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Nova Águia, por Pinharanda Gomes

July 11th, 2008 by triplov

“Nova Águia» é o título de uma revista de cultura para o século XXI. O primeiro núme­ro, correspondente ao 1.° semestre de 2008, encontra-se actualmente em apresentação em diversas localidades do País. Em Lisboa, ela realizou-se no pretérito dia 31 de Maio, concitando um amplo salão totalmente lotado.

O título retoma… e renova o patri­mónio da «Renascença Portuguesa», que teve a revista «A Águia» (1910­1932) por órgão promocional. Nesses distantes anos do início do século XX, e nas palavras de Teixeira de Pascoaes, o movimento renascentista convidou e motivou todas as forças construtivas a organizarem-se e a trabalharem no sentido de retirar a pátria de um momento genésico, mas caótico. Pela primeira vez, e de um modo transparente à propaganda de ideologias meramente politicas, ávidas de poder, «A Águia» veiculou um sistema de princípios filosóficos e patrióticos, entre eles o do primado da educação para a República. A avidez do poder não pensou nesse argumento de fundo, que fosse o de a República não ser nem possível, nem benéfica, sem a prévia educação do povo em geral, e dos escóis em particular, para a participação na vida da cidade nova. «A Águia», conforme escreveu um dos seus mentores, a revista surgia num momento em que os portugueses viviam um sentimento de mal estar, mas com o desejo de alguma coisa (não se sabia bem o quê) que unisse e que, estranho aos bandos partidá­rios, orientasse a vida nacional para a transcensão da crise e a edificação de uma cidade realmente nova.

«Renascença Portuguesa»
O movimento da «Renascença Portuguesa», que terminou enquanto tal nos anos 30, floresceu como as raízes do imorredoiro plátano, que, abatido, das suas raízes brotam múl­tiplos rebentos, nenhum igual a outro, mas todos bebendo da mesma seiva. Com efeito, desde então que as mais significativas publicações culturais, de natureza simplesmente literária, ou de índole filosófica e política, se reivindicam da matriz renascentista. Não apenas as publicações que nela radicando dela se afastarem (caso da «Seara Nova») mas também aquelas que mantiveram a magistralidade da Escola Portuense (caso do movi­mento da «Filosofia Portuguesa», da experiência da «Nova Renascença», ou antes, da Renovação Democrática) constituídas por um considerável número de pensadores oriundo dessa fonte, mas aos quais não foi concedido o acesso ao poder.
É num quadro de miserabilidade e de incoerência, de parlapatismo e de uma oratória mal alinhavada, cujas promessas soam a falso, mas que o povo ouve e passa (porque não dispõe de poder para clamar, basta!), que surge esta revista que se propõe continuar o projecto da «Renascen­ça Portuguesa» e aos correlativos movimentos posteriores, com uma circular abertura ao pluralismo, nela cabendo todas as vozes que, para além dos sectarismos estéreis, e das corporações de interesses como são os Partidos, acreditem no renascimento do oprimido Portugal e na construção da comunidade lusófona, abrindo ao homem uma vida livre, consciente, solidária, plena e total. Desde 1932, ano de encerramento de «A Águia» que ao País não fora proposto um tão ciente e consciente documento programático de vida pátria.

A ideia de Pátria
Envolvendo desde já cerca de quinhentas personalidades aderentes, a revista é dirigida pelos professores Paulo Borges, Celeste Natário e Renato Epifânio, unindo, tal como outrora, os núcleos de Lisboa e do Porto (a nível da Direcção) largamente apoiados por escritores e pensadores de outros países, sobretudo das regi­ões lusófonas e de simpatizantes da lusofonia ou da cultura portuguesa (lusíada).Este 1.° número é totalmente preenchido por estudos relativos à ideia de Pátria e à sua actualidade. Tal ideia gerou textos de natureza filosófica, poética e crítica, num vastíssimo painel em que, todavia, sobressai o Manifesto da revista, um documento em dez artigos: a recriação da revista para transformação das mentalidade a análise da profunda crise de Portugal e a sua aspiração a algo de novo; a morte a refundação de Portugal; o sentido português em busca as comunidade humana contra a civilização dominante; as virtuali­dades e o universalismo da lusofonia; a promoção geral dos valores portu­gueses face à globalização; tomar a Pátria lusófona uma alternativa mundial; libertação dos complexos que nos aprisionam; a apresentação do Movimento Internacional Lusófono (MIL); e, por fim, o desafio — unir céu e terra, levantar vôo e, de pés fincados na terra, que a águia, com coração de pomba, liberte os corações dos seres. Trinta anos depois de nos terem prometido uma sociedade alegre e justa, vivemos amargurados de tristeza e de pobreza, ignorando o que os eleitos gestores do Estado, tanto os situacionistas como os opo­sicionistas (se é que os há!), farão, se, e quando, meditarem as páginas da «Nova Águia», onde se anulam posições dextras e sinistras, dando lugar à contemplação activa da Pátria, que, segundo Bruno e Pascoaes, foi sempre infeliz com os políticos.


Publicada por Direcção: Paulo Borges, Celeste Natário e Renato Epifânio em NOVA ÁGUIA a 7/10/2008 05:11:00 PM


NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI
http://www.novaaguia.blogspot.com
SEDE NORTE: Associação Marânus; SEDE SUL: Associação Agostinho da Silva; SEDE DE REDACÇÃO: ASSOCIAÇÃO AGOSTINHO DA SILVA (Rua do Jasmim, 11, 2º – 1200-228 Lisboa; E-Mail: AgostinhodaSilva@mail.pt; Tel.: 21 3422783 / 96 7044286; http: www.agostinhodasilva.pt; NIF: 503488488; NIB: 0033 0000 2238 0019 8497 2)

A NOVA ÁGUIA está vinculada a três entidades : Associação Marânus/ Teixeira de Pascoes, Associação Agostinho da Silva e MIL : Movimento Internacional Lusófono. Inspirando-se na visão de Portugal e do Mundo de Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva, a NOVA ÁGUIA assume-se como um órgão plural.

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Los editores unen fuerzas frente a la apisonadora de Internet

July 10th, 2008 by triplov

EL PAIS 10 jul. 2008.

Los editores unen fuerzas frente a la apisonadora de Internet

El sector teme que la Red engulla al libro como está haciendo con el disco y el DVD

PILAR ÁLVAREZ

Santander — Son novelas muy cortas. No más de 25 páginas. Y tienen millones de lectores. Las consiguen en segundos y las leen… en el móvil. Ocurre en Japón, sobre todo con relatos manga. Pero es una realidad que llegará también a España. Audiolibros, móviles, PDA, miniordenadores, cualquier formato puede usurpar el puesto al papel o quitarle parte de su protagonismo.

Los editores no quieren que el fenómeno les pille desprevenidos. Un grupo de ellos se ha reunido en la Universidad Internacional Menéndez Pelayo de Santander para debatir sobre las nuevas formas de edición y el modo en que pueden afectar a los derechos de autor. Temen que al libro le ocurra lo que ha pasado con los discos o con las películas: Internet los ha engullido y se ha convertido en su principal canal de distribución, un canal en el que quien consume no siempre paga. Para evitarlo, los editores reclaman más apoyo de las leyes y prometen mantenerse alerta.

“No podemos dar la espalda a los nuevos canales”, asegura Esther Franch, responsable de Derechos de Autor de Larousse Editorial. Franch denuncia que, hoy por hoy, quienes controlan las ediciones electrónicas de los libros no son ni los escritores ni los editores, sino grandes empresas tecnológicas como Amazon, Apple o Google. Los que intervienen en la creación se quedan fuera.

“Estamos convencidos de que el libro en papel va a pervivir, pero tenemos que adaptarnos porque el usuario del futuro ha nacido en la era digital y tiene otras costumbres. Si nos adaptamos, tendremos más oportunidades y llegaremos a más gente”, explica Rosalina Díaz, directora general de Wolters Kluwer en España. Hacer negocio digital pero sin que los creadores pierdan su remuneración. No quieren un top manta o una red de descargas incontroladas. “El problema fue que cuando Internet ofreció la oportunidad de bajar música sin tener que pagar, la gente se sumó porque nadie les ofrecía una oferta legal, no había dónde comprarla en la Red”, precisa Díaz. Franch añade una premisa que tampoco se dio en las industrias musical y cinematográfica: “Debe quedar muy claro para el público que descargarse un libro es un robo, que no deben hacer en Internet lo que no harían en El Corte Inglés”. Además, reclama que se debe consensuar “cuanto antes” un formato único, “como ha ocurrido con el MP3 para la música”.

En Estados Unidos, Amazon comercializa un modelo conocido como Kindle. Fino como un libro de 50 páginas, permite descargarse obras, visitar las web de actualidad, acceder a enciclopedias online y hacer traducción simultánea de lo que estás leyendo si lo has comprado en otro idioma. En España aún no se comercializa; aquí todavía no se pueden descargar libros con garantías.

No es lo mismo que pasar las páginas, pero funciona. “Ocupa el mismo espacio que un libro, pero puedes llevar dentro 300″, explica Martí Manent, presidente de la Asociación de Comercio Electrónico y director general de Derecho.com, una web que ofrece un millar de libros jurídicos en PDF, tiene 25.000 clientes y 400 descargas al mes. Eso sí, pagadas. Manent desgranó las ventajas del libro digital: no hay costes de almacenamiento, la posibilidad de stock es infinita, permite ofrecer el producto 24 horas al día, una distribución casi gratuita y la posibilidad de llegar a nuevos mercados. Su web incluye un sistema de seguridad “que en principio se pensó para la CIA”. Protege los libros en PDF de las descargas no deseadas. Otra particularidad. Los libros son jurídicos, pero sus principales clientes no son abogados. “Tenemos picos de compra los domingos por la tarde, cuando el trabajador se prepara la jornada del día siguiente y necesita una información muy concreta, justo en ese momento y no después”, añade.

Pero antes de que ese sistema se extienda en nuestro país, la Federación de Gremios de Editores de España (FGEE) -presidida por Jordi Úbeda-, en la que están integradas 836 empresas editoriales y casi un 95% del sector, reclama que los nuevos soportes digitales tributen igual que los libros. Los formatos electrónicos son “una gran contribución”, según Antonio María Ávila, director ejecutivo de la Federación del Gremio de Editores de Prensa, pero debe ser “adecuadamente remunerado”. El 25% de las empresas, según Ávila, emplean ya nuevos soportes y hay más de 156 compañías que usan soporte “no papel” de forma habitual. Pero frente a los 12 euros de media del libro de toda la vida, el digital cuesta 7, añade.

Para regular piden normativas más modernas. La Ley de Lectura, con un año de vigencia, ya apunta a las nuevas tecnologías en la definición del libro. Es “toda unidad monográfica que pueda circular desde el que lo crea hasta el lector”, según Rogelio Blanco, director general de Libro, Archivos y Bibliotecas del Ministerio de Cultura, que se muestra optimista sobre la pervivencia del libro con sus tapas, sus hojas y el marcador. “Nada eliminará a nada”.

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CAPELINHOS, DE AL-ZÉI

July 8th, 2008 by triplov

O Vice-Presidente da Câmara Municipal
de Estremoz tem o prazer de
convidar Vª Exª, para a inauguração
da exposição “Capelinhos”, esculturas
de Al-Zéi.
O evento terá lugar no dia 13 de
Julho de 2008, pelas 17h, na Sala
de Exposições Temporárias do Centro
Cultural e Associativo Dr. José
Lourenço Marques Crespo.
APOIO
João Carlos Chouriço, Dr.
Vice-Presidente da Câmara Municipal de Estremoz

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MACHADO DE ASSIS REESCRITO

July 8th, 2008 by triplov

AUTORES ATUAIS REESCREVEM MACHADO DE ASSIS

No centenário da morte de Machado de Assis, com organização do premiado contista, doutor em Letras pela Unicamp e professor universitário Rinaldo de Fernandes, a Geração Editorial lança a antologia Capitu mandou flores: contos para Machado de Assis nos cem anos de sua morte, que, além de incluir os dez melhores contos de Machado, traz um conjunto de narrativas recriando esses dez melhores contos e passagens/situações do romance Dom Casmurro. São autores renomados, emergentes e jovens promessas da literatura brasileira atual que reescrevem Machado de Assis na antologia: Lygia Fagundes Telles, Moacyr Scliar, Hélio Pólvora, Cecília Prada, Nelson de Oliveira, André Sant’Anna, Fernando Bonassi, Glauco Mattoso, Ivana Arruda Leite, Andréa del Fuego, Marcelo Coelho, Deonísio da Silva, Daniel Piza, Godofredo de Oliveira Neto, Bernardo Ajzenberg, João Anzanello Carrascoza, Antonio Carlos Secchin, Leila Guenther, Marilia Arnaud, Rinaldo de Fernandes, Raimundo Carrero, Mário Chamie, Aleilton Fonseca, Tércia Montenegro, Maria Valéria Rezende, Maria Alzira Brum Lemos, W. J. Solha, Amador Ribeiro Neto, Carlos Gildemar Pontes, Nilto Maciel, Aldo Lopes de Araújo, Suênio Campos de Lucena, Carlos Ribeiro, Ronaldo Cagiano e Sérgio Fantini.

Diz Rinaldo de Fernandes, no texto de apresentação da antologia: “O conto ‘Missa do Galo’, de Machado de Assis, é aqui recriado por quatro escritores. Osman Lins, na década de 70, já havia preparado um livro propondo o mesmo a cinco autores: Antonio Callado, Autran Dourado, Julieta de Godoy Ladeira, Lygia Fagundes Telles e Nélida Pinõn. O próprio Osman Lins, com uma narrativa inédita, integrou o livro, intitulado Missa do Galo – variações sobre o mesmo tema. Retomei o projeto do autor de Avalovara e o ampliei. Agora não apenas ‘Missa do Galo’ é refeito, mas ainda nove outros contos de Machado. O conjunto dos dez contos aqui reescritos: ‘Missa do Galo’, ‘A Cartomante’, ‘O Espelho’, ‘Noite de Almirante’, ‘A causa secreta’, ‘Pai contra mãe’, ‘O Alienista’, ‘Uns braços’, ‘O Enfermeiro’ e ‘Teoria do medalhão’. Foram, na ordem em que estão, escolhidos como os melhores do Bruxo por dezessete escritores brasileiros, em enquete que realizei”. Diz ainda Rinaldo: “Para ampliar ainda mais o projeto em que me baseei, aqui são reescritos também trechos/situações do Dom Casmurro (um resumo do romance foi feito pela professora de literatura brasileira Sônia Maria van Dijck Lima). Há ainda alguns ensaios, fechando o livro, que investigam aspectos importantes da ficção, da poesia e do teatro machadianos.” Ensaios imperdíveis, de autores importantes, como Silviano Santiago, Luiz Costa Lima, Pedro Lyra, Regina Zilberman e André Luís Gomes.

Enquanto, no presente, para prestar homenagem aos cem anos de morte do autor, alguns lançamentos acumulam-se buscando cobrir as tantas facetas da produção de Machado, este Capitu mandou flores consegue abarcar várias delas de uma só vez: traz narrativas insuperáveis do célebre escritor, as recriações dessas narrativas e ainda ensaios bastante esclarecedores de aspectos fundamentais da obra do autor de Brás Cubas.

Com certeza, este livro ficará entre as obras mais importantes da literatura brasileira contemporânea. Um exercício de reescritura de Machado de Assis até aqui nunca proposto em nossas letras, abrangendo tantos autores e textos de qualidade. Pode-se afirmar sem medo: um livro ímpar, para ser lido por gerações. Um livro imperdível!

www.geracaoeditorial.com.br

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NA ESCURIDÃO DA NOITE

July 6th, 2008 by triplov

Estimado(a) Amigo(a),

Esperamos que esteja bem consigo e tenha escrito muita poesia. No dia 04 de Julho de 2008 fez um ano que iniciamos o nosso programa NA ESCURIDÃO DA NOITE e vamos assopar a nossa primeira vela no dia 09 de Julho e gostariamos ter a sua presença, tanto em estúdio ou a ouvir a nossa emissão, para relembrar tudo de bom que aconteceu ao longo deste ano.

Está desde já convidado(a) para um programa especial, nós esperamos por si…

Para mais informações contactar através deste email.
Com os melhores cumprimentos,
Pedro Nobre & Rute Antunes
Equipa NA ESCURIDÃO DA NOITE

naescuridaodanoite.rta@gmail.com
radiotelefoniadoalentejo@hotmail.com
http://www.escuridaonoite-rta.blogspot.com (Blog oficial do programa)
Grupo NA ESCURIDÃO DA NOITE | Grupo Rádio Telefonia do Alentejo

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AMADEU BAPTISTA NA FNAC DE VISEU

July 2nd, 2008 by triplov

Realiza-se, no próximo dia 6, pelas 17.00 horas, na Fnac Viseu (Palácio do Gelo, Piso 1) o lançamento das seguintes obras de Amadeu Baptista, recentemente editadas pela Cosmorama Edições:

– O Bosque Cintilante (Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama, 2007)

– Sobre as Imagens (Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica, 2008)

– Poemas de Caravaggio (Prémio Nacional de Poesia de Poesia Natércia Freire, 2007)

A apresentação das obras estará a cargo do escritor Jorge Velhote.

Ж

Amadeu Baptista nasceu no Porto a 6 de Maio de 1953. É membro da Associação Portuguesa de Escritores e do Pen Clube português.

Obras publicadas:

As Passagens Secretas, Coimbra, Fenda Edições, 1982

Green Man & French Horn (in A Jovem Poesia Portuguesa/2, em col.), Porto, Limiar,

1985

Maçã [Prémio José Silvério de Andrade – Foz Côa Cultural, 1985], prefácio de Maria da

Glória Padrão, Porto, Limiar, 1986

Kefiah, prefácio de Floriano Martins, Viana do Castelo, Centro Cultural do Alto Minho,

1988

O Sossego da Luz, posfácio de Vergílio Alberto Vieira), Porto, Limiar, 1989

Desenho de Luzes, Corunha, Amigos de Azertyuiop, 1997

Arte do Regresso [pelo primeiro capítulo deste livro, Cúmplices, recebeu o Prémio

Pedro Mir, na categoria de Língua Portuguesa, promovido pela revista Plural, da Cidade

do México, em 1993], Porto, Campo das Letras, 1999

As Tentações, Santarém, Edições “O Mirante”, 1999

A Sombra Iluminada (in Douro: Um Percurso de Segredos, em col.), S/l, Instituto de

Navegabilidade do Douro e Campo das Letras, 2000

A Noite Ismaelita, Guimarães, Pedra Formosa, 2000

A Construção de Nínive, Porto, Edições Mortas, 2001

Paixão [Prémio Vítor Matos e Sá, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra,

2001 e Prémio Teixeira de Pascoaes, 2004], Porto, Edições Afrontamento, 2003

Sal Negro (in Sal Negro Sal Branco com 25 fotografias de Rosa Reis) Almada, Íman

Edições, 2003

O Som do Vermelho – tríptico poético sobre pintura de Rogério Ribeiro, Porto,

Campo das Letras, 2003

O Claro Interior [Prémio de Poesia e Ficção de Almada – 2000 / poesia], Almada, Íman

Edições 2004

Salmo (com a reprodução de um desenho de Rogério Ribeiro), Porto, Edições Asa, 2004

Negrume (com desenhos de Ana Biscaia), Lisboa, & Etc, 2006

Antecedentes Criminais (Antologia Pessoal 1982-2007), Vila Nova de Famalicão,

Edições Quasi, 2007

O Bosque Cintilante [Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama, 2008], Maia,

Cosmorama Edições, 2008

Outros Domínios (Clamor por Florbela Espanca) – [Prémio Literário Florbela

Espanca, 2007], prefácio de Henrique Manuel Bento Fialho, Vila Viçosa, Edição da CM

de Vila Viçosa, 2008

Sobre as Imagens – [Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica, 2008], Maia,

Cosmorama Edições, 2008

Poemas de Caravaggio – [Prémio Nacional de Poesia Natércia Freire, 2007], prefácio de

Joana Ruas, Maia, Cosmorama Edições, 2008

A publicar:

Estrela de Bizâncio ­– [Prémio de Poesia e Ficção de Almada – 2000 / prosa]

Os Selos da Lituânia – [Prémio Edmundo Bettencourt – 2008]

Organização de antologias:

Quanta Terra!!! - Poesia e Prosa Brasileira Contemporânea, 2001;

Álbum de Acenos – Antologia de Poesia e Fotografia, 2001.

Poesia Digital – 7 poetas dos anos 80, em col. com José Emílio-Nelson, prefácio de Luís Adriano Carlos, Porto, 2003

Colaboração dispersa em jornais, revistas, livros colectivos e antologias nos seguintes países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, E.U. A., Espanha, França, Grã-Bretanha, Itália, México, Portugal, Roménia e Uruguai.

Poemas seus foram traduzidos para alemão, castelhano, catalão, francês, hebraico, italiano, inglês e romeno.

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CONCERTOS DO DUO.VIENALIS

July 2nd, 2008 by triplov

Duo.Vienalis (Ana Cosme e Luís Morais)

Os programas dos recitais (diferentes, conforme os sítios e os dias)

já estão à vossa disposição na página do Duo na internet, .http://www.duovienalis.blogspot.com/

Espero que não tenham esquecido onde vão estar naqueles dias…(e não se aceitam desculpas!)

E vão-se preparando, s.f.f..

19 de Julho de 2008 21:30
Escola de Artes da SAMP - Sociedade Artística Musical dos Pousos (Leiria)
http://www.samp.pt/

21 de Julho de 2008 18:30
Palácio Foz, Lisboa
Organização JMP http://www.jmp.pt/

23 de Julho de 2008 21:00 (integrado na «Noite com poemas», com os petas da editora Apenas Livros)
Biblioteca Municipal de Cascais,
S. Domingos de Rana
http://www.cm-cascais.pt/Cascais/Cascais/Patrimonio/Bibliotecas/biblioteca_domingos_de_ana.htm

25 de Julho de 2008 19:00
Concertos Antena 2
Instituto Franco-Português, Lisboa

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LEO LOBOS NA HOLANDA

July 2nd, 2008 by triplov

Poesía de Leo Lobos
Traducción al holandés por Fa Claes

Leo Lobos (Santiago de Chile, 1966) is dichter, vertaler en visueel kunstenaar. Hij studeerde Spaans, filosofie, bibliotheekwezen en communicatie. Zijn bekendste werken zijn: Cartas de más abajo (1992), +Poesía (1995), Ángeles eléctricos (1997), Nueva York en un poeta (2000), Marnay (2003), Devagar (2003), Turbosílabas. Poesía Reunida (1986-2003), en Un sin nombre (2006). Hij is activist voor de mensenrechten en het milieu en is lid van de CODEJU (Comisión Chilena Pro-Derechos Juveniles). Hij vertaalde en illustreerde werk van Braziliaanse auteurs, onder andere Roberto Piva, Claudio Willer, Helena Ortiz, Tarso de Melo, Tanussi Cardoso, Hilda Hilst en Claudio Aguiar. In 2006 was hij co-producer van de documentaire HILDA HILST. Casa do sol Viva in DVD-formaat. (Fa Claes)

“op onontwarbare manier
gaan in de poëzie
inspiratie en berekening samen”
Octavio Paz

“En ik zing en ik zing”
Vinicius de Moraes

POËZIE

ik zal toelaten dat in mij
het ritme sterft
het gebaar
de stem
dit nieuwe mysterie
deze scherpe hekserij
bestaan
meer, meer en meer
redeloosheid om te schrijven

ik zal toelaten dat in mij
deze aanwezigheid sterft
de zee, de hemel die ik ken
de wind met zijn vogels
deze stenen toren
dit veld met witte wolken
die zich uitstrekken
onder
de vlucht
van een eenzaam voorrecht

“en la poesía se combinan,
de manera inextricable,
la inspiración y el cálculo”
Octavio Paz

“E cantei e cantei”
Vinicius de Moraes

POESÍA

dejaré que muera en mí
el ritmo
el gesto
la voz
este nuevo misterio
este agudo sortilegio
existencia
más, más y más
sinrazón para escribir

dejaré que muera en mí
esta presencia
el mar, el cielo que conozco
el viento con sus aves
esta torre de piedra
este campo de nubes blancas
que se extienden
bajo
el vuelo
de un solitario privilegio

VINGERSCHRIFT OP DE PLAYA DEL FRANCÉS GEVONDEN

Op zoek naar toeristen om het vitale verlies te overleven
leren de kinderen op de Playa del Francés
ver van school
nieuwe talen en gewoontes

twee, drie, vijf kwartjes moeten ze meebrengen
naar hun vaderzonen als een dagelijkse
bijdrage voor het middagmaal

dan

gaan en komen ze door het zand
zoals allen, ze worden nat en lachen
onder rondtrekkende venters
en blinde badgasten die ons begeleiden en leiden

ze zijn

reddingsplanken

in
deze
onze
eigen
schipbreuk

DIGITOSCRITO ENCONTRADO EN LA PLAYA DEL FRANCÉS

en busca de turistas para sobrevivir a la pérdida vital
los niños de la playa del francés alejados de la escuela
aprenden
idiomas y costumbres nuevas

dos, tres, cinco reales deben llevar
a sus padres-hijos como una cuota
diaria para el almuerzo

entonces

van y vienen en la arena
como todos, se mojan y ríen
entre vendedores ambulantes
y bañistas ciegos nos acompañan y guían

son

tablas de salvación

en
éste
nuestro
propio
naufragio

“Het leven is bruggen bouwen over stromen die voorbijgaan”
Gottfried Benn

EXCUUS VOOR EEN IRREËEL SCHAAP

vergeef me schaap
maar de woorden
verhuizen
een voor een
naar het grote boek

ook sterven ze zoals
wij
beetje bij beetje
zoals de mens
die je onzichtbare wol knipt
en die onvermoeibaar elke nacht weeft
om
zijn
fantasieën
te koesteren

“La vida es construir puentes sobre corrientes, que pasan”
Gottfried Benn

DISCULPA PARA UNA OVEJA IRREAL

perdóname oveja
pero las palabras
transmigran
una a una
al gran libro

mueren como nosotros
también
gota a gota
como el hombre
que corta tu lana invisible
y que cada noche teje incansablemente
para
abrigar
sus
fantasías

WOORDEN VAN VERSCHILLENDE KUDDEN

eerst
verloor hij het woord hand
de landkaart
de richting
de wind
daarna verloor hij het zwart en het rood
het blauw, het groen
het geel
de wolken van as
en al de tijd van de wereld
woorden
van verschillende kudden
kwamen elkaar tegen
bij deze zonnestand
in
het
midden
van
een
heldere
nevel

voor hem was
alles een
buitenlandse stad

PALABRAS DE REBAÑOS DIFERENTES

primero
perdió la palabra mano
el mapa
la dirección
el viento
luego perdió el negro y el rojo
el azul, el verde
el amarillo
las nubes de ceniza
y todo el tiempo del mundo
palabras
de rebaños diferentes
se encontraban
a esa altura del sol
en
el
centro
de
una
niebla
luminosa

para él todo
era ciudad
extranjera

DRIE VROUWEN, EEN PIANO, EEN KAT EN EEN STORM

voor Alexandra Keim

Het is moeilijk om een vogel te zijn
en tegen de storm in over het litteken
van de Aarde te vliegen
beter is het om als een kat altijd
bedacht te zijn op de gloeiende kolen
dicht bij de schouw
en om te luisteren
altijd bedachtzaam te luisteren
naar drie verschillende talen die
een taal spreken die terzelfder tijd boeiend
terzelfder tijd mysterieus en gekend is
om te horen en te lopen in hun muziek
in hun klaartes en eigen
en universele schaduwen
om te fotograferen
slechts gedurende een seconde
met de blik hun profielen te fotograferen
indien mogelijk
te drijven
binnen
in de kamer
gelijk
een vogel
in
de
storm

TRES MUJERES, UN PIANO, UN GATO,
Y UNA TORMENTA

a Alexandra Keim

Es difícil ser un pájaro
y volar contra la tormenta sobre
la cicatriz de la Tierra
mejor es como un gato estar
siempre atento a las brasas
cerca de la chimenea
y escuchar
siempre atento escuchar
a tres lenguas diferentes hablar
un idioma a la vez fascinante
a la vez misterioso y conocido
oír e ir en su música
en sus luces y propias
y universales sombras
fotografiar
por tan solo un segundo
fotografiar con la mirada sus perfiles
de ser posible
flotar
dentro
de la sala
como
un pájaro
en
la
tormenta

EEN BEZOEK AAN HET ZOÖLOGISCHE SPOOK

“Vrij van ziekte zelfs midden in de ziekte”
Yagyu Munenori

Ik heb zoveel hondenpoep gezien
in de straten van Parijs dat ik voorzichtig
moet lopen in de nacht
het is me dan alsof ik spoken
van jongens en meisjes meen te horen
lachen in de rij voor de ingang van
de zoo die hier voor hen oprijst:
een stoet witte olifanten steekt
het plein van het Louvre over terwijl ze
de draak steken met kunstwerken en overblijfselen
van buitenaardse archeologieën, giraffen
rennen over de Champs-Elysées die
de kerstverlichting opeten die aan de bomen
groeit, walvissen, dolfijnen,
wilde eenden zwemmen op de Seine
en slikken verrast toeristen binnen
die flashes ontsteken in hun neusgaten
leeuwen copuleren hongerig
over de daken gelijk kristallen
relikwieën van een ophanden zijnde stad…
Dronken nijlpaarden komen klem te zitten in haar
kronkelige straten, in haar triomfbogen,
in haar beroemde toren…
Verwarde galerijhouders
rennen achter vrijlopende carrousel-
paarden die in hun flank een gouden ster
dragen gegraveerd…
Zwermen tropische vogels bedekken de maan
met plasticpluimen die
modieus geklede beren wegblazen
met nucleaire ventilators vanaf
wereldbollen die afwisselend omhoog-
en omlaaggaan langs onzichtbare trappen
die blinde arenden meebrengen
vanaf Notre Dame…

Wolkenklokken beladen met
menselijke parfums regenen
aan het einde van de nacht
over de zoo van bloed en
in de ogen van een kat wordt alles
wijselijk
zonlicht
en Parijs
Parijs
is
een ander ding.

UNA VISITA AL ZOOLÓGICO FANTASMA

“Libre de la enfermedad aun en medio de la enfermedad”
Yagyu Munenori

He visto tanta mierda de perro
en las calles de París que debo
caminar con cuidado en la noche
es cuando me parece entonces
escuchar a niños y niñas fantasmas
reír en la fila a la entrada del
zoológico que para ellos aquí se levanta:
un desfile de elefantes blancos cruza
la plaza del Louvre haciendo
malabares con obras de arte y restos
de arqueologías extraterrestres, jirafas
corren por los Campos Elíseos comiendo
las luces navideñas que crecen en
sus árboles, ballenas, delfines,
patos salvajes nadan por el Sena
tragando turistas desprevenidos
que encienden flashes en sus narices
leones copulan hambrientos
sobre los tejados como reliquias
de cristal de una ciudad inminente…
Hipopótamos ebrios se atascan en sus
calles serpenteantes, en sus arcos triunfales,
en su torre famosa…
Galeristas confusos
corren tras caballos libres de
carrusel que llevan grabada una estrella
de oro en su flanco…
Bandadas de aves tropicales cubren la luna
de plumas de plástico que
osos vestidos a la moda soplan
con ventiladores nucleares desde
globos que intermitentes suben
y bajan por escaleras invisibles
que águilas ciegas traen
desde Notre Dame…

Campanas-nubes cargadas de
perfumes humanos llueven
al final de esta noche sobre
el zoológico de plasma y todo
vuelve en los ojos de un gato
sabiamente
a ser luz solar
y París
París
es
otro día.

Poesía de Leo Lobos
Traductor – Vertaling : Fa Claes

Publicado en : http://decontrabas.typepad.com/stanza/2008/04/leo-lobos.html

Leo Lobos

www.youtube.com/watch?v=zEMhR95vnZg

www.letras.s5.com/archivoleolobos.htm

www.leolobos.blogspot.com

www.enlasciudadesquehabitamos.blogspot.com

www.triplov.com/cyber_art/Leo-Lobos/index.htm

www.lalupe.com

www.lasiega.org

www.5poemas.blogspot.com

www.poeticas.com.ar/directorio/Poetas_miembros/Leo_Lobos.html

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TEATRO EM COIMBRA

July 2nd, 2008 by triplov

X Festival Internacional de Teatro de Tema Clássico associa-se às Festas de Coimbra e da Rainha Santa Isabel

O X Festival Internacional de Teatro de Tema Clássico integra a programação oficial das Festas de Coimbra e da Rainha Santa Isabel com dois espectáculos a realizar a 3 e 8 de Julho, no Páteo da Universidade.

Assim, na quinta feira, dia 3 de Julho, pelas 21h30, o Grupo de Teatro Clássico ESAD (Escuela Superior de Arte Dramático), de Málaga, Espanha, apresenta a peça “As Bacantes” de Eurípides.

No dia 8 de Junho, terça feira, também pelas 21h30, será a vez do Grupo Thíasos do IEC, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, apresentar a peça “As Vespas” de Aristófanes.

Recorde-se que em 2008 o FESTEA comemora a décima edição dos Festivais cujo carácter itinerante é uma das suas principais marcas. Daí que, em obediência a um esforço continuado de descentralização, o X Festival Internacional de Teatro de Tema Clássico prossiga até 20 de Julho com espectáculos em Braga, Penela, Conímbriga, Ansião, Fundão e Castelo Novo.

PROGRAMA E SINOPSES:

Dia 3 de Julho de 2008 (5.ª feira), 21h30, Coimbra (Páteo da UC)
Grupo de Teatro Clássico ESAD – Málaga (Escuela Superior de Arte Dramático),
As Bacantes de Eurípides

Dia 5 de Julho de 2008 (sábado), 21h30, Braga (Museu D. Diogo de Sousa)
Grupo de Teatro Clássico ESAD – Málaga (Escuela Superior de Arte Dramático),
As Bacantes de Eurípides

Dia 6 de Julho de 2008 (domingo), 21h30, Braga (Museu D. Diogo de Sousa)
Grupo Thíasos do IEC, As Vespas de Aristófanes

Dia 8 de Julho de 2008 (3.ª feira), 21h30, Coimbra (Páteo da UC)
Grupo Thíasos do IEC, As Vespas de Aristófanes

Dia 10 de Julho de 2008 (5.ª feira), 21h30, Penela (Castelo)
Grupo Les Enfants de Nysa (Paris, E.S.R.A.), La Guerre est jolie (peça baseada em
textos antigos sobre a Paz). Espectáculo montado no quadro de colaboração europeia
entre o FESTEA e o Festival Européen Latin Grec (FELG), pela parte francesa

Dia 11 de Julho de 2008 (6.ª feira), 21h30, Conimbriga
Grupo Les Enfants de Nysa (Paris, E.S.R.A.), La Guerre est jolie (peça baseada em
textos antigos sobre a Paz). Espectáculo montado no quadro de colaboração europeia
entre o FESTEA e o Festival Européen Latin Grec (FELG), pela parte francesa

Dia 13 de Julho de 2008 (domingo), 21h30, Ansião (Centro Cultural)
Grupo Thíasos do IEC, As Vespas de Aristófanes

Dia 18 de Julho de 2008 (6.ª feira), 21h30, Penela (Castelo)
Grupo Thíasos do IEC, As Suplicantes de Eurípides

Dia 19 de Julho de 2008 (sábado), 21h30, Fundão (Parque das Tílias)
Grupo Thíasos, As Suplicantes de Eurípides

Dia 20 de Julho de 2008 (domingo), 21h30, Castelo Novo (Quinta do Ervedal)
Grupo Thíasos, As Vespas de Aristófanes

Eurípides, AS BACANTES
Escuela Superior de Arte Dramatica de Málaga, em colaboração com
A.C.U.T.E.M.A. (Asociación Cultural de Teatro Griego y Romano)

Sinopse
Estamos perante uma peça repleta de contradições que, à margem da sua encenação, provoca uma série de dúvidas.

Trata-se da última das obras conservadas de Eurípides, representada já depois da sua morte, que, nas palavras de Julio Pallí Bonet, “pode considerar-se um canto de cisne.” O antagonismo entre a tradição e os costumes do homem racional, na figura de Penteu, e a rebelião contra esta tradição, na figura de um deus Diónisos muito ambíguo, marca o contraponto da tragédia.
Os acentuados contrastes do texto agudizam-se com a metamorfose de Diónisos, de carácter divino, e o transformismo de Penteu, numa tentativa artificial de mudar a realidade, mas, de qualquer modo, tudo está ao serviço da representação, com o objectivo de difundir a mensagem, não do deus mas do próprio autor, por via da máscra teatral, ou seja, do metateatro como técnica dramática.

O tema e o argumento pertencem ao culto dionisíaco e dizem respeito à introdução destes ritos na Grécia. O deus Diónisos chega a Tebas para introduzir o seu culto, mas depara-se com a oposição do rei Penteu, defensor das tradições antigas. Diónisos deixa-se prender, mas logo se escapa de forma prodigiosa, e convence o rei a, vestido de mulher, ir ao monte espiar as bacantes, entre as quais se encontra Agave, a sua mãe. Descuberto pelas mulheres, Penteu é desmembrado por elas e a sua cabeça é levada pela mãe, como troféu, até à cidade.

Cenografia: Pilar Jiménez
Desenho de Luzes: Eun Kyung Kang
Figurinos: Andreu
Música: José Manuel Padilla
Canção de Tebas: Juan Carlos Vilaseca
Revisão do texto: Raúl Caballero
Asistente de Coreografia: Rebeca Ríos
Confecção do guarda-roupa: Pilar Jiménez, Andreu
Realização de cenografia: Héctor Morales
Director de cena: Emma Muñoz
Chefe da equipa técnica: Emilio Martínez
Assistente de direcção: Emma Muñoz
Adaptação e encenação: Andreu
Sonoplastia: Germán Benítez Leiva
Luminotecnia: Eun Kyung
Com: Chico García (Penteu), Luis Alcedo (Diónisos), Raquel Pérez (Agave),
Fran Martín (Cadmo), Emilio Martínez (Capitão), Frank Vélez (Pastor), Lucas
Ortiz (Tirésias), Fran Millán (Soldado), May Melero (Autónoe), Irina Baños
(Ino). Coro: Irina Baños, Tamara Gómez, Laura Molina, Carmen Melero, Emilia
Moreno, Noelia Navarro, Marta Pavón, Amanda Ríos, Rebeca Ríos, Beatriz
Saavedra, Marina Sánchez, Vanesa Serrano.

Aristófanes, AS VESPAS
Grupo Thíasos do IEC

Sinopse
Apresentadas pela primeira vez em 422 a.C., no contexto da Guerra do Peloponeso, e obra de um Aristófanes já firmemente posicionado no panorama cómico ateniense, Vespas procura testar as diversas iguarias de cómico, entre a tradição e a novidade, e tem de ser entendida como reacção ao desaire que constituiu, para o seu autor, o não reconhecimento do mérito da comédia apresentada no ano anterior, Nuvens.

No comum cenário do exterior de uma casa de Atenas, Aristófanes procura satirizar o mau funcionamento das instituições democráticas, centrando-se, sobretudo, nos tribunais, que apresenta, na pessoa de Filócleon e do próprio coro, como uma obsessão dos cidadãos mais envelhecidos, que só aí encontram a sua fonte de rendimento. Recriando-se em cena um tribunal doméstico, onde arguido e acusado são dois cães – porém representativos de dois políticos da ribalta, nesse tempo bem conhecidos –, torna-se a cada passo manifesta a corrupção que domina as instituições jurídicas do tempo.

Tradução do grego: Carlos A. Martins de Jesus
Encenação: Carlos A. Martins de Jesus
Figurinos: Luisa de Nazaré Ferreira e Maria Valente
Composição musical: Paulo Pedrosa e José Luís Brandão
Selecção musical: Carlos Jesus
Sonoplastia: Carla Cerqueira
Luminotecnia: Rodolfo Lopes e Carlos Santos
Cenografia: Carlos Santos, José Luís Brandão e Carla Braz
Com: José Luís Brandão (Filócleon), Carlos Jesus (Bdelícleon), Artur
Magalhães (Xântias), Mário Gomes Pais (Sósias), Susana Bastos, (Mírtia), Carla
Correia (Dárdanis), Ângela Leão (Cão Cidateneu), Bruno Fernandes, (Corifeu),
Mariana Matias, Ândrea Seiça, Nélson Henrique, Carla Rosa, Nilce Carvalho,
Susana Rosa, Amélia Álvaro de Campos, Miguel Sena.

Chantal Collion, A GUERRA É DOCE
Les Enfants de Nysa

Sinopse
Como é doce a guerra… é uma obra ficcional, concebida no âmbito do Festival Europeu de Latim e Grego, para o Festival Internacional de Tema Clássico, a realizar em Portugal. A única directriz que recebi foi a de criar uma montagem de textos gregos e latinos para apresentar em Coimbra um espectáculo que facilmente se inscrevesse no tema geral do festival de 2008: “Os exploradores do mundo: o turismo, a guerra, a ciência”.
O nome de Erasmo (1467-1536), todos o conhecemos, mas a sua obra, considerada demasiado austera e digna somente da curiosidade dos historiadores, tem sido negligenciada ao longo dos tempos. Quando citamos um título de Erasmo, referimo-nos normalmente à sua obra O Elogio da Loucura. Uma vez cognominado “Príncipe dos Humanistas”, colocámo-lo num pedestal, esquecendo o ser apaixonado que, apesar “da pequena estatura, adoentada e delicada” e, mais tarde, “enfraquecida pela idade, pela fadiga de viagens esgotantes e de constantes esforços intelectuais”(palavras do próprio Erasmo ao descrever-se, numa carta escrita em 1518 a Beatus Rhenatus (1485-1547), escritor, editor e advogado, amigo e editor de Erasmo), trabalhou com afinco determinado no renascimento da cultura greco-latina, sobretudo depois da sua fascinante descoberta da língua grega, quando contava já mais de trinta anos.

Este combate de toda uma vida é o suficiente para justificar a imagem que criámos de Erasmo como o herói do dia, neste festival consagrado à promoção da língua latina e grega. E mais: o cosmopolitismo da personagem que se dizia “cidadão do mundo” e “compatriota de todos”, destinava-o naturalmente a honrar com a sua presença, póstuma e dramatizada, os dois festivais europeus. O seu pacifismo resoluto e intransigente, pode ajudar a aclarar a nossa própria reflexão sobre o tema da exploração do mundo pela guerra. Aqui está como Erasmo se tornou herói de Como é doce a guerra… e a sua obra o fio condutor desta fantasia dramática que, desta forma, se impõe claramente para além de um simples jogo literário, como um verdadeiro manifesto humanista.

Embora se trate de um texto lúdico, Como é doce a guerra… não deixa de estar recheado de intenções didácticas e pode ser abordado como um jogo de pistas, onde cada espectador deverá descobrir o autor que se esconde por detrás de cada réplica. Concedo ao leitor algumas indicações no início de cada quadro em pequenos textos-miniatura que não fazem parte do corpus dramático propriamente dito, mas que serão projectados em vídeo durante a representação, com o intuito de guiar os espectadores. Proponho a todos aqueles que desejam saber mais para nos encontrarmos no posfácio…mas só depois de terem visto o espectáculo ou lido a peça!
Chantal Collion

Encenação: Tiphaine Renard
Cenografia: luz: Kevin Lafargue, Som: Jean Amanieu
Assistente de encenação: Benjamin Guicheteau
Cenários: Yohan Chemmoul, Julia Delprat
Música: Niels Prayer
Coreografia: Kiyoshi Yamamoto
Guarda-roupa e maquilhagem: Palmyre Roigt, Joséphine Mathis, Dounia Khellaf
Fotografia: Aurélie Larnicol
Realização, vídeo: Michaël Ayach, Kevin Lafargue
Grafismo: Julia Diérickx-Brax
Com: Damien Sartran (Caronte), Michaël Ayach (Alastor), Guillaume Sorel (Erasmo),
Alias Issa (Trigeu / Ésquilo), Clément Paillette (Hermes), Joséphine Mathis (Paz),
Aurélie Larnicol (Lisístrata / Corifeu), Dounia Khellaf (Calonice), Lucie Stern
(Mírrina), Chloé Désiré (Lâmpito), Palmyre Roigt (Moça / Andrómaca), David
Martinez (Príamo), Kevin Lafargue (Arquíloco), Jean Amanieu (Saint-Exupéry), Maïa
(Criança da Paz).

Eurípides, AS SUPLICANTES
Grupo Thíasos do IEC

Sinopse
As Suplicantes de Eurípides, representadas no contexto da Guerra do Peloponeso (431-404 a.C.), resulta numa acutilante e sofrida reflexão sobre as consequências da guerra, de todos os tempos. O coro que dá o título à peça é constituído pelas mães dos sete generais que pereceram no cerco de Tebas, aliados de Polinices quando este pretendeu recuperar o poder ao irmão Etéocles. Em termos mitológicos, portanto, a peça vem no seguimento directo dos Sete Contra Tebas de Ésquilo, do Édipo em Colono de Sófocles e das Fenícias de Eurípides, tratando tema idêntico ao da Antígona de Sófocles – o dever de prestar honras fúnebres aos mortos.

O pano de fundo da peça é o santuário de Elêusis, ao qual se deslocam Adrasto, velho rei dos Argivos, e as sete mães suplicantes, para pedir a Etra que convença o filho Teseu a reclamar junto de Creonte os corpos mortos dos sete generais. Relutante a início, Teseu aceita a tarefa. Chega entretanto um arauto tebano que conta a vontade contrária de Creonte, o que leva o rei de Atenas a partir para Tebas com um exército, que sai vitorioso. Os cadáveres entram depois em cena e, quando as mães os depositam na pira, surge Evadne, viúva de Capaneu, que, em delírio de bacante, deseja morrer com o marido. Apesar dos pedidos do pai, ela acaba por se suicidar e arder com o marido, nas chamas que considera o seu leito nupcial. Num happy end tipicamente euripidiano, surge ex machina a deusa Atena, formalizando o pacto de amizade entre Argivos e Atenienses.

A guerra (justa e injusta), a morte, o amor e a defesa da Democracia, são estes os grandes temas que Eurípides apresenta e discute em Suplicantes. Uma peça nem sempre fácil de colocar em cena, mas cuja mensagem – grande mérito da tragédia clássica – é de todos os tempos.

Encenação: Carla Braz, Carlos Jesus
Tradução: José Ribeiro Ferreira
Consultor: José Luís Brandão
Figurinos: Maria João Antunes, Inês Santos
Sonoplastia: Luís Albuquerque
Cenografia: Carlos Santos
Luminotecnia: Carlos Santos
Com: Ângela Leão (Etra), Luís Marques Cruz (Teseu), Artur Magalhães
(Adrasto), Carlos Jesus, Vitor Teixeira, Nélson Ferreira, Carla Braz (Corifeu),
Susana Bastos, Ândrea Seiça, Patrícia Ligeiro, Carla Rosa, Carla Correia.

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SAGA, ópera extravagante

July 1st, 2008 by triplov

Junho Julho, Lisboa

SAGA, ópera extravagante

Até 13 de Julho será representada a ópera extravagante SAGA. Com música de Jorge Salgueiro, o libreto é de João Brites a partir de contos e poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen.

De Quinta a Domingo às 21h30m, Jerónimos/Museu de Marinha
Bilhetes entre 12 e 15 euros à venda no CCB, FNAC e TICKETLINE

Aconselhamos agasalho.

JOANA: Inês Madeira (mezzosoprano dramático)
MIGUEL: João Sebastião (tenor lírico)
MULHER DO SILÊNCIO: Sara Belo (soprano dramático)
HOMEM DO SILÊNCIO: Rossano Ghira (contratenor)
DEUSA PIRATA e CAPITÃO PIRATA: Filipa Lopes (soprano coloratura)
DEUS PIRATA e ARMADOR PIRATA: Fernando Ribeiro (voz gutural “Moonspell”) ou Rui Sidónio (voz gutural “Bizarra Locomotiva”)
MARIA: Cristina Ribeiro (pop rock e fado)
GUSTAVO: Francisco Fanhais (cantautor de intervenção)
LAURA: Ana Brandão (actriz-cantora)
ISABEL: Sandra Rosado (bailarina-cantora)
JOÃO: Pedro Ramos (bailarino-tenor dramático)

BANDA DA ARMADA PORTUGUESA maestro CARLOS RIBEIRO ou DÉLIO GONÇALVES

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