica da narração e, se já agora o revelo, não quero mais do que sossegar os espíritos mais piedosos que estivessem ainda suspensos das água do Douro na expectativa de ver emergir um braço, um fio de cabelo, um dedo que fosse. Aos abutres informo que o corpo não está já no fétido curso fluvial e que, portanto, se podem poupar ao penoso e pouco saudável exercício de respirar o caldo de esgoto em que o rio se vai tranformando.
Dito isto, apresentemos, de uma vez, a vítima do disparo de João Salustiano Vermelho Coral:
João Manuel Avelar Ancão é - ou era - um sujeito com uma vidinha quase normal, assente no sagrado princípio da livre circulação de pessoas, bens e serviços. O escrupuloso cumprimento desta regra, quando seguido à risca, sem desvios, é capaz, sabêmo-lo bem, de gerar inumeráveis riquezas e operar o benfazejo milagre da multiplicação desses pedaços de papel que no nosso mundo servem de moeda de troca, simbolicamente ao menos, visto que o mais comum vai sendo que do seu valor já só se veja pouco mais do que os números digitais nos terminais de pagamento multibanco. Para que me não acusem, contudo, de desviar a história para assuntos que pouco lhe dizem respeito e que nada interessam a quem eventualmente se entretenha a passar as vistas por esta narração, acrescento, simplesmente, que João Manuel Avelar Ancão possuía tais e tão formidáveis artes no fornecimento dos aludidos bens, pessoas e serviços que se achava já possuidor de quase duas dezenas desses cartões de plástico em que a vida em sociedade hoje assenta; e que, ainda que as más línguas atribuam o facto a negócios obscuros, a verdade é que não respondeu nunca em juízo por nenhuma falta que excedesse o incumprimento da obrigação de parar o Audi A6 ao fulgurar do sinal vermelho nos cruzamento da cidade. Acrescente-se, sumariamente, que o bom homem se limitava a fornecer pessoas, bens e serviços a quem deles precisava, importando do leste da Europa mão-de-obra para a indústria florescente dos prazeres da carne, de África a força que faz mover a pujança das obras públicas, da América do Sul e da Birmânia alimento espiritual para quem dele necessita; quanto aos serviços que prestava, resumiam-se ao controlo de uma eficaz rede de duplicação de cartões de crédito. Ou seja: Avelar Ancão geria um próspero negócio de importação, devidamente reconhecido com medalhas de mérito autárquico, comendas e outros mimos de menor prestígio, mas ainda assim bem ilustrativos do grande prestígio social do corpo que encontrámos boiando no rio.

Que fique claro, porém, que em todo o pano branco, por mais imaculado que pareça, sempre se pode descobrir o rasto de uma nódoa e que a exemplar senda de sucesso empresarial de Avelar Ancão teve também a toldá-la a sombra de um erro crasso. Foi isto o que, bem vistas as coisas, o perdeu. Como se me impõe que seja claro e que explique devidamente qualquer afirmação que possa ser entendida como uma insinuação torpe atirada à impoluta reputação das personagens que aqui invoco - mormente tratando-se de já defuntos -, esclareço imediatamente que a falta do bem sucedido empresário consistiu em pormenor de aparente insignificância, nada comprometendo, portanto, a elevada qualificação profissional da criatura: não houve lavagem de dinheiro com nódoa, nem conta manhosa escondida com o rabo de fora, nem testemunha que tivesse ficado simultaneamente viva e com vontade de contar histórias às autoridades. Nada disso! Avelar Ancão viu-se simplesmente atacado pela fraqueza do coração e deixou-se tombar de amores por uma baiana de contornos excessivos, cuja volúpia só é excedida pelo amplo azedume que manifesta em dias de pior humor.

Não entrarei, descansem, em pormenores torpes, até porque Avelar Ancão continua, mesmo defundo, a desfrutar dos benefícios que a vida reserva aos casados, estando neste momento o seu corpo a ser velado por Dorinha (adorável criatura que o acompanhou desde os bancos da escola primária até à borda da sepultura, sempre sem uma queixa, uma recriminação ou um amuo que fosse) e seus dois filhos, ambos varões e portadores para o futuro da espécie do facho incandescente dos Ancão. Mas sempre direi, se me permitem a ousadia, que um homem no estado em que Avelar Ancão se achou acaba por executar demasiadas tolices, enchendo de mimos, espalhando esperanças e criando falsas expectativas. Trouxe Margareth da praia do Forte para a humidade do Inverno do Porto, gozou até se fartar e acabou por pretender livrar-se do fardo que enfim criara fazendo da baiana colega de profissão de três ucranianas, seis húngaras e quatro bielorussas que animavam as noites de uma casa perdida numa mata das margens do Baixo Cávado.

Se é verdade que a cada causa corresponde uma consequência, sobre este caso se afirmará, com alguma certeza, que o motivo de ter aparecido um corpo boiando no Douro não foi o balázio que a Henriqueta - disse já que este é o nome da pistola de João Salustiano Vermelho Coral? - lhe espetou ao fundo das costas, mas os gestos impensados de um homem que julgou poder livrar-se de uma baiana como quem atira fora um preservativo que já prestou o serviço para o qual foi concebido. Isto é, pelo menos, o que dirá o de Viariz se um dia suceder que um polícia mais aplicado estabeleça alguma relação entre o facto de estar um empresário de sucesso fazendo companhia às taínhas e certo jantar, aparentemente romântico, que juntou João Salustiano e uma afilhada dos orixás à mesa de uma casa de fados do Muro dos Bacalhoeiros. Margareth e João, esclareça-se, não se conheciam antes daquela noite, véspera do "reveillon" no Porto, ventosa e chuventa, em que petiscaram ambos bacalhau à Narcisa à média luz, enquanto uma falsa loira de feérico vestido dava voz a um dos êxitos maiores da canção nacional:

PÔÔÔÔÔvo que laaaaaavas no rioooooo
que taaaaaaalhas com teeeu machaaaaaado
as táááááábuas do teeeu caiiiiixão!

Foram apresentados, ali mesmo, pelo porteiro do estabelecimento, sujeito de fraque escuro e de volumosa bigodaça, do qual Margareth se tornara relativamente íntima por força de se ter visto na inadiável necessidade de assegurar sustento minimamente honesto após a definitiva discussão com Avelar Ancão. Salustiano frequenta a casa ocasionalmente, mas é um velho conhecido do sítio desde os tempos em que, ainda rapazote e mal chegado de Viariz, apertava as nádegas de Laudemira num baixo da Rua de Santana. Foi, de resto, muito comentada, de porta em porta, a certa altura, a altercação de navalhas que manteve com um chuleco da Sé, da qual resultou o passamento deste, por perda irreversível de sangue, e o desaparecimento prolongado de João Salustiano, que só voltou à cidade e à beira-rio quando o caso se achou caído do esquecimento das autoridades. Entre o povo, porém, a lenda mantém-se até ao dia em que escrevo estas linhas à mesa de um café de Ramalde, podendo mesmo considerar-se engrossada pelas histórias que o de Viariz costuma contar na casa de fados e pelo sucedido durante o grandioso fogo de artifício deste 13 de Março de 2001.

O facto de Salustiano e Margareth se não conhecerem à data deste primeiro encontro - o que até é bastante natural tratando-se, como se tratava, de um primeiro encontro... - não impediu que se tivessem entendido como se fossem camaradas de toda a vida. Para além do sentido prático que a ambos se reconhecerá, a ele, para simpatizar com alguém, não será preciso muito, bastando que seja do sexo oposto e, melhor ainda, que se encontre relativamente favorecida pela anatomia. A Margareth, pelo seu lado, tocou particularmente a lágrima que João Salustiano verteu ao escutar o fado acima transcrito e enquanto a baiana narrava a sua história
- Trisssti, né'não?
e a prontidão com que acedeu a executar o serviço que lhe propunha, sem pestanejar e quase sem dar tempo a que se acertassem todos os detalhes relativos à remuneração de um profissional liberal com o currículo de um João Salustiano Vermelho Coral. Para demonstrar a caudalosa gratidão de que se viu acometida, Margareth acedeu mesmo a fazer companhia ao de Viariz numa ida ao bom velho Pérola Negra, de onde saíram para uma noite que só não foi totalmente inesquecível porque Salustiano, prejudicado pelo passar dos anos e anestesiado pelos brandies, não é já o mesmo de outros tempos, sucedendo-lhe agora, com inquietante frequência, não conseguir transmitir ao resto do corpo as ordens que elabora do pescoço para cima. Mas o importante, concordaram os novos camaradas, é que se tinham feito amigos e que o serviço fosse executado com competência e limpeza.

Assim sucedeu, em resumo, o necessário para que um homem acabasse no Douro entre resíduos urbanos, taínhas, canas de foguetes e restos de pólvora. João Salustiano seguiu Avelar Ancão durante vários dias, acompanhou-o à beira-rio naquela noite de festa grande e decidiu dar ali mesmo uso à velha Henriqueta, depositando nas costas do prestador de serviços um competente balázio, cujo estampido se perdeu entre os outros mil cento e sessenta e três que naquela noite se escutaram. Ancão tombou com a dor, agonizou nas águas, foi recolhido, estendido nas pedras do cais, forçado a um sempre humilhante exercício de respiração artificial e, enfim, acabou vitimado pela demora da ambulância, que não conseguiu evitar as longas filas de automóveis abandonados no meio da rua pela invicta multidão que acorreu ao monumental foguetório. Quando exalou o último suspiro, vários populares constrangidos viraram o rosto e franziram o cenho, tendo o corpulento edil - que ali acorrera para coordenar as operações de resgate e salvamento e para traquilizar as massas - principiado a cogitar sobre o que dizer quando os holofotes das televisões lhe saltassem em cima, atraídos pelo perfume da desgraça. Em último caso, pensou, organiza-se na próxima semana outro espectáculo de fogo-de-artifício, ainda mais impressionante do que o de hoje, para mostrar aos cépticos e aos maledicentes que o Porto sabe festejar sem que tenha que morrer alguém.

Este conto foi escrito a partir de uma encomenda da Porto 2001, Capital Europeia da Cultura, tendo sido publicado na colectânea de autores de língua portuguesa "Porto.Ficção"
 
Este conto foi escrito a partir de uma encomenda da Porto 2001, Capital Europeia da Cultura, tendo sido publicado na colectânea de autores de língua portuguesa "Porto.Ficção"
MANUEL JORGE MARMELO nasceu no Porto em 1971. É jornalista desde 1989. Estreou-se nas letras em 1996 com o livro “O homem que julgou morrer de amor/O casal virtual”. Nesse mesmo ano foi convidado a participar na colectânea “A cidade sonhada”, a par com alguns dos mais reputados escritores, poetas e artistas do Porto.

O seu segundo livro, “Portugués, guapo y matador”, publicado em 1997, foi já objecto de uma adaptação teatral, estreada no Porto em Abril de 1999. Em 1998 publicou o seu terceiro título, “Nome de tango”. Em Maio de 1999 saiu o seu quarto livro, “As mulheres deviam vir com livro de instruções”, actualmente na nona edição.

“O Amor é para os Parvos”, lançado em Junho de 2000, foi também já objecto de três reedições. Em Dezembro de 2001 saiu “Sertão Dourado”, e, em Fevereiro de 2002, editou “Paixões & Embirrações”, uma colectânea de crónicas e reportagens, já em segunda edição.

Em Fevereiro de 2003 publicou “Oito Cidades e Uma Carta de Amor”, um livro de contos ilustrados por fotografias captadas nas cidades de Budapeste, Praga, Amesterdão, Paris, Londres, Madrid, Nova Iorque e Salvador. No mesmo ano, mas em Novembro, o autor publicou ainda o seu primeiro livro infantil, “A Menina Gigante”, escrito em parecia com a sua filha, Maria Miguel Marmelo, e ilustrado por Simona Traina.

Em 2004 publicou, na Asa, “Os Fantasmas de Pessoa”, romance que integra a colecção “Literatura ou Morte” (a qual conta com obras de autores como Rubem Fonseca, Luís Fernando Veríssimo, Bernardo Carvalho ou Moacyr Scliar, entre outros); e “O Silêncio de um Homem Só”, uma colectânea de quinze contos, alguns dos quais originais, mas que, na sua maioria, tinham sido publicados em diferentes meios.

Tem participado em várias publicações e antologias, entre as quais se destacam: “Porto.Ficção” (edição Asa), “Putas – Antologia do Novo Conto Português e Brasileiro” (edição Quasi), “Porto, Fragment de Vie” (da editora francesa L’Escampette), “Doze Contos com Livros Dentro” (edição Campo das Letras), “Suplemento Literário de Minas Gerais” e “Bestiário” (ambos do Brasil), “Magazine Artes” e “Imagem Passa Palavra” (edição Cooperativa Gesto). Escreveu ainda os textos dos livros “Vitória: Verso e Reverso” (edição Afrontamento) e “Mário Marques, Para Além do Instante” (edição do Centro Português de Fotografia).

Desde Julho de 2001, o seu nome consta do “Dicionário de Personalidades Portuenses do Século XX”, da Porto Editora, sendo o mais jovem dos nomes biografados.

 

 




 



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