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DOMENICO AGOSTINO VANDELLI
PARA UMA BIOGRAFIA DE DOMINGOS VANDELLI
(1735-1816)
 
1787
 

- Vandelli, carta de 10 de Maio: "Porque é que na Deputação da Indústria não se nomeia o sobredito Intendente da Polícia? Eu por ele renuncio ao meu lugar, porque ele será mais útil".

Quer mandar produtos para o Museu da Academia, mas acha o lugar pouco seguro, aspirando a que ela se mude.

Alvará régio de 7 de Fevereiro concede a Domingos Vandelli privilégio exclusivo da venda de louça para as províncias da Beira e Minho, com permissão para tirar a matéria-prima onde quer que a encontrasse, gratuitamente, caso o terreno fosse do Estado; sendo propriedade particular, em caso de desacordo, conforme arbítrio dos louvados.

 
1788
Teóricos do Tiradentes

- O regente declara-o "Director do Meu Real Jardim Botânico, Laboratório Químico, Museu e Casa do Risco" (Ajuda).

- Vandelli é conselheiro de finanças de D. João VI, a quem indica José Monteiro da Rocha (vice-reitor de Coimbra) para mestre de D. Pedro (I do Brasil e IV de Portugal).

- Despacho de 20 de Agosto autoriza pagamento das despesas feitas pelos Drs. D. Francisco de Almeida Beja e Noronha e Tomé Rodrigues Sobral na investigação de Vale da Mó, cujas águas medicinais foram analisadas por Vandelli (Cruz).

- Morte do príncipe herdeiro D. José, promotor oficial das viagens filosóficas. Varíola.

- Alvará de 5 de Junho erige em Tribunal Supremo a Junta do Comércio, que passa a chamar-se Real Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação destes Reinos e seus Domínios. Domingos Vandelli já era deputado da Junta do Comércio. A rainha volta a nomeá-lo, com Jácome Ratton, Girardo Venceslau Braancamp de Almeida Castelo Branco, Joaquim Machado e João Roque Jorge. A antiga Junta também era chamada Junta da Administração das Fábricas do Reino e Aguas Livres e DV devia referir-se a ela ao falar da deputação da Indústria. Na qualidade de deputado da Junta é que Vandelli estava relacionado com as Aguas Livres e Real Fábrica das Sedas do Rato.

Se Vandelli não se tinha naturalizado português até à data, em 1788 fê-lo de certeza absoluta, uma vez que na Real Junta não se admitiam estrangeiros, sendo obrigados os deputados a prestar juramento de fidelidade ao Soberano.

- José Alvares Maciel (1751-), aluno de Vandelli, regressa a Minas Gerais, onde nascera. Dedica-se à propaganda republicana e pugna pela independência do Brasil. Envolve-se na conjura do Tiradentes, para a qual alicia Francisco de Paula Freire de Andrade, comandante da força pública de Vila Rica, julgo que irmão de José Bonifácio de Andrada e Silva. Os outros, incluindo Tomás António Gonzaga, também serão aliciados por ele e Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes). Pretendiam criar uma república independente na região. A Inconfidência Mineira é sufocada pelo Visconde de Barbacena, Luís de Mendonça. Maciel foi deportado para Angola por 10 anos, com residência fixa em Massangano, e obrigação de fundar uma fábrica de ferro. Joaquim José da Silva parte em 1783 para Angola e lá ficará. A páginas tantas diz que esteve em Massangano. Realmente encontrou-se lá com Maciel.

- Florae Lusitanicae et Brasiliensis et Epistolae ab Eruditis Viris Carolo a Linné, Antonio de Haen ad Dominicum Vandelli Scriptae. Coimbra. Reed. in Romer, 1796.

- Diccionario dos Termos Technicos de Historia Natural Extrahidos das Obras de Linnéo, com a sua Explicação, e Estampas Abertas em Cobre, para Facilitar a Intelligencia dos Mesmos. E a Memoria sobre a utilidade dos Jardins Botanicos que Offerece a Raynha D. Maria Nossa Senhora. Coimbra. O dicionário era usado pelos alunos como livro de texto.

- Sai o primeiro tomo das Memórias Económicas.

- Manuel Dias Baptista, aluno de Vandelli, publica Ensaio de huma descripção, fizica, e economica de Coimbra, e seus arredores (Mem. Econ. Acad., I). O trabalho fora premiado pela Academia em 1783.

- A 8 de Agosto dá entrada na Biblioteca da Univ. Coimbra uma colecção de 2.313 moedas romanas e várias antiguidades, entre elas peças egípcias, etruscas, e inscrições e sepulturas romanas, provenientes do Museu de História Natural, dizendo Remédios (1905) não saber qual a sua origem. Faziam parte do museu de Vandelli, e muitas devem ter entrado também por dádiva de Cenáculo. As inscrições e sepulturas devem ser as que Vandelli tirou da Sé Velha de Coimbra, quando faziam obras, e ele mesmo declara a Correia da Serra que as roubou aos pedreiros para as levar para o museu. As peças etruscas apanhou-as ele quando correu os campos etruscos e outras regiões do N Itália, à cata de produtos de história natural. Peças egípcias provêm de Vandelli certamente através de Donati, que viajou pela Arábia e Egipto. Remédios: "O Professor de Filosofia Domingos Vandelli, e Luís José Foucault, deputado e secretário da Junta da Fazenda, procederam com o oficial subalterno da Biblioteca, Bernardo Alexandre Leal, a um inventário ordenado e metódico de todas as espécies monetárias."

- Vandelli é Cônsul-Geral de Portugal na Dinamarca.

- Tomada da Bastilha.

- Inconfidência Mineira.

- Viridarium Grisley Lusitanicum, Linneanis, Nominibus Illustratum. Lisboa.

- Memória sobre a ferrugem das oliveiras. Memórias Económicas da Academia Real Sc. Lisboa, I.

- Memória sobre a agricultura deste Reino, e das suas Conquistas. Ibid., ibid..

- Memória sobre algumas produções naturais deste Reino, das que se poderia tirar utilidade. Ibid., ibid.

- Memória sobre algumas produções naturais Conquistas, as quaes ou são pouco conhecidas, ou não aproveitam. Ibid.

- Memória sobre as produções naturais do Reino, e das Conquistas, primeiras materias de diferentes Fábricas, ou manufacturas. Ibid..

- Memória sobre a preferência que em Portugal se deve dar à agricultura sobre as fábricas. Ibid..

- Carta de 27 de Julho (Coimbra) de Vandelli a Correia da Serra:

"Entretanto lhe remeto algumas memórias, que me mandou ultimamente o pobre, desprezado, perseguido, e escravo Feijó da Ilha de Cabo Verde".

Uma delas deve ser a Flora Insulana, ms azul, ACL, que tem uma nota de Brotero a dizer que precisa de ser corrigida. Há as memórias sobre a urzela e fábrica de anil, e a da erupção do Fogo. Na mesma carta DV diz que vai acabar a memória sobre o cobre. Volta a escrever a 3 de Agosto, enviando um cálculo urinário muito raro.

A 10 de Agosto diz que partirá no fim do mês. Para a Dinamarca?

 
 
   
   

 

 

 


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