MARIA ESTELA GUEDES

«33 poemas de Herberto Helder»

Conferência na quarta sessão do ciclo As Artes da Misteriosofia. Lisboa, Livraria Barata, 21 de abril de 2016. In: Universo Télmico. 36: http://www.antonio-telmo-vida-e-obra.pt/news/universo-telmico-36/

Vídeo da sessão completa, por Maria do Céu Costa:
https://www.youtube.com/watch?v=KBd2tInRXkU&feature=youtu.be 

Para Anita Garibaldi,
saudando-a pela próxima entronização
como  G.'. M.'. da GLCB.'.

 

Numa aproximação etimológica à palavra «misteriosofia», creio que por essa palavra António Telmo pretendia significar a sabedoria, o conhecimento dos mistérios. Como, para um discípulo de Álvaro Ribeiro, que Telmo era, os problemas são humanos, os segredos são naturais e os mistérios são divinos, teremos então uma teologia, uma teosofia ou uma teodiceia. A questão, porém, é a de se saber se esse conhecimento é possível, porque aqui lembro-me de um título de Telmo: Só Deus escreve sobre Deus Pedro Martins, em email.

Em todos os grandes poetas há uma parte de obscuridade,
que é a que provém do mais legítimo incons
ciente.

 Thomas Mann,
citado em email por Nicolau Saião

 

Diferentemente da maior parte dos livros de Herberto Helder, Letra aberta (1) exibe um visual, é uma peça de arquitetura motivada pela presença de manuscritos com correções. O autor passou pelas experiências da poesia visual e tem obras publicadas nesse âmbito. Porém, os antecedentes diretos de Letra aberta nasceram quando o poeta ofereceu exemplares de Cobra (2) com correções manuscritas, nem sempre iguais, de amigo para amigo. A caligrafia é uma arte, daí dizermos que há quem tenha letra feia e letra bonita. Lembremos o Islamismo, aliás referido no livro com outra intenção, cujos motivos decorativos são a geometria e escrita, e a própria palavra “caligrafia”, que significa “bela grafia”. A caligrafia de Herberto neste livro é trémula, o que prova, se fosse necessário prová-lo, que foi escrito nos últimos anos, mas ainda é muito clara.

Temos então uma obra de arte dupla, literatura e artes plásticas, executada com técnicas mistas, que apresenta alguns poemas com os seus duplos, as versões manuscritas deles. São 7 os manuscritos, porém só 6 os poemas, visto que um deles ocupa duas páginas. Se aos 6 poemas caligráficos acrescentarmos os 33 tipográficos, o resultado dá 39, o que mantém o valor simbólico do 3 e do 33, enfim, do triângulo ou do ternário.

No final do livro aparece-nos um grupo de 4 notas de um hipotético descodificador da caligrafia que em 4 momentos sentiu dificuldade em perceber o texto. Salvo a 1ª, sem alternativa explícita, os casos 2º, 3º e 4º apresentam duas hipóteses de transcrição. O intérprete, anónimo, obscuro ou misterioso, como se prefira, escolheu sempre a 2ª, ou seja, o número 2. O número 2, presumo que por coincidência, é normalmente o da Mulher, quando lidamos com a série dos 3 primeiros algarismos numa dinâmica simbólica; ora é bem verdade, ninguém o pode negar, que o feminino aparece logo no rosto do livro, com a informação de que Olga Lima, viúva do poeta, é responsável pela seleção dos poemas. Quer isto dizer que foram reservados muitos poemas para próximos livros.

No campo da arquitetura interna, também é importante assinalar que o livro se desenvolve a partir da coincidência dos contrários e de mais algarismos, muitos, mas mesmo muitos números, e de palavras repetidas, 2 e mesmo 3 vezes, o que claramente é um convite ao leitor para que preste atenção, de um lado à música, de outro à numerologia, para não dizer matemática, ou inversamente. Um só exemplo, na página 53, em que ouvimos o enunciador chamar 3 vezes por certo corpo celeste: «mais acima da cabeça que ele toca se o sono é tocado pelo sonho, / para ser semeado à volta delas todas, / e grita do cimo dessas torres: -- estrela! estrela! estrela!» e logo a seguir o poema fala da terra e de um material de construção indissoluvelmente ligado aos números 3 e 33; para que dúvidas não restem na mente do leitor avisado, depois das 3 estrelas o material de construção é designado por 3 vezes, bem como por 3 vezes se repete a palavra “nome”:

[…] «e grita do cimo dessas torres: -- estrela! estrela! estrela!

nome a nome a nomeação da terra com suas pedras sôltas,

a cada pedra onde ela pedra é tão assim tocada» 

Falei de coincidência dos opostos, a tão misteriosa coincidentia oppositorum própria da experiência do sagrado, que anula as polaridades na unidade. A principal verifica-se entre os contrários letra aberta e letra fechada, mas também reaparece a ideia do canhoto do último livro (3), espelhada ainda na simbologia da mão esquerda e da mão direita. Duas vias, a via do Mal e a via do Bem, a que outros acrescentam a terceira via, conhecida por “caminho do meio”. Por outras palavras, o poeta anula as diferenças entre Deus e o Demónio. Herberto Helder chama-lhe Canhoto, donde o último livro se pode atribuir ao Mafarrico, cujos nomes são muitos e variados: Azango, Belzebu, Careca, Maneta, Manguito, Mefistófeles, Tição Negro, Porco Sujo, etc., como enumera Ana Paula Guimarães, especialista nas coisas do Diabo (4).

Não é possível ignorar que antes do caminho, em expressões como “mão esquerda” e “mão direita”, está a palavra “mão”, a operária e canteira mão que pode ser esquerdina. Essa mão, possuída pelo Demónio, cujos dedos servem para contar pedras e estrelas, mas também para desfiar contas, de tassbi ou de rosário. Mão que pode ser pisada por um pé, cito «-- o pé em cima da mão verídica com a chaga e com o beijo» (p. 53), a mão do poeta, mão que escreve, e aqui repetiria o que disse Pedro Martins de António Telmo, que só Deus escreve sobre Deus, pois o poeta está em sofrimento crístico, sente-se abandonado pelo Pai, apesar de reconhecer, mais uma vez, que não foi abandonado.

Passemos à letra aberta e à letra fechada. Pelo título entendemos o discurso linear, profano, e pela segunda a presença do mistério, ou pelo menos do segredo. Resolvendo já o problema, a palavra aberta e a palavra fechada equivalem-se, e aqui recordo algo que Ernesto de Sousa várias vezes me ensinou, quando eu falava de arte sacra, como se existissem duas, essa e a profana. Então ele corrigia, procedendo à conjunção dos contrários como bom alquimista que foi: «Toda a arte é sacra».

Se quisermos trazer à baila a palavra francesa, teremos a dupla lettre ouverte e lettre fermée. No caso francês, a palavra lettre também significa carta e então fica mais claro para todos que o poeta obscuro, não só neste livro como nos dois ou três anteriores, resolveu manifestar-se também como poeta claro. Porém, quando apresenta a máscara de claridade, não é sem consequências: quanto mais aberta a letra, mais próxima fica do discurso que fixa o real, facto que tem sido mal entendido por quantos não aceitam o abandono da luxuriante árvore das metáforas de poemas como O amor em visita (5) ou Cobra. E antes de me perguntarem se tenho gostado dos últimos livros de Herberto Helder, direi que sim, apesar de se apresentarem quase no pólo oposto dos seus livros de juventude. Nos mais recentes, a metáfora cedeu o lugar a estruturas no âmbito da repetição, portanto ao que ressoa ao ouvido e pode ser listado. De uma entrevista a Umberto Eco acerca do poder das listas, transcrevo um fragmento (6):

“Umberto Eco - A lista é a origem da cultura. Ela faz parte da história da arte e da literatura. O que a cultura quer? Tornar a infinitude compreensível. Ela também quer criar ordem - nem sempre, mas com frequência. E como, enquanto seres humanos, lidamos com a infinitude? Como é possível entender o incompreensível? Através de listas, através de catálogos, através de coleções em museus e através de enciclopédias e dicionários.”

As listas são enumerações, isto é, sequências discursivas numeradas ou que podem ser contadas. Na base disto mora a ciência, no caso, a matemática. Haverá nada mais claro do que uma lista de números, sobretudo quando chegamos ao fim do mês e verificamos que a fornecida pelo multibanco mostra que o saldo se aproxima vertiginosamente de zero?

Claridade, quer o poeta obscuro; o discurso digital que nos suporta a comunicação quando nos sentamos diante do computador, apesar de o não sabermos ler nem escrever, é um prodígio de clareza em que só existem dois sinais, 0 e 1. Nada de comparável às 22 letras do grego que originaram a palavra alfabeto, e refiro este número mágico por constituir um dos poemas listados por Herberto Helder, um poema em que aparecem a “equação do universo” e 2 vezes a palavra “alma”, tudo isto a evocar a necessidade de compreensão do infinito e do incompreensível que Umberto Eco atribui à lista. Aliás, os poemas são em geral sequências de frases sem princípio nem fim, o que lhes confere uma dimensão de infinitude. Vejamos o final, na pág. 18:

[…] dela, alma, e tudo acaba

e muito depressa, como aliás nestas

vinte e duas linhas, de facto

por fora limpas e rápidas

(e nem isso é bem verdade) 

Alcançado com este discurso dos números o cúmulo da claridade, parece que não sobra espaço para grande retórica.  Porém, maior prodígio ainda do que este farol é o operado pelo poeta quando faz coincidirem o discurso analógico e o discurso digital, isto é, quando consegue tirar dos algarismos tanto ou mais valor semântico do que da bela metáfora. É isso o que tenho vindo a mostrar: este livro é muito mais profundo e complexo do que O amor em visita, apesar de pobre em retórica, e de usar da retórica a parte mais indesejada, caso da aliteração e da redundância, patente, por exemplo, em “pensar pensamentos”. Faço notar entretanto que a redundância é um recurso da comunicação para eliminar ambiguidade e incerteza.

Extraordinária esta arquitetura, repito, pensada página a página, que nada deixou ao acaso, exceto, naturalmente, a fala do inconsciente, que também anda por aqui. Vejamos um caso surpreendente: diz o poeta que, quando escreve o poema, só a primeira letra é que custa, que essa  letra é uma ferida que sangra, e, cito os dois últimos versos, importantes porque neles aparece o título do livro:

“parece, diz alguém, que a própria carne está rôta,

aí, na letra aberta dentro da boca funda” 

“Letra aberta”, está escrito. E onde, em que página? Pois, essa expressão-título surge no poema da página 33. Não tinha a certeza se o fenómeno se devia ao acaso se à premeditação, mas olhei para o lado, para a página anterior, e achei nela um sinal de redundância, por consequência um dispositivo para eliminar ambiguidades e incertezas, na menção aos 3 dedos com que o poeta escreve, isto entre outros números.

Penso eu que estamos a decifrar elementos de significação do discurso digital, aquele sobre o qual maior domínio não teríamos, nem o poeta nem eu, do que contar literalmente pelos dedos. Apreciemos o poema da pág. 29, com uma contagem decrescente, e repetição de palavras em número de 3:

tinha cinco minutos diários de paz terrena

depois quatro,

depois três,

depois dois,

depois um,

depois não nunca nada,

depois era: dêem-me um tiro na cabeça

para nunca nunca nunca um só número,

todos os números,

qualquer número 

O mistério espreita nesta contagem, ou pelo menos o segredo. Como? Precisamente, uma vez que o poema é um segmento de discurso sem princípio nem fim, uma frase gramaticalmente incompleta, ficamos suspensos da revelação de algo. O quê? Que se oculta por detrás dos números? É Deus ou o Canhoto quem se ergue no horizonte da contagem decrescente dos minutos de paz terrena?

Recordando o Velho Testamento, Letra aberta também podia intitular-se Livro dos Números. Não se tratando de recensear, como na Bíblia, a verdade é que Herberto Helder faz desfilar diante dos nossos olhos um exército de bárbaros. Talvez tivesse valido a pena contá-los, para sabermos se são mais ou menos 33. Só no poema da página 21 contei 11, em 20 linhas apenas.

É pertinente esboçar um inventário dos algarismos e situações lexicais que implicam lista, contagem, enumeração, matemática e geometria. A lista é tão importante neste livro de Herberto Helder que figura logo no início, primeiro poema, no manuscrito, de versos numerados de 1 a 15 e devidamente assinalados alguns com três asteriscos abertos mais duas estrelas obscuras, isto é, riscadas. Aliás o total não é cinco, adivinha-se um astrozito minúsculo no final do quinto verso, por isso aventaria eu que são mais ou menos seis asteriscos. Podíamos pensar que servem para dividir estrofes, mas os poemas são contínuos, esses sinais de pontuação só existem no manuscrito.

Por falar em poemas contínuos, há questões obsessivas em Herberto Helder: uma é o poema contínuo, os livros todos quer o poeta que sejam entendidos como uma só unidade; outro assunto obsessivo é o do poeta obscuro, que aparece dos modos mais variados na obra e em diversas situações.
Maria Estela Guedes lendo os "33 poemas". Foto de Maria do Céu Costa

Por isso respondo aos que me atribuem a invenção do “poeta obscuro” (7) dizendo que não, não o inventei, ele é que me pode ter inventado a mim. Quando eu apareci em cena, no final dos anos setenta, com o meu Poeta obscuro (8), já Herberto Helder cá andava desde os anos cinquenta e já tinha publicado Os passos em volta, com um conto intitulado “Poeta obscuro”. Vejamos a primeira parte do poema da página 23, em que mais uma vez o nosso interlocutor declara o poema único e se assinala como obscuro:

eu cá acho que sim,

acho que apesar de tudo escrevi um poema aceitável,

um poema que amadurou em mim ao longo de oitenta anos,

bem sei que tanto tempo merecia a qualidade que Deus pede,

mas tendo em conta que sou ateu tenho direito a que me tolerem a baixa

difícil virtude dos nomes rasos,

não sou dado a impropérios e impaciências,

oh, aceitem lá a pequenez geral da minha vida

e do meu nome obscuro,

o quão honesto sou odiando tudo isso, 

Voltemos à lição de tabuada. Estará Herberto Helder a brincar connosco? Entre o sim e o não optemos pelo quase sim, pois há realmente apelos ao jogo neste livro, ainda que seja um jogo de cena tão dramático como a Paixão. Diria que se trata de interatividade, uso que o poeta faz da simbólica maçónica para comunicar com maçons e familiares. Porquê? Eu respondo: porque, à crítica que debate se é ou não um poeta obscuro, ele prefere a crítica que o integra no mundo sagrado, ainda que se afirme ateu. Portanto este livro, com o seu publicitário 33, é uma declaração de pertença ao nosso mundo, o obscuro e misteriosófico universo dos símbolos.

Retomemos o primeiro poema. Insisto em que é realmente extraordinário levar a poesia a produzir cascatas de sentido a partir de elementos tão minimais como algarismos e sinais de pontuação. E que diz ele então, o poema primeiro? Diz o contrário da lista, diz que o poeta é incapaz de obedecer a leis e de formular regras na criação do poema, a que chama “coisa inúmera”, depois de a ter numerado de 1 a 15, no manuscrito. De um lado a lista, sinal do numerável, de outro a incomensurabilidade. Temos então um casamento de contrários, o número e o inúmero, a ordem e a desordem da criação e, se quisermos o simbólico ovo em que masculino e feminino casam realizando assim o mistério da vida, temo-lo neste mesmo primeiro poema, que remata com um par de palavras que funcionam como anagrama e capicua: “serias sobretudo / como um voo ou como um ovo”.

À beira de terminar, começo agora pelo princípio, e no princípio aconteceu esse facto insólito de ter recebido a notícia da próxima saída do livro num artigo intitulado “33 poemas de Herberto Helder”. E já vimos como o título herbertiano, “Letra aberta”, aparece no corpo de um poema, o da página 33, o que leva a perguntar quem e porquê. “33 poemas de Herberto Helder”, rezava a notícia. Jamais me lembraria de ir ao índice para os contar, nem decerto daria aos números a atenção que hoje lhes concedi, se não tivesse sido alertada.

Letra aberta é uma obra de arquitetura, cujos materiais de construção evocam os do pedreiro, do escultor ou do canteiro. Tomemos o exemplo da estela, que começa por ser uma pedra com inscrições: “escrevi umas poucas linhas como estela e como exemplo”, lê-se, na pág. 40. A estela é um monumento funerário a assinalar o modo como o poeta se vê desaparecer: por enterramento. O abismo do inconsciente de que nasce a Poesia é a fonte onde o autor bebe a matéria com que elabora os símbolos. Os que aparecem em Letra aberta, com bastante força, são o ovo, matriz da criação num ab initio; e o enterramento, que acaba por ser homólogo do embrião no ovo, ambos um abscôndito regresso à Terra Mater, ou germinação no interior do seu útero. Morrer, em termos simbólicos, neste livro, é o mesmo que ser semeado, enterrado para renascer. Esse era o maior dos desejos do poeta, e estava a realizar-se nos últimos livros, para seu próprio deslumbramento: o seu Renascimento, nítido no estilo novo e na reincidente referência aos clássicos. Servidões (9), se nos lembrarmos, abria com dois versos decassilábicos de estilo renascentista, o que me levou a estudar nesse livro alguns pontos de contacto com a obra camoniana (10).

Para terminar, peço perdão por ter contado mais pelos dedos do que falado de mistérios, mas deixo aberta a porta para mais um punhado deles no poema da página 39, carregadíssimo de matéria sacral, noturno, tenebroso, sem outra luz além daquela que anuncia o Verbo em certo pão, um pão secreto e profundo, encarnado, poético pão que salva e ressuscita:

um nome que me digas ou me não digas duas vezes

em dois abismos de sono, esse nome

faz-se carne no mais âmago de mim mesmo,

esse nome trabalha-me,

é igual ao segredo: pão,

eu cômo-o no mais escuro do mundo

cortado a água e mais nada,

quase como quando se morre mais devagar

se é noite que entra: pão profundo mastigado

acaso na maior das noites seguidas umas às outras

NOTAS 

(1)  Herberto Helder, Letra aberta. Lisboa, Porto Editora, 2016. 

(2)  Herberto Helder, Cobra. Lisboa, Editora &Etc., 1976.  

(3)  Herberto Helder. Poemas canhotos.  Lisboa, Porto Editora, 2015. 

(4) Ana Paula Guimarães, B.I. do Zarapelho (O Diabo). Lisboa, Apenas Livros, 2004. 

(5)  Herberto Helder, O amor em visita. Lisboa, Contraponto, 1958. 1ª ed. 

(6) Umberto Eco, «O poder das listas». Entrevista de Patrícia Reis.
In:
http://vaocombate.blogs.sapo.pt/161932.html . Consultado a 18 de abril de 2016.  

(7)  Joana Emídio Marques, “Pode o poeta perder a aura?”. Observador, 10 de abril de 2016. Consultado em abril em: http://observador.pt/especiais/herberto-helder-poeta-perdeu-aura/ .
Consultado em abril de 2016.  

(8)  Maria Estela Guedes, Herberto Helder, poeta obscuro. Lisboa, Moraes Editores, 1979. 

(9)  Herberto Helder, Servidões. Lisboa, Assírio & Alvim, 1914. 

(10) Maria Estela Guedes, “O rio camoniano”. Conferência plenária ao Colloque international "Herberto Helder. Absurdité du centre, continuité du temps". Sorbonne Nouvelle /Fond. Calouste Gulbenkian, Paris, 14-15 novembro 2013. Em linha no Triplov, em:  http://www.triplov.com/novaserie.revista/numero_51/ . 

 

Stella Carbono, M.’.M.’.C.’.
21.04.2016

Índice antigo

Maria Estela Guedes (1947, Britiande / Portugal). Diretora do Triplov

LIVROS

“Herberto Helder, Poeta Obscuro”. Moraes Editores, Lisboa, 1979;  “SO2” . Guimarães Editores, Lisboa, 1980; “Eco, Pedras Rolantes”, Ler Editora, Lisboa, 1983; “Crime no Museu de Philosophia Natural”, Guimarães Editores, Lisboa, 1984; “Mário de Sá Carneiro”. Editorial Presença, Lisboa, 1985; “O Lagarto do Âmbar”. Rolim Editora, Lisboa, 1987; “Ernesto de Sousa – Itinerário dos Itinerários”. Galeria Almada Negreiros, Lisboa, 1987 (colaboração e co-organização); “À Sombra de Orpheu”. Guimarães Editores e Associação Portuguesa de Escritores, Lisboa, 1990; “Prof. G. F. Sacarrão”. Lisboa. Museu Nacional de História Natural-Museu Bocage, 1993; “Carbonários : Operação Salamandra: Chioglossa lusitanica Bocage, 1864”. Em colaboração com Nuno Marques Peiriço. Palmela, Contraponto Editora, 1998; “Lápis de Carvão”. Apenas Livros Editora, Lisboa, 2005; “A_maar_gato”. Lisboa, Editorial Minerva, 2005; “À la Carbonara”. Lisboa, Apenas Livros Lda, 2007. Em co-autoria com J.-C. Cabanel & Silvio Luis Benítez Lopez; “A Boba”. Apenas Livros Editora, Lisboa, 2007; “Tríptico a solo”. São Paulo, Editora Escrituras, 2007; “A poesia na Óptica da Óptica”. Lisboa, Apenas Livros Lda, 2008; “Chão de papel”. Apenas Livros Editora, Lisboa. 2009; “Geisers”. Bembibre, Ed. Incomunidade, 2009; “Quem, às portas de Tebas? – Três artistas modernos em Portugal”. Editora Arte-Livros, São Paulo, 2010. “Tango Sebastião”. Apenas Livros Editora, Lisboa. 2010. «A obra ao rubro de Herberto Helder», São Paulo, Editora Escrituras, 1010; "Arboreto». São Paulo, Arte-Livros, 2011; "Risco da terra", Lisboa, Apenas Livros, 2011; "Brasil", São Paulo, Arte-Livros, 2012; "Um bilhete para o Teatro do Céu", Lisboa, Apenas Livros, 2013; Folhas de Flandres,  Lisboa, Apenas Livros, 2014; dir. CadeRnos SuRRealismo Sempre, na Apenas Livros. Nessa coleção, "Surrealismo incertae sedis, 2015".

ALGUNS COLECTIVOS

"Poem'arte - nas margens da poesia". III Bienal de Poesia de Silves, 2008, Câmara Municipal de Silves. Inclui CDRom homónimo, com poemas ditos pelos elementos do grupo Experiment'arte. “O reverso do olhar”, Exposição Internacional de Surrealismo Actual. Coimbra, 2008; “Os dias do amor - Um poema para cada dia do ano”. Parede, Ministério dos Livros Editores, 2009. Entrada sobre a Carbonária no Dicionário Histórico das Ordens e Instituições Afins em Portugal, Lisboa, Gradiva Editora, 2010; «A minha vida vista do papel», in Ana Maria Haddad Baptista & Rosemary Roggero, Tempo-Memória na Educação. São Paulo, 2014.

TEATRO

Multimedia “O Lagarto do Âmbar, levado à cena em 1987, no ACARTE, Fundação Calouste Gulbenkian, com direcção de Alberto Lopes e interpretação de João Grosso, Ângela Pinto e Maria José Camecelha, e cenografia de Xana; “A Boba”, levado à cena em 2008 no Teatro Experimental de Cascais, com encenação de Carlos Avilez, cenografia de Fernando Alvarez  e interpretação de Maria Vieira. 

 

 




 



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