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Primeiras reacções do Nobel da Literatura

October 20th, 2008 by Estela Guedes - Editor TriploG

Le Clézio na rádio sueca

O prémio Nobel de literatura foi dado ao escritor francês J.M.G. Le Clézio para sua obra inspirada em viagens, exilo, nostalgia. Ele foi o terceiro francês a receber este prémio e é uns dos autores franceses mais traduzidos no mundo. Sua obra, muita diversificada, fala sobre diferentes culturas de África, América latina e Oceânia.
A Academia quis honrar um escritor da ruptura, da aventura poética e do êxtase sensual, explorador de uma nova humanidade além da civilização reinante.
Toda a sua obra se alimenta da diversidade das suas origens e de suas numerosas viagens. Se fala dele como o escritor nómada, o índio na cidade. Disse que escrever não é só estar sentado e confessar a si mesmo se não também escutar o barulho do mundo. Pensa que a novela é um bom meio para se interrogar sobre o mundo actual. Criança das Ilhas Maurícias e da Nigéria, adolescente de Nice, nómada dos desertos americanos e africanos, o escritor Jean-Marie Le Clézio é um cidadão do mundo, filho de todos os continentes e de todas as culturas.
Este prémio coroa uma obra de grande dimensão, espiritual e humanista, com muitos acentos universais e assim como uma escritura exigente e inventivo.
A­tra­vés dos livros de Le Clézio, viajamos pelos mais luminosos valores humanistas que estão celebrados na França que pro­mo­ve, na comunidade internacional, a to­lerância, respeito das liberdades individuais e dos direitos das minorias e o papel essen­cial da cultura no de-senvolvimento do indivíduo. Hoje, com Le Clézio, toda a literatura francesa e francófona que se encontra honrada. Estas forma as primeiras reacções do escritor para na rádio sueca, minutos depois da sua consagração.

Bom dia senhor Le Clézio, estamos em directo, parabéns para o prémio…
Obrigado, estou muito emocionado. É uma grande honra para mim e agradeço com sinceridade a Ac­ademia.

Como recebeu a notícia ?
Foi um membro da Academia que ligou para o telefone da minha mulher numa altura em que estava a ler.

Morou em vários países. Qual é o país que poderia chamar seu ?
Gosto muito da Ilhas Maurícias porque é a terra dos meus avós. É a minha pequena pátria, podemos dizer. Para mim as Ilhas Maurícias é uns dos lugares que mais gosto no mundo.

Considerou-se mais um escritor francês ou um escritor francófono?
Não acho que se possa fazer uma distinção. Nasci em França, estudei lá, o meu pai era britânico, sou o resultado de uma mistura, como muitas pessoas.

Quais são os temas, actuais, que considera mais importantes?
Mais importantes? Acho que seria testemunhar uma certa generosidade porque o mais importante na vida, é ter relacões harmoniosas com a gente e com a natureza .

Fonte: Jornal de Angola Online

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