JÚLIO CONRADO

Foto de Valter Vinagre
Na farmácia, medindo a tensão arterial

A menina de bata branca

que me media a tensão arterial

deixou, por segundos,

à mercê da minha mão esquerda

a maminha direita.

Como não celebrar num poema

o mágico instante?

E como não enviar forte abraço

ao deus astucioso

que tratou de tudo?

 

                                                                                  26.11.2016

 

 

Júlio Conrado. Ficcionista, ensaísta, poeta . Olhão, 26.11.1936 . Publicou o primeiro livro de ficção em 1963 e o primeiro ensaio na imprensa de âmbito nacional em 1965 (Diário de Lisboa). Exerceu a crítica literária em vários jornais diários de referência e em jornais e revistas especializados como Colóquio Letras, Jornal de Letras e Vida Mundial. Participação em colóquios e congressos internacionais. Participação como jurado nos principais prémios literários portugueses. Membro da Associação Portuguesa de Escritores, Associação Internacional dos Críticos Literários, Associação Portuguesa dos Críticos Literários e Pen Clube Português. A sua obra ensaística, ficcional e poética está reunida numa vintena de livros. Alguns livros e ensaios foram traduzidos em francês, alemão, húngaro e inglês.

 

 

 

 




 



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