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HERPETOLOGIA
CABO VERDE
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FICHAS DE ESPÉCIES
SAURIA: SCINCIDAE
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Mabuya delalandii (D. & B., 1839)

1839. Duméril & Bibron publicam a descrição de Euprepis Delalandii, do Cabo da Boa Esperança, dedicada a espécie a Delalande. Não há nenhuma relação com Cabo Verde.

1845. Gray refere Euprepis Delalandii D. & B. e descreve pela primeira vez Euprepis Belcheri, uma espécie colada à outra, transcrevo do Catalogue.

DELALAND’S CHIONINIA. Euprepis Delalandii, Dum. et Bib. E.G. v. 690. Rachite de Delalande, Coct. Tab.
Chesnut, with a yellow streak upon each side; ears moderate, oval, open, with some lobules in front; scales of the back 3-keeled; interparietal plate none, parietal plate single; crescent-shaped, , truncated at the front end, frontoparietal 6-sided; tail long, slender; body rather slender.
Inhab. Cape of Good Hope. Mus. Paris.

BELCHER’S CHIONINIA. Euprepis Belcheri
Brown, with a broad yellow streak on each side; sides dark, with a narrow rather inferior pale streak; scales 3-keeled, small, of the back in 12 longitudinal series; interparietal plate none, parietal plate single, crescent-shaped, truncated at the front end, frontoparietal single, short, vase-shaped, narrow in front, sides concave, broad and rounded behind; occipitals 2, small.
a, b. Adult and half-grown, in spirits. Borneo. Presented by Capt. Sir Edward Belcher, K.C., R.N..

1867. Bocage refere Euprepes Delalandii para Santiago, coligidos por Anchieta.

1869. Peters lança Euprepes venustus de Girard, de Santiago, na sinonímia de M. delalandii, depois de estudados exemplares que lhe enviara de Cabo Verde o dr. Strauch (Bocage, 1875). Bocage: Os auctores da Erpetologie Générale suppunham esta especie originaria do Cabo da Boa Esperança pela haverem encontrado nas collecções zoologicas trazidas da Africa austral pelo celebre viajante Delalande; porém hoje temos por assentado que ella somente se encontra nas ilhas de Cabo Verde. Todos os nossos exemplares são da ilha de S. Thiago, d'onde é muito natural que proviessem tambem os exemplares typos do Museu de Paris; no Museu Britannico ha tambem exemplares da Ilha Brava. Os nossos exemplares foram-nos offerecidos por Leyguarde Pimenta, Ferreira Borges e Anchieta.

1887. Boulenger lança Euprepis belcheri de Gray na sinonímia de Mabuya delalandii, menciona adultos e jovens oferecidos por Sir E. Belcher, considera-os tipos, e não sabe qual o habitat. Outros espécimes - da Praia (H.S.M. Challenger); Santiago e Cabo Verde em geral, oferta do Reverendíssimo. Diz que a cabeça é parecida com a do típico Lacerta muralis, lagartixa europeia vulgar. Podarcis muralis.

1902. Bocage acrescenta S. Nicolau e Brava como localidades novas descobertas por Newton e repete que são da Brava e Santiago os expls que existem no Museu Britânico. Isto é uma obsessão, sempre o Mus. Britânico vem à baila. Ora até interessava saber como estava representada a herpetofauna caboverdiana nos museus de Paris, Berlim e Génova. A. Duméril, Peters e o Marquês Giacomo Doria (por acaso, entre as suas expedições, fez uma a Bornéu) não se envolveram pessoalmente na criação de novos táxones, mas estão na sombra de diligências científicas entregues a juvenis (Orlandi) e nomes menores (Vaillant, que não está inocente, Greeff, que andou a fazer "Bich-bich!" a Bocage, para este ir esborrachar o nariz em cima do Euprepes cocktail, Troschel, a quem foi dado de bandeja 1 Euprepes cocktail do Raso, exactamente por coincidência rara na mesma data em que Bocage os obteve do Branco), tal como no British também Gray e Günther declinaram a responsabilidade de classificação dos animais caboverdianos nos juvenis O'Shaughnessy e Boulenger. Vide M. cocktail para continuação.

1905. Boulenger refere-a para Santiago, Rombos, Fogo e Brava, espécimes coligidos por Fea, naturalista que dará contas por escrito das suas explorações a Giacomo Doria, presidente da Sociedade de Geografia Italiana e director do Museu Cívico de História Natural de Génova.

1935. Angel estuda 4 expls do Fogo, dois deles do Curral Grande e Pico Pires (500-800 m alt.) e 1 expl de Santiago.

1951. Dekayser & Villiers estudam 18 exemplares de Santiago (Praia).

1955. Mertens estuda exemplares de Santiago, Brava e Rombos.

1989. Margarida Pinheiro estuda bastantes exemplares de Santiago, Fogo e Brava das colecções do Centro de Zoologia.

1987. Schleich estuda exemplares de Santiago, ilhéu de Santa Maria, Fogo, Brava, Boavista.

1993. Joger dá-a para o Fogo, Santiago, Brava e Rombos. Para os Rombos, Schleich não comprovara nadinha, ali não há bichos de escama com quatro patas.

 
 
 
   
   

 

 

 


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