::::::::::::::::SOARES FEITOSA:::
ANTOLOGIA DE POEMAS
O trem e o cordeiro

Por que o senhor engenheiro não botou estas pedras
bem pra longe,
as longarinas e as traves
da ponte
— no olho, a  trave —
não as afastou?

Riu-se ele do susto:

— Não vai bater, 
foi o que ele disse,
malicioso, na ponta do lápis.

 

Não consigo confiar 
— o olho —
 maldigo a régua
que poderia
ter chamado 
bem pra pertinho
a paisagem, o cordeirinho,
para pousá-los
 nos paus desta janela.

Salvador, 18.08.95

 

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