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25 de Abril na Herdade do Freixo do Meio

April 23rd, 2009 by Estela Guedes - Editor TriploG

PROJECTO APRILIUS

HERDADE DO FREIXO DO MEIO (Montemor-O-Novo)

FESTA DA PRIMAVERA

25 de Abril de 2009

Cartaz

FICHA TÉCNICA

PROMOTOR: SOCIEDADE AGRÍCOLA HERDADE DO FREIXO DO MEIO, S.A.

CONCEPÇÃO E DIRECÇÃO DE PROJECTO: MARIA TERESA BISPO

FOTOGRAFIA: JOSÉ MANUEL GEMA

MEIOS TÉCNICOS AÚDIO: PURO AÚDIO

OPERADOR DE SOM: MIGUEL CALDEIRA

O Projecto Aprilius é concebido para acontecer num único dia – o 25 de Abril, Festa da Primavera - do ano de 2009, tomando a designação latina para o mês de Abril como identificação do projecto. O quarto mês do ano compreende trinta dias nos calendários juliano e gregoriano e subjaz-lhe a ideia do tempo em que a terra se “abre” e se “amacia” para receber as sementes, sendo por isso associado à fertilidade, ao ciclo rural e ao tempo circular.

SENTIR MONTADO

A diversidade e equilíbrio inerentes ao conceito de Montado, articulando os recursos naturais, animais e vegetais, patenteiam no dia a dia uma atitude ecológica, cumprindo com os ciclos naturais de recolecção e com as intenções produtivas de conciliação ambiental.

O projecto que se pretende levar a cabo propõe experiências individuais e sensoriais recreadoras do imaginário do montado, induzindo através dos sons e das texturas uma pré-ambiência favorecedora de acuidades, despertadas para as deambulações que cada pessoa ou família poderá de seguida realizar. Nesse figurino cada indivíduo será desafiado a participar activamente nessa experiência, interferindo livremente com os elementos.

OBJECTIVOS

Trazer às pessoas, eventuais visitantes, a diversidade dos materiais e elementos do montado, através de uma motivação sonora e sensorial. Convocadas a participar na construção de uma ambiência, interior de um espaço, intróito à descoberta da herdade, cumprindo com o princípio essencial em que todos os elementos têm uma natureza reciclável e integram parte das características e das actividades do montado. A elaboração dessa ambiência terá como resultado, num acto primevo e deliberado, uma composição individual cujo somatório, menos consciente e sucessivo, absorverá todas as participações num conjunto único. Nesta perspectiva remete igualmente para a organização do trabalho que acontece na herdade, na realização de tarefas individuais, sucessivas e repetitivas, objectivando um resultado final, no contexto de um plano de interacção com a natureza. Este ciclo de equilíbrio tudo transforma e harmoniza ao fornecer os elementos que o homem precisa para sua sobrevivência e de todos os animais da herdade, assegurando à terra a respectiva devolução por meios ecológicos em que o ambiente se elabora na relação equitativa entre todos os seres vivos e todos os componentes orgânicos.

CONSTRUÇÃO DA EXPERIÊNCIA

Uma sala, já seleccionada - hexagonal, localizada à entrada da herdade – para recepção e convite às actividades que durante esse dia qualquer pessoa poderá desenvolver. A forma hexagonal remete-nos para a ideia de equilíbrio, já que o número seis é o número perfeito na lógica pitagórica (aquele cujos divisores multiplicados ou somados dão o mesmo número). A forma hexagonal replica muitas das formas estruturais da natureza, quer as visíveis a olho nu, como o interior das colmeias, quer aquelas só detectáveis com o auxílio da mais sofisticada tecnologia, como as estruturas moleculares. O polígono de seis faces devido ao seu desenho cumpre com cabal proporção e dinâmica a sistémica organizacional, de que a condição humana tem vindo a socorrer-se não apenas nas fortificações militares, mas também na planta habitacional. Esse equilíbrio formal contribui para a proposta de uma actividade dividida em dois momentos: o primeiro entre as 10h e as 14h, o segundo entre as 14h e as 18h.

Assim, nessa sala, serão dispostos 12 sons, perceptíveis tanto na sua singularidade aquando da diminuição da distância entre o ponto acústico e a pessoa, como na combinação do seu conjunto quando o ponto de referência se movimenta, na promoção da equidistância, pelo que foram seleccionados os seguintes sons: água, vento na folhagem das árvores, pássaros, cascos de cavalos, vozes de pessoas, cantares, tractor, chocalhos, cigarras, mugir das vacas, bicicletas, passos e ovelhas. Serão, igualmente, afixadas 6 imagens da herdade, instantes imobilizados que remetem e sublinham a atmosfera do montado. À entrada da sala amontoam-se 12 tipos de materiais que se disponibilizam em número de 12 constituídos por: cortiça, palha, bolota, pedras, terra, ramos de árvore, cartão, serapilheira, folhas, fruta, lã de ovelha e vagens.

Após a apresentação da actividade cada visitante/participante poderá escolher três elementos diferentes que irá colocar como quiser dentro da sala. Ao longo da manhã o espaço ir-se-á transformando, pela transferência e acumulação dos materiais que estavam no exterior, geridos individual e aleatoriamente, impelidos ou não pela interferência emocional dos sons, pela perturbação das texturas, da temperatura, do peso, da rugosidade dos elementos transportados, mas igualmente pela morfologia que se vai desenvolvendo no próprio interior, cumulativamente. Ao final da manhã teremos a sala modificada por essa participação, a qual poderá ser revisitada para observação do resultado final, ao longo da tarde, por todos os seus actores. Estas duas fases serão registadas em filme. Desta forma, assegura-se num primeiro momento a participação individual e num segundo momento o acesso cabal a todas as participações como um contributo uno e já indissociável.

Para conhecer
o Projecto NaturaMeio - Natureza e Eficiência
na Herdade do Freixo do Meio -
clique em
http://naturameio.wordpress.com

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