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O país percorria,
A alma, a fonte,
Lonjura de lés a lés,
Subindo ao monte
Onde ninguém ia.
Deu-lhe a morte o tempo
De ter asas sem pés,
Para que os versos de luz
Deixassem só a foto e a tinta
Nos autocarros de Coimbra.
Janeiro de 2010
Eduardo Aroso |
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Eduardo Aroso nasceu em 1952, em Coimbra.
Professor de Educação Musical, em cuja actividade se reparte pela
didáctica da música e da composição, tendo feito, durante alguns anos,
formação de professores do 1º ciclo do ensino básico. Foi regente do
Coro de Professores de Coimbra e co-fundador da Academia Monteverdi e da
Tertúlia do Fado de Coimbra. Na sua actividade literária contam-se as publicações: A Poesia vai à
Escola (obra adquirida pela Fundação Calouste Gulbenkian), Poemas do
Arquétipo, O Olhar da Serra, Habitante Sensível, A Quinta Nau e A
Guitarra Portuguesa – Aproximações Histórico-Musicais à sua Génese e
Fixação em Portugal (ensaio). Incluído em: Antologia Ibero-Americana de
Homenagem a Rosalía de Castro, Antologia da Bienal de Poesia de Madrid
(25 nações), Homenagem a Gerardo Diego, Homenagem a Claudio Rodríguez,
Álamo (Salamanca 2002 – Ciudad Europea de la Cultura) e A Jeito de
Homenagem a Eugénio de Andrade (antologia incluindo mais de 200 poetas
do mundo hispânico). Colaborações: Revista de Poesia Álamo (Salamanca),
EL Pregonero (Madrid), S. Paulo Destaque (S. Paulo), Artes & Artes
(Lisboa), Teoremas de Filosofa (Porto). Co-fundador do Gresfoz - Grupo
de Estudos Figueira da Foz – 1983, Co-subscritor para a Fundação da
Academia Ibero-Americana de Letras (Madrid); 1987. Na esfera da filosofia e do pensamento português, reconhece na chamada Escola Portuense, e nos diversos círculos de discípulos ao longo do tempo, a via para uma autêntica Tradição Portuguesa que é a de ser universal. De Agostinho da Silva - com quem partilhou um intenso convívio epistolar - à companhia actual dos pensadores António Telmo, Pinharanda
Gomes, Carlos Aurélio, Joaquim Domingues, até
às gerações mais novas, onde se destacam Pedro Sinde e Pedro Martins,
vem participando em vários encontros e publicações. Cultiva o
autodidactismo como a mais salutar actividade quotidiana. |