Judite Maria Zamith Cruz

PSICOLOGIA DO AMOR ROMÂNTICO - II
O prodígio das histórias de amor na transformação humana

INDEX

1.1. Mitos que fazem história

Como foi referido, uma alegoria é uma grande narrativa ou metáfora, atendendo ao seu carácter mítico grandioso e ao «ensinamento» proposto.

Pelo mito se celebra também a ambiguidade e a contradição 9 , ou seja, o equívoco ou a incerteza da realidade e a incoerência ou a antinomia/antagonismo humano.

Derivado do termo grego mythos, mito significa «palavra» ou «história». No grego, tem significado semelhante a logos (pensamento ). Foram Platão (429- 347 a. C.) e Aristóteles (384- 322 a. C.) os primeiros pensadores a considerar o pensamento mítico inferior ao pensamento lógico. Desde então, logos passou a compreender o pensamento ou cálculo lógico e racional. Com posterior conotação negativa, mythos associou-se a história fictícia ou lenda infantil, envolvendo seres sobrenaturais e fantásticos. Ainda é comum definir como «mito» uma crença imaginária/falsa, utópica e quimérica. Chega-se igualmente a acreditar prescindir a ciência de metáforas e imagens.

Nem sempre foi assim. A verdade platónica partilhou do mundo «científico» de formas imutáveis e perfeitas, localizado acima do carácter transitório da vida e da imperfeição visível – o mundo de aparências. As formas perfeitas estariam antes do mundo visível dos sentidos e a aquisição de conhecimento far-se-ia, portanto, para trás (dirigida ao passado), face ao mundo real, imperfeito. Para tanto, a mente teria que ser una e aliada das imagens de perfeição.

Judite Maria Zamith Cruz é doutorada em Psicologia pela Universidade do Minho, onde lecciona cursos de licenciatura e mestrado dedicados ao estudo do desenvolvimento humano e do auto-conhecimento do profissional de educação, desde 1996, é membro de instituições nacionais e internacionais dedicadas ao estudo e investigação da sobredotação, talento e criatividade e, em 1997, integrou equipa internacional e interdisciplinar, coordenada pela Professora Doutora Ana Luísa Janeira, nos domínios de ciência, tecnologia e sociedade - «Natureza, cultura e memória: Projectos transatlânticos». Colabora, desde 2000, no Instituto de Estudos da Criança, em projectos centrados na educação matemática; depois, na área da língua portuguesa e artes plásticas, como membro do Centro de Investigação «Literacia e Bem-Estar da Criança» (LIBEC) da Universidade do Minho .

Entre Janeiro e Julho de1982 foi professora de psicologia e de pedagogia em Escola de Formação de Professores do Ensino Básico de Torres Novas. De Junho a Setembro de 1982, assumiu o lugar de Assistente Estagiária na Universidade de Lisboa – Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, de que se afastou para desempenhar funções de psicóloga clínica em cooperativa dedicada a crianças e jovens deficientes motores e mentais, em Lisboa – CRINABEL (1982-1985). De 1985 a 1988 foi professora do Ensino Secundário, em Braga, leccionando a disciplina de psicologia na Escola D. Maria II. De novo ocupou funções de psicóloga clínica em associação dedicada à educação de crianças e jovens deficientes auditivos (APECDA-Braga), entre 1988 e 1992. Em 1987, realizou trabalho como psicóloga no Hospital Distrital de Barcelos, de que se afastou em 1990 para efectuar curso de mestrado. Em 1992 ocupou o ligar de Assistente de metodologia de investigação, na Universidade do Minho, em Braga, onde é professora auxiliar.

 

 

 

 




 



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