CD Mário Montaut e Floriano Martins no MusiBrasil (Itália)
Luís Reis - Editor TriploG
Ana Lee escreveu:
Mário Montaut e Floriano Martins: Brincos do mar e o infinito
(2007)
Scritto da Antonio Forni
Italia, 3 febbraio 2010
Stampa questo articolo
Il cantante e compositore paulistano Mário Montaut stringe una fruttuosa alleanza artistica con il poeta e letterato cearense Floriano Martins in questo disco insolito e controcorrente, atipico sia nei toni che nella struttura. Con il supporto della voce delicata di Ana Lee, conterranea di Montaut e accompagnato da sensibili strumentisti, il sodalizio presenta diciassette sonetti in musica, difficilmente definibili «canzoni» /tout court/.
Che la profezia formulata da Chico Buarque in “Palavra (en)cantada” sia sul punto di avverarsi? Che la costruzione tradizionale e il destino stesso del formato-brano stiano già cambiando, confermando il vaticinio del grande /letrista/ carioca? Che, nel rapporto tra musica e testo, la nota sia destinata a rivestire un ruolo secondario rispetto alla parola o, comunque, a perdere preponderanza? Niente di tutto ciò. In questo lavoro, semplicemente, rivive la vecchia idea del /concept album/, tanto cara al rock progressivo degli anni settanta ma anche a Vinícius e Toquinho. Pure in “Brincos do mar e o infinito…” le tracce descrivono orbite concentriche intorno al tema dell’emozione e nel loro insieme costituiscono i tasselli di un mosaico. Certo la poesia e la poetica qui sono fondamentali, ma il loro amalgama sonoro con la melodia risulta comunque armonioso ed equilibrato. E l’impegno profuso nella realizzazione di un opera da ascoltare nella sua totalità, secondo una precisa successione, è sinceramente rinfrancante. Tanto da farci pensare che il paradosso espresso da Buarque nel documentario diretto da Helena Solberg costituisse una geniale provocazione. Tra soavi e bucoliche atmosfere vagamente cinquecentesche, create da echi di fagotti, arpe, viole e violoncelli, Montaut e Martins viaggiano in aperta campagna surrealista, incontrando lungo il percorso /modinha, //seresta/, fado e ballate pure.
Peregrinando attraverso varie stazioni della suggestione, passano per la flamenca “Quero ser a tua mulher”, la lusitana “Agosto”, la fervorosa “Procissão”, l’indolente “Antes da partida” e la cantilenante “Vício secreto”. Non serve concepire sillogismi o escogitare astrazioni per definire questo libro sonoro. Basta il titolo di uno dei suoi capitoli. Quello scritto dal bardo e dal menestrello è un “Poema errante”, che va letto con il cuore. ****
O cantor e compositor paulistano Mário Montaut firma uma frutífera aliança artística com o poeta e literato cearense Floriano Martins neste disco insólito e contracorrente, atípico tanto nos tons como na estrutura. com o apoio da voz delicada de Ana Lee, patrícia de Montaut e acompanhado por sensíveis instrumentistas, o grupo apresenta 17 sonetos em música, dificilmente definíveis como “canções” apenas.
Que a profecia formulada por Chico Buarque em “Palavra (en)cantada” esteja a ponto de tornar-se real? Que a construção tradicional e o próprio destino do formato canção já estejam mudando, confirmando o vaticínio do grande letrista carioca? Que, na relação entre música e texto, a nota seja destinada a revestir um papel secundário em relação à palavra ou, de todo modo, a perder preponderância?? Nada disso.
Neste trabalho, simplesmente, revive a velha idéia do álbum conceitual, tão cara ao rock progressivo dos anos 70 mas também a Vinícius e Toquinho. Mesmo em “Brincos do mar e o infinito…” os traços descrevem órbitas concêntricas em torno do tema da emoção e em seu conjunto constituem as peças de um mosaico. Certo que a poesia e a poética aqui são fundamentais, mas seu amálgama sonoro com a melodia resulta de qualquer modo harmonioso e equilibrado. E o empenho profuso na realização de uma obra a ser ouvida em sua totalidade, segundo uma precisa sucessão, é sinceramente assegurador. Tanto que nos faz pensar que o paradoxo expresso por Buarque no documentário dirigido por Helena Solberg constituísse uma genial provocação. Entre suaves e bucólicas atmosferas vagamente cinqüentistas, criadas por eco de fagotes, harpas, violas e violoncelos, Montaut e Martins viajam em aberta campanha surrealista, encontrando ao longo do percurso modinha, seresta, fado e bailados puros.
Peregrinando através de várias estações da sugestão, passam pela flamenca “Quero ser a tua mulher”, a lusitana “Agosto”, a fervorosa “Procissão”, a indolente “Antes da partida” e a cantilena “Vício secreto”. Não cabe conceber silogismos e cogitar abstrações para definir este livro sonoro. Basta o título de um de seus capítulos. Aquele escrito pelo bardo e pelo menestrel é um “Poema errante”, que deve ser lido com o coração.
Posted in TriploG |
No Comments »
