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:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::RUI MENDES:::::::

ABRIL
(Como se fora uma lenda)

Eu sou daqui destas marés íngremes preia-mar de rosas

abril vi cantar leda madrugada às raparigas frondosas

 

às raparigas e às mulheres cegando o vento das enseadas

abril fresas ribeiras sonho arável do sonho ruas amuradas

 

amuradas murmúrios nessas bagas d’anil era o fogo alteado

abril podoas ao alto brados que o mar no tejo tinha secado

 

o mar as lezírias do mar com todas as velas postas de lado

abril rimas ao ombro réstias sou tamborileiro sou soldado

 

sou soldado ou hortelão de navios o que for seja o que seja

abril giestas do povo irmão cativo de maio anel que cereja

 

eu sou daqui destas marés íngremes preia-mar de rosas

abril ouvi cantar leda madrugada às raparigas frondosas

 

Rui Mendes

RUI MENDES

Começou a publicar poesia, em 1957, em ANTOLOGIA DE POESIA NOVA, de Coimbra, e recensões literárias, na REPÚBLICA, a 21 de Julho de 1959, com um texto sobre O AMOR EM VISITA, de Herberto Helder, texto esse que tinha sido escrito, em 1958, para o primeiro número do JORNAL DE POESIA (dirigido por Eduíno de Jesus, João Vário e por si) o qual, depois de publicado pela Coimbra Editora, foi proibido pela censura salazarista e mandado destruir.

Em Abril de 1961, fundou, com João Vário e Luís Serrano, a revista de poesia ÊXODO (ver em www.triplov.com) onde se encontram textos de Herberto Helder, Louzã Henriques e poemas dos fundadores. Sobre a revista escreveram Arnaldo Saraiva, Jorge de Sena, Rui Belo, entre outros. ÊXODO depressa se transformou - tempos antes do aparecimento de POESIA 61, em Lisboa - num ponto de referência da nova Poesia Portuguesa. Por razões exógenas (históricas), ÊXODO não passou de um único número. Em 1964, foi-lhe atribuída uma BOLSA PARA JOVENS ESCRITORES, pela,então, Sociedade Portuguesa de Escritores, hoje - APE ( Associação Portuguesa de Escritores), o que lhe veio a permitir viajar ao encontro de outras terras e de outras gentes.

Em 1966, com Manuel Simões, coordenou o livro CANTARES, de José Afonso, agora em 4ª edição na CENTELHA/FORA DO TEXTO, aí incluindo um fragmento de um largo poema seu, como posfácio. As 1ª e 2ª edições foram apreendidas pela censura.

Em 1974 fez parte, como dirigente do Clube de Cinema de Coimbra, da Comissão de Coordenação da Região Centro das Campanhas de Dinamização Cultural do Movimento das Forças Armadas.

Em 1996, com António Arnaut, organizou, para a FORA DO TEXTO, a antologia de poesia, CÂNTICO EM HONRA DE MIGUEL TORGA, na qual está representado com dois poemas.

Textos e poemas seus foram sendo publicados em várias revistas literárias e jornais Cadernos do Meio-Dia, Fenda, Pan, Vértice, Diário de Notícias, Jornal de Notícias, Diário Ilustrado, Planície, etc.

A sua poesia está também impressa nas antologias: HIROXIMA, 1967, VIETNAME, 1970 e POEMABRIL, 1984.

Publicou, em edição de autor, fora de mercado, dois pequenos cadernos de poesia CANTOS e CANÇÃO.

Foi o autor de O Fulgor da Língua - http://www.ofulgordalingua.com/ajuda.html - plataforma de criação, no ciberespaço, do mais longo poema, o estado do mundo, no âmbito de COIMBRA, CAPITAL NACIONAL DA CULTURA 2003.

A moderação deste projecto, histórico e inovador, coube-lhe a si e a António Pedro Pita.

Estudou, nas Escolas Técnicas, Contabilidade e Comércio, vindo, depois, a especializar-se em Gestão de Empresas, actividade profissional que exerce, em regime livre.

Rui Mendes, Poeta e Activista Cultural, nasceu em Coimbra.

SILVES, CAPITAL DA PALAVRA ARDENTE

 




 



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