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LUÍS REIS..

“Subsídios para a História da Biblioteca Pública de Évora”
(Comentário)

ÍNDICE

Introdução

I. A evolução do Livro e da Leitura (síntese histórica)

II. D. Frei Manuel do Cenáculo Villas Boas

III. Análise de texto

III.1. A fundação da Biblioteca

III.2. Crises da Biblioteca

III.3. Perfeitos e Directores da Biblioteca

III.4. Modificações e acrescentos ao complexo arquitectónico
e cultural da Bibliotec
a

III.5. O Fundo da Biblioteca

III.6. Transcrição dos relatórios

IV. Conclusão

V. Fontes

 

III.1. A fundação da Biblioteca

A fundação da Biblioteca Pública de Évora deve-se a D. Frei Manuel do Cenáculo Villas Boas, que desde o início do seu ministério, uma das suas preocupações primordiais se prende com a formação da inteligência do seu semelhante, seguindo a máxima: Sedes Sapientia.

Dentro deste espírito D. Frei Manuel do Cenáculo participou na formação da Livraria do Museu Pacense, em Beja e na formação da Biblioteca da Corte de Lisboa, criada por Alvará de 29 de Fevereiro de 1796, com o nome de Real Biblioteca Pública da Corte, ao serviço de D. José, Príncipe do Brasil.

Tendo herdado um núcleo de livros encadernados, do seu antecessor D. Frei Joaquim Xavier de Lima, que morreu em 1800, e que estavam sumariamente classificados, decidiu instalar o acervo de livros da forma mais ou menos pública, no primitivo Colégio dos Moços do Coro da Sé, fundado em 1666 pelo Governador do Arcebispo, D. Luís de Sousa.

Numa 1ª fase abre-se a Sala de Leitura Geral com 15.000 livros, no dia 25 de Março de 1805. Mais tarde a reestruturação da sala deve-se ao Dr. Augusto Filipe Simões. Ainda por ordem de D. Frei do Cenáculo a decoração é feita pela mão do pintor Matias de Castro.

Seguidamente Espanca relata-nos os primeiros passos da instalação da Biblioteca Pública de Évora, com base num manuscrito incompleto do Diário de Frei Manuel do Cenáculo.

Interessante será referir que o primeiro livro a ser depositado nas estantes foi o “Évora Glorioza”.

A invasão francesa de 1800 atrasa o andamento da instalação da Livraria, que só em 1811 é retomada, surgindo então os ESTATUTOS da BIBLIOTECA PÚBLICA de ÉVORA, e através da Câmara Eclesiástica os Requerimentos Oficiais pedindo Licença Real para o funcionamento normal da Biblioteca e Museu.

Recebe Bula do Núncio Apostólico, em representação de PIO VI, a 20 de Dezembro de 1810, a confirmar as verbas eclesiásticas para a manutenção do estabelecimento científico a cargo da Igreja. Os Prefeitos – Bibliotecários: padres, José Constâncio da Cruz e José Estrela Marques, baseando-se no sistema proposto por BRUNET, fizeram os primeiros ficheiros das obras impressas.

D. Frei do Cenáculo morre a 26 de Janeiro de 1814, e é sepultado na sacristia velha da Igreja do Espírito Santo.

 

 

 

 



 



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