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HERPETOLOGIA
CABO VERDE
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FICHAS DE ESPÉCIES
SAURIA: SCINCIDAE
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Mabuya vaillanti Boulenger, 1887

1887. Boulenger descreve a espécie para Santiago. A cabeça, diz o sucessor de Gray e Gunther, é idêntica à de Lacerta agilis, um lagarto europeu. C. corporal: 118 mm; c. total: 257 mm. Dedica a espécie ao Prof. L. Vaillant, responsável pelo biotério de répteis e anfíbios do Jardin des Plantes, embora os exemplares, adultos, tenham sido oferecidos pelo R.T. Lowe. Na ilha do Fogo, há um scinco chamado chinel (=chinelo) que em princípio corresponde a M. vaillanti. Não tenho conhecimento de a sua pele ser usada para fazer sapatos. A dos varanos, em África, é utilizada para confeccionar o saquinho dos objectos mágicos do marabu. A de Lacerta agilis, ignoro que aplicações tenha. Quanto a Vaillant (1870), tal como Gervais (1873) e Lataste (1879), dedicaram-se a criar novas raças albinas do urodelo mexicano Axolotl, obtiveram híbridos do cruzamento do Axolotl com os Triturus da região de Paris e girinos monstruosos do cruzamento de anuros com urodelos.

1896. Bocage ainda não vira a espécie, fala da descrição de Boulenger e compara-a com M. delalandii.

1902. Bocage continua a pensar que nunca viu nem tem no Museu do seu nome scincos designáveis por M. vaillanti. Ou então não quer que se saiba que conhece esse grande scinco. Bocage repete assim, sem nunca se cansar nem lhe vir à ideia que há outros museus no mundo, que os exemplares típicos são de Santiago, se devem à colecta de Lowe, fazendo parte das colecções do Museu Britânico. Também ignora que Lowe não andou sozinho duas vezes em Cabo Verde. Bocage ignora que as duas explorações em que Lowe participou foram chefiadas por J. E. Gray, director do museu a que são feitas as ofertas.

1905. Boulenger refere-a para o Fogo e Rombos, espécimes coligidos por Leonardo Fea, ao serviço de Giacomo Doria, naturalista entre cujas expedições se conta uma a Bornéu, fundador do Museu Cívico de História Natural de Génova e presidente da Sociedade de Geografia Italiana.

1937. Angel refere M. vaillanti para Santiago, Fogo e Rombos, mas não a partir de espécimes próprios. Chevalier não os coligiu.

1987. Schleich confirma M. vaillanti para Santiago e Fogo e não a confirma para os ilhéus Rombos. Diz que 1 exemplar do Tarrafal, coligido em 1978 é "intermed. mit M. stangeri spinalis", parecendo corresponder tal declaração a um híbrido ou mulato, o que é estranho, pois M. vaillanti e M. stangeri são consideradas espécies monotípicas. Os exemplares de Schleich são de Santiago. O único espécime do Fogo que viu no British Museum tem data de 1906, o que corresponde ao catálogo de Boulenger feito com as colecções de Fea. No corpo do texto, ao falar da ilha do Fogo, Schleich não confirma nessa ilha a existência de M. vaillanti, embora a tenha confirmado na tabela e na ficha da espécie. Na ilha do Fogo, afirma Chevalier que existe un autre grand Lézard nommé Chinel.

1989. Margarida Pinheiro estuda os vários exemplares só de Santiago que existem nas colecções do Centro de Zoologia. Diz ainda que Mertens (1955) pôs em causa o seu estatuto taxonómico por nunca terem sido encontrados juvenis. Seriam apenas exemplares mais velhos de Mabuya delalandii. Margarida Pinheiro discorda, considerando M. vaillanti uma boa espécie. Mabuya vaillanti, segundo Margarida Pinheiro, após estudos subsequentes (Crespo, comun. pessoal), é M. stangeri. M. vaillanti não será só M. stangeri. É caso para verificar, com os testes do ADN, se não terá também componentes genéticos de Lacerta agilis.

1993. Joger refere-a para Santiago, Fogo e Rombos, fala de our specimens, mas não diz quantos nem onde foram apanhados. Não os identifica, por isso aquele Fogo é mera citação.

 
   
   

 

 

 


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