Simbolismo e cor nos bordados de Castelo Branco:
Alquimias de um Jardim para a cama dos noivos
M. Fátima Paixão*

INDEX

Introdução
Sobre o bordado de Castelo Branco : Origem, estrutura e pontos
Simbolismo
De tarefa individual a ex libris da cidade
Cores e corantes no bordado de Castelo Branco
Plantas e animais tintureiros
As fibras
Actividades experimentais
Breve apontamento histórico, recente de pouco mais de um século, dos corantes sintéticos, que fizeram secar os jardins das plantas tintureiras
O Jardim semeado na cidade
Bibliografia

A cama dos noivos em imagens

Actividades experimentais

Desenvolvemos, em colaboração com algumas escolas da região, algumas actividades experimentais para obter alguns corantes naturais usados no bordado de Castelo Branco, a partir de algumas das plantas a que já aludimos: a juglona da casca verde de noz, a apigenina das flores de camomila, a flavona da casca de cebola, a cianidina dos lírios, das papoilas e dos agapantus, a alizarina da raiz da ruiva, entre outras, o que implicou a pesquisa e organização de protocolos experimentais adequados a cada um deles.

Algumas técnicas laboratoriais simples foram usadas tais como a preparação de soluções, a destilação, o arrasto de vapor ou a extracção por solventes, e procedeu-se ao tingimento de fios de seda. A obtenção de corantes de uma planta ou animal requer sucessivas operações, o que faz lembrar processos da alquimia: a maceração, decocção, destilação, decantação, precipitação, filtração, lavagem e secagem. Um tal trabalho valoriza a alquimia no seu profundo contributo (técnico) para a ciência (Delamare et Guineau, p. 55 e 56).

Foram também usados mordentes, substâncias capazes de aumentar a interacção entre os corantes e as fibras e de proporcionar a obtenção de uma grande variedade de cores. Usámos sais de metais e também o vinagre, pois nas declarações de uma mestra da Oficina-escola do Museu, usava-se principalmente o vinagre com essa função de fixar o corante e, ao mesmo tempo, de alterar as cores e/ou tonalidades.

Sempre que se obtinham corantes, eram comparados com as cores dos bordados de Castelo Branco, em particular com as das colchas antigas.

Recorre-se, actualmente, a processos industriais de síntese dos corantes e de tingimento.

 
(*) Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Castelo Branco.
E-mail: fatimapaixao@ese.ipcb.pt

 

Apenas

"Naturarte" e "Lápis de Carvão"
Comunicações aos colóquios em livros de cordel, publicados pela
Apenas Livros Lda.

Outros espaços da ciência no sítio:

Jardins

Naturalismo

Naturarte

Outros espaços da espiritualidade no sítio:

ISTA - site do Instituto S. Tomás de Aquino

Espirituais

Alquimia em Portugal - António Amorim da Costa

La Langue des Oiseaux - Richard Khaitzine

Associação de Socorros Mútuos Artística Vimaranense (ASMAV) - Guimarães
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Última Actualização:
17-Mar-2007


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