MARIA ESTELA GUEDES
Foto: Ed. Guimarães
Música: http://triplov.com/letras/mario_montaut/Estela/index.htm

Sobre Manuel de Castro - Um texto de Herberto Helder

In A Ideia - Revista de Cultura Libertária, nºs 73-74, Lisboa, 2014

Manuel de Castro bebe o seu bagaço,
João Rodrigues faz desenho à pena
e Mário Cesariny põe em cena
a sua luz no espaço.

António Barahona, “Memória do Café Gelo”, (1)

“O Manuel de Castro tinha a lucidez do demónio, a crueldade (para os outros e para si mesmo) de um carnívoro e a secreta fragilidade de alguém que anda perdido pelo escuro. Os poemas dele mostram, a quem sabe ler, toda esta movimentação interior” – isto escreveu Herberto Helder, no jornal (revista) Notícia (2), quando soube da morte do seu amigo, em artigo cujo título recupera o início de um poema de Manuel de Castro em Paralelo W: Eu que/ apareci acidentalmente vivo/ odorizado de flores a uma certa distância/ não me importo.

Neste encontro de palavras entre ambos, Herberto Helder revela o tema dominante da obra toda do autor de Paralelo W e de A Estrela rutilante – a morte. Em Manuel de Castro, entretanto, a morte não é só uma palavra, uma só ânsia nem nenhum medo. De um lado, no seu tão iluminante lado hermético, é a transmutação anterior à reencarnação ou ressurreição. Tema de inspiração oriental, ligado às flores, aos barcos e ao elemento líquido. Mauro Jorge Santos mantém que em Paralelo W há indícios de dupla iniciação: “a iniciação da busca pelo alheio nas jornadas marítimas, e a busca por si mesmo na iniciação nos cultos de Ísis” (3). E aqui perto, neste mesmo volume, António Cândido Franco refere que Manuel de Castro escolheu Camilo Pessanha como mais próximo progenitor poético. Realmente, o ritual chinês da largada de barcos com flores e lanternas iluminadas, como homenagem noturna aos mortos, impregna a obra de ambos, tal como ambos revelam uma hipersensibilidade feminina que chama a água das profundidades da psique como sua matéria-prima. De outra parte, tal como em Camilo Pessanha, a morte vem acompanhada pela materialidade dos corpos putrefactos, seus odores a cadaverina, e pela panóplia de assuntos associados: funerais, círios, sepulturas, muitos cadáveres e muitas flores mais. Aliás, no livro de Manuel de Castro recentemente publicado, Bonsoir, Madame (e esta Senhora é justamente a morte), o organizador – António Barahona, segundo creio – juntou, em mais dois livros, poemas publicados dispersamente, um deles intitulado Chuva no Dia de Finados. A grande companheira do poeta deve ter sido esta.

Herberto e Manuel tinham convivido estreitamente durante anos, em duas ocasiões morado nas mesmas casas, o que não fora fácil, relata ainda o primeiro. Relação violenta, em violentos tempos de repressão e censura. Tempos “carnívoros”, para usar termo corrente entre os poetas desta geração, a do Café Gelo, promotores de comportamentos autofágicos, de desespero, como aquele de que Herberto dá conta em Manuel de Castro, o de se divertir mordendo as suas próprias mãos. Declarando-se incapaz de ser sentimental, acrescenta: “Tratávamo-nos bastante mal, porque não era de suavidade e calma o que tínhamos para dizer e fazer entre nós. Mas éramos realmente amigos, sabíamos um do outro, possuíamos a honestidade de não facilitar o que, por sua natureza, era difícil”.

Tratar-se-iam mal, porém Herberto Helder tem sido justo com o amigo: além do texto que agora comento, publicado no Notícia, antologiou vários poemas dele em Edoi lelia doura. De resto, no mesmo número do Notícia, em homenagem, Herberto ainda reedita «Hormonas para Sísifo – VII», um cadavre exquis ou jogo similar, em que entram, além de Manuel de Castro, João Fernandes e João Rodrigues, inquirindo e respondendo sem conhecimento das perguntas do interlocutor, numa pseudo-entrevista. Manuel de Castro mantinha, com João Fernandes, a rubrica «Hormonas para Sísifo» (4) no início dos anos sessenta, no Diário Ilustrado. Herberto Helder refere que Manuel de Castro ganhava com ela cento e cinquenta escudos por semana, que logo bebia no Café Gelo e arredores. Como Luiz Pacheco, Manuel de Castro cedera ao alcoolismo, que acabou por o levar aos trinta e seis anos de idade com uma cirrose pancreática, lemos em Joana Emídio Marques (5).

Em 1971, Herberto estava em Luanda, mas ia recebendo notícias dos amigos: o Gonçalo Duarte e o António Gancho enlouqueceram, o João Rodrigues, o Manuel d’ Assumpção e o Pressler suicidaram-se, o Luiz Pacheco e o Manuel de Castro entram e saem dos hospitais para fazer e desfazer curas de desintoxicação alcoólica. Agora foi-me dito que, com o Manuel de Castro, já se poderia contar com um cadáver definitivo. Há bem uns seis ou sete anos que ele andava para morrer. Ressuscitava a cada passo. Anteontem, dia 12 de Setembro, já não ressuscitou. Provavelmente, estava cansado de tanta ressurreição.

Os discursos da vida e da poesia fundem-se aqui e ali, para depois seguirem caminhos divergentes: ao contrário de Herberto, que lhe põe ponto final, ao garantir que a 12 de Setembro o amigo já não ressuscitara, Manuel de Castro semeou os seus livros de símbolos de passagem, num entendimento de si mesmo como navio e da sua vida como viagem: pontes e arcos mostram que é possível atravessar o rio da matéria.

Além de Paralelo W e A estrela rutilante, informa Herberto que os familiares lhe tinham destruído pelo menos um livro já organizado, Escorpião, e diversos textos soltos. E que havia outras coisas dele por aí, algumas decerto irrecuperáveis porque as deixara pelos caminhos da França e da Alemanha, e também por alguns bares de Lisboa. Luiz Pacheco refere factos idênticos, em «Os poetas sonegados» (6), e aos livros publicados acrescenta Zona, com poemas anteriores a 1957, impresso mas sem capa, donde não chegara a circular. António Cândido Franco, em e-mail, comenta que o autor desconsiderou esse livro por juvenilia. Luiz Pacheco diz que a viúva, Maria Natália Freire de Castro Cabrita, compilara tudo o que pudera. Esperava ele, Luiz Pacheco editor, que a obra completa de Manuel de Castro viesse a ser publicada; anexa, no final do artigo, uma carta do poeta a falar de dois livros, um que lhe sugere publique, e um romance ainda a meio: História para cavalinhos de circo o primeiro, e o meado com título Aventuras do capitão Batata. Oxalá os manuscritos tenham sobrevivido e ainda vejam a luz: para iluminação maior da sua obra, a avaliar pelos títulos, trata-se de obras para crianças de um poeta cujo maior drama não é a morte, sim o de ser poeta de uma infância que na vida não teve, por isso era justo que a tivesse em literatura.

Já findo este artigo, António Cândido enviou-me as «Três perguntas a Ricardo Ventura», incluídas neste volume. De acordo com as informações prestadas, o espólio de Manuel de Castro inclui um maço «constituído por um pequeno livro inédito, Histórias para cavalinhos de circo, que inclui quatro títulos: “Catarina, ou os erros da juventude”, “La madre que te parió”, “O espadachim, o clown e o bastardo” e “Clélia Conti”,”. Não se trata de literatura para crianças, mas mais provavelmente de uma, cuja publicação desejamos e aguardamos.

No meu livro A obra ao rubro de Herberto Helder (7) refiro o pormenor de, neste texto do Notícia, Herberto, que diz não ter biblioteca, e ter perdido os exemplares que o Manuel lhe oferecera dos seus dois livros, se lembrar do poema, primeiro de Paralelo W, em que lemos: “todos os meus amigos são rosas brancas”. Notam-se algumas coincidências lexicais ou mesmo temáticas entre os dois amigos, uma delas é essa proliferação de flores nos poemas. As rosas dominam os jardins herbertianos. São irrelevantes estas coincidências, porque lhes faltam sequência e consequências. Não passam de curiosidades, por isso menciono esta outra: a flecha junto ao canto. Em O amor em visita, aparece a expressão com uma flecha em meu flanco cantarei. Vejamos os últimos versos de “Rosas, tranquilas rosas”, de Manuel de Castro: 

Aqui o tempo é longo.

Isolados em uma estranha terra.

Uma flecha canta

– uma flecha é esta música triste

que incandesce o sangue,

 

uma flecha atravessa simplesmente o espaço. 

Mais além deste pormenor, numa visão ampla, direi que tendência comum em ambos é a teatralização da música, ela e os seus instrumentos estão presentes na poesia em abundância similar à das flores. Por isso, sim, completemos a frase em que aparecem os amigos-rosa, em Manuel de Castro: “Todos os meus amigos são rosas brancas / todo o meu amor é ave lenta.”

De modo algo enigmático, Herberto comenta: Num certo plano que urgia inquirir incansavelmente, encontrávamo-nos em situação de “rosas brancas” mas não havia perdão entre nós. As rosas brancas simbolizam um perdão que paradoxalmente não existia na geração de poetas que as invocam? Eles eram puros, marginais à corrupção do seu tempo, mas implacáveis.

Os poetas sentem-se uns aos outros: António Cândido Franco fala dos “versos de gelo” de Manuel de Castro, e realmente existe frio de neve nas suas cidades desertas, onde não passa ninguém. Não é um gelo interior, sim exterior, por despovoamento humano das paisagens. Se personagens encontramos nos seus versos, são de deuses como Varuna e Ísis ou de figuras míticas como Eurídice. Também existe uma inesperada profissão de fé islâmica, que ergue na praça o Deus único, em: “Allah é grande”. Lê-se um poema semi-narrativo em Bonsoir, Madame, em que um homem de capa sobe as escadas de um templo, mas é de um defunto que se trata. Com uma ou outra exceção, o panorama geral é o do deserto, daí uma das percepções dos versos gelados.

Herberto Helder, em vez de gelo, comenta que os poemas de Manuel de Castro possuem uma doçura oculta perfeitamente envenenada pela raiva e pelo medo. Suponho que ele andava, desde o princípio, em busca de algo que, com todos os perigos, se pode chamar de “paz”. Mas não pertencia ao tipo de pessoas que encontra a paz na primeira, na segunda, ou na milésima esquina da terra. Havia momentos em que se divertia loucamente a dar dentadas nas suas próprias mãos. Existe quem não perceba destes divertimentos. O que unia o nosso grupo é que todos percebíamos de dentadas.

Irmanava-os o sofrimento. Dentadas do Poder, dentadas do Pai, como sugere António Cândido, e eu faria um excurso crítico a partir destes dados todos, acrescentados à informação chocante de Joana Emídio Marques, segundo a qual, em criança, o Manuel vira o pai espancar mortalmente a mãe, para declarar que a obra de Manuel de Castro nos deixa gelados a nós, leitores, não pelo que nela há, sim pelo que nela falta. E neste ponto, diferentemente de Herberto, com quem mantém alguns pontos de contacto, o que é irrelevante, Manuel distingue-se totalmente dele, o que me parece já muito interessante, por a diferença abrir rosáceas de luz no discurso hermético - as relações entre termos parentais são quase opostas num e noutro; a palavra «mãe» está absolutamente ausente dos dois livros publicados em vida por Manuel de Castro, Paralelo W e A estrela rutilante. Só aparece uma vez, que eu visse, em Bonsoir, Madame, num dos textos dispersos aqui reunidos, «Poema para uma hera»: 

meu pai é o pássaro cavernícola

cujo olhar tem o sentido das bússolas subterrâneas

e minha mãe cravejada de diamantes

ali jaz candura

tão inútil como um jornal diário

definitiva e absurda como um crustáceo oco 

Não vamos discutir o valor biográfico da colagem destes versos à infância real do poeta, tendo eu acabado de dizer que a presença do termo «mãe» em toda a obra é quase nula. É bem provável que ele esteja a criar pais imaginários e não a ver o seu retrato no espelho dos versos. E no entanto eu diria que existe uma mãe nos livros, e que ela é Manuel de Castro. Eis um assunto extraordinário, fundamentado apenas em duas circunstâncias opostas: a água e a noite de luar como imagens matriciais dominantes nos dois livros; de outra parte, a inexistência de termos referidos a membros da família. Salvo raríssimas exceções, dignas portanto de ser mencionadas, o léxico de Manuel de Castro carece das palavras “mãe”, “irmã”, “irmão”, “pai”, “filho” e “filha” alusivos ou não a um contexto de família. Vale a pena comparar com o caso de Herberto Helder, que ficou órfão de mãe em criança, no qual abundam não só os termos como as figuras de mãe e de irmãs. O pai tem expressão fraca, aparece sobretudo num dos contos de Os passos em volta, agora a presença de mãe é tão intensa que se multiplica na estranha expressão “as mães”.

Em Paralelo W, mais do que no segundo livro, o que reina é a infância, mas uma infância sem família, de total orfandade. É uma infância amputada, impedida de chegar ao seu termo e por isso de se prolongar naturalmente até à idade adulta, manifesta a paragem no modo como se apresentam brinquedos e jogos próprios: as efémeras bolas de sabão e o papagaio de papel que se ergue no céu mas cujo fio parte. Manuel refere que não jogou ao arco, quando é tão importante na obra essa imagem, juntamente com a da ponte, ambas alusivas a passagem de um nível a outro nível. Infância que o poeta diz ser ele mesmo a interromper, em versos de caráter suicida: Tenho como certo que isto não resiste / que eu próprio hei-de quebrar o berço aos pedaços / o berço delicado onde matei um jovem / a fim de o ver sereno listrado de luar.

No último poema de Paralelo W, a imagem que o poeta dá de si mesmo é o da boneca de papel. Se diz ser navio ou a estrela rutilante, o resultado é idêntico, na distância incomensurável entre a realidade destas imagens e a do homem, humanamente falando, que foi. É pela falta que nos comovemos, é pela falta que os poemas se humanizam, nas suas paisagens tecnológicas, é pela falta que a própria noção de sujeito ganha alma, a falta de pai e mãe. Haverá falta maior do que a manifesta no poema «Ode à infância»? Um fantasma emerge das águas, flutua, os cabelos derramados, como Ofélia, quase ouvimos o sujeito lírico chamar por ela, a «Máscara do desejo» quase lhe cai da cara, mas a ausência é um silêncio lancinante – falta a palavra “mãe”. Faltam aliás quaisquer membros de família.

Se em Herberto Helder temos uma mãe plural, quer dizer, um poeta com número indeterminado de mães, em Manuel de Castro o termo falta. Nem uma nem muitas, a palavra é uma ausência. “Pai” também é termo em falta, com duas ou três exceções, uma já vista acima. A segunda exceção, generalizável a pai e mãe de todos os da sua geração, em “Equidistante e neutro”: O puzzle vai ser reconstituído / com as caveiras dos nossos pais / a bruma, e a dissolução dos astros. 

“Guardo um companheiro que se não destina a consumo público” – remata Herberto Helder. Isto vai bem: há uma quantidade de cadáveres precoces. Um dia destes, acordamos cobertos de cadáveres. Teremos de encontrar o cheiro das ‘rosas brancas’ para conseguir respirar, se é que vamos querer respirar. Uma das expressões cultivadas asperamente pelo Manuel de Castro era: “Está podre!”. Pois está, digo eu. E isto já se passa numa eternidade que não existe.

Este texto do Notícia foi recuperado parcialmente em Photomaton & Vox. Sem marcas biográficas, sem nomes de ninguém, como se Herberto Helder tivesse cometido autofagia, assumindo como dele o que atribuiu a Manuel, ou como se o que pertence a Manuel pertencesse a toda a geração, deles e nossa, a geração das antropofagias, das dentadas e da falta de país – de pais, queria dizer.

NOTAS

1 António Barahona, «Memória do Café Gelo». Em: http://www.culturafnac.pt/memoria-do-cafe-gelo/

2 “Eu que apareci acidentalmente vivo”, texto de HH e colagem de Carlos Fernandes. Notícia, Luanda, nº 615, 18 de setembro de 1971.

3 Mauro Jorge Santos, «Portugal e Manuel de Castro: a viagem interior ao além-mar e além-real». Agulha, revista de cultura, nº 34. Fortaleza, São Paulo, 2003. Em: http://www.revista.agulha.nom.br/ag34castro.htm .  Consultado a 3.03.2014.

4 José-Luís Ferreira (textos) e Henrique Gabriel (imagens) publicam o blogue “Hormonas para Sísifo”, bem como e-books homónimos. José-Luís Ferreira lembra, no blogue, a sua parceria nesta rubrica, cujo título faz reviver na internet como homenagem a Manuel de Castro. http://www.hgabriel.net/hormonasparasisifo (março, 2014).

5 Joana Emídio Marques, “A segunda vida de Manuel de Castro, uma estrela rutilante na poesia portuguesa”. Diário de Notícias, 8 de fevereiro de 2014.

6 Luiz Pacheco, «Os poetas sonegados». Em Literatura comestível. Lisboa, Editorial Estampa, 1872.

7 Maria Estela Guedes, A obra ao rubro de Herberto Helder. São Paulo, Editora Escrituras, 2010.

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Maria Estela Guedes (1947, Britiande / Portugal). Diretora do Triplov

Membro da Associação Portuguesa de Escritores, da Sociedade Portuguesa de Autores, do Centro Interdisciplinar da Universidade de Lisboa e do Instituto São Tomás de Aquino. Directora do TriploV.

LIVROS

“Herberto Helder, Poeta Obscuro”. Moraes Editores, Lisboa, 1979;  “SO2” . Guimarães Editores, Lisboa, 1980; “Eco, Pedras Rolantes”, Ler Editora, Lisboa, 1983; “Crime no Museu de Philosophia Natural”, Guimarães Editores, Lisboa, 1984; “Mário de Sá Carneiro”. Editorial Presença, Lisboa, 1985; “O Lagarto do Âmbar”. Rolim Editora, Lisboa, 1987; “Ernesto de Sousa – Itinerário dos Itinerários”. Galeria Almada Negreiros, Lisboa, 1987 (colaboração e co-organização); “À Sombra de Orpheu”. Guimarães Editores e Associação Portuguesa de Escritores, Lisboa, 1990; “Prof. G. F. Sacarrão”. Lisboa. Museu Nacional de História Natural-Museu Bocage, 1993; “Carbonários : Operação Salamandra: Chioglossa lusitanica Bocage, 1864”. Em colaboração com Nuno Marques Peiriço. Palmela, Contraponto Editora, 1998; “Lápis de Carvão”. Apenas Livros Editora, Lisboa, 2005; “A_maar_gato”. Lisboa, Editorial Minerva, 2005; “À la Carbonara”. Lisboa, Apenas Livros Lda, 2007. Em co-autoria com J.-C. Cabanel & Silvio Luis Benítez Lopez; “A Boba”. Apenas Livros Editora, Lisboa, 2007; “Tríptico a solo”. São Paulo, Editora Escrituras, 2007; “A poesia na Óptica da Óptica”. Lisboa, Apenas Livros Lda, 2008; “Chão de papel”. Apenas Livros Editora, Lisboa. 2009; “Geisers”. Bembibre, Ed. Incomunidade, 2009; “Quem, às portas de Tebas? – Três artistas modernos em Portugal”. Editora Arte-Livros, São Paulo, 2010. “Tango Sebastião”. Apenas Livros Editora, Lisboa. 2010. «A obra ao rubro de Herberto Helder», São Paulo, Editora Escrituras, 1010; "Arboreto». São Paulo, Arte-Livros, 2011; "Risco da terra", Lisboa, Apenas Livros, 2011; "Brasil", São Paulo, Arte-Livros, 2012; "Um bilhete para o Teatro do Céu", Lisboa, Apenas Livros, 2013; Folhas de Flandres,  Lisboa, Apenas Livros, 2014.

ALGUNS COLECTIVOS

"Poem'arte - nas margens da poesia". III Bienal de Poesia de Silves, 2008, Câmara Municipal de Silves. Inclui CDRom homónimo, com poemas ditos pelos elementos do grupo Experiment'arte. “O reverso do olhar”, Exposição Internacional de Surrealismo Actual. Coimbra, 2008; “Os dias do amor - Um poema para cada dia do ano”. Parede, Ministério dos Livros Editores, 2009. Entrada sobre a Carbonária no Dicionário Histórico das Ordens e Instituições Afins em Portugal, Lisboa, Gradiva Editora, 2010; «A minha vida vista do papel», in Ana Maria Haddad Baptista & Rosemary Roggero, Tempo-Memória na Educação. São Paulo, 2014.

TEATRO

Multimedia “O Lagarto do Âmbar, levado à cena em 1987, no ACARTE, Fundação Calouste Gulbenkian, com direcção de Alberto Lopes e interpretação de João Grosso, Ângela Pinto e Maria José Camecelha, e cenografia de Xana; “A Boba”, levado à cena em 2008 no Teatro Experimental de Cascais, com encenação de Carlos Avilez, cenografia de Fernando Alvarez  e interpretação de Maria Vieira. 

 

 




 



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