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MARIA LEONOR TELLES
Sófocles, Tragédias
 








No âmbito das iniciativas promovidas por Coimbra - Capital Nacional da Cultura publicou a Editora Minerva em Dezembro de 2003 Tragédias de Sófocles, tradução do grego para português da autoria de três Professores Catedráticos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Maria Helena da Rocha Pereira, José Ribeiro Ferreira e Maria do Céu Fialho (a quem se deve também o Prefácio que fornece os elementos bio-bibliográficos essenciais sobre Sófocles).

Embora, pelo rigor e pela erudição que caracterizam a introdução a cada uma das peças e o respectivo aparato crítico, esta obra se destine essencialmente aos estudantes e estudiosos da literatura e da cultura clássicas, na linha de outras publicações também oriundas do Instituto de Estudos Clássicos de Coimbra, nomeadamente Hélade e Romana, duas antologias preciosas de traduções da Professora Maria Helena da Rocha Pereira, não se trata de uma edição estritamente consignada a circular no meio académico, porque faculta ao público em geral, ou seja, àqueles que, como a maioria de nós, não têm acesso aos originais em grego clássico, a possibilidade de ler e citar, numa versão em língua portuguesa fidedigna e de valor literário incontestável, alguns dos textos fundadores na história da cultura ocidental, como Rei Édipo e Antígona, por exemplo. Não menos importante é, aliás, a divulgação de outras tragédias de Sófocles menos conhecidas, que poderão também ser utilizadas entre nós em estudos de literatura comparada.

Assim, se bem que os autores se tenham atido a uma apresentação das peças traduzidas no âmbito da sua especialidade, ou seja, da filologia e da literatura gregas, é indubitável o interesse desta obra tanto para estudiosos do sector como para os de línguas e literaturas modernas, e ainda para o leitor comum que pretenda conhecer as raizes da sua cultura.

Resta acrescentar que, em apêndice às mais de seiscentas páginas de texto, esta edição inclui "Estampas" - cinco "Ilustrações Antigas" e vinte e nove fotografias de "Encenações Modernas", reproduzindo cenas, trajos e objectos - destinadas a transportar-nos, tanto quanto possível, ao ambiente original das tragédias que, não se destinando, como qualquer outra obra genuinamente dramática, à leitura privada, encontravam a sua realização plena na declamação pública, com acompanhamento gestual e rítmico que as imagens das representações contemporâneas (abdicando embora de muitos elementos da dramaturgia grega clássica) nos ajudam a imaginar.

 
   
   

 

 

 


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