![]() |
VIII COLÓQUIO INTERNACIONAL
|
TEMA: ALQUIMIAS DO MASCULINO |
“Aquele que quer explorar a natureza há-de folhear as suas páginas com os pés. A Escritura lê-se a letra a letra, a natureza terra a terra; cada terra é uma página. Tal é o Codex da natureza e é assim que é preciso compulsá-lo” (Paracelso) A oposição binária entre masculino e feminino é um constructo puramente cultural, construído de formas muito diversas em diferentes culturas, períodos históricos e contextos. A gramática binária tem de alguma forma silenciado a multiplicidade subversiva do feminino, impondo uma prática heterossexual baseada no falocentrismo. O discurso unívoco e hegemónico do masculino, o falocentrismo, suprime a multiplicidade subversiva de uma sexualidade que rompe comas hegemonias heterossexuais compulsórias, reprodutivas e médico-jurídicas (Butler, 2003: 40). Será Platão o pai da alquimia grega? O mestre alquimista é visto como analogon do Demiurgo, de facto apresentado por Platão como um metalurgista. Mas se Platão achava desejável a imitação do deus no plano da justiça, da santidade, até da dialéctica, já qualificava a imitação de física de impossível e ímpia. Porém, os alquimistas gregos visam menos a reproductibilidade das suas experiências do que uma compreensão mística, simbólica e analógica do real. Haveria uma química mítica e uma química mística (Maria Papathassiou). Onde está o Novo Homem com que sonhava Louis-Claude de Saint-Martin, com que sonharam todas a utopias, religiões e literaturas, e com que sonha hoje a biotecnologia? |
|
Lugar onde: Escola Prática de Infantaria, no Palácio Nacional de Mafra |
| PROGRAMA |
Dia 20 - manhã Sessão de abertura. Antonio Rodríguez Jiménez (Espanha): "Nicolas Flamel, una vida dedicada a Denise Ferraz (Brasil) - "Elemento masculino em Clarice Lispector" Henrique Dóra: "Apolónio de Tiana" António Amorim da Costa: "Do «ousiarca» divino da tradição hermética ao Princípio Antrópico da Cosmologia moderna". Valéria Andrade (Brasil) - Armando Nascimento Rosa - "O falo solar: a origem do conceito junguiano de inconsciente colectivo» Maria Estela Guedes - "Da iconografia maçónica numa igreja jesuíta" José Medeiros - Eugénia Vasques - Francisco Teixeira - Joana Serrado - "A situação masculina no teoeroticismo de Joana de Jesus" Natália Laranjinha - Maria do Sameiro Barroso - " Os cultos de mistérios na Antiguidade" António de Macedo - "Eterno feminino versus efémero masculino?" Risoleta Pedro - "O lugar do Sol" José Manuel Anes Pedro Proença (exposição) Eduardo Neves Moreira |
| INICIATIVA: Centro Interdisciplinar de Ciência, Tecnologia e Sociedade da Universidade de Lisboa (CICTSUL) Instituto São Tomás de Aquino (ISTA) www.triplov.org |
CONTACTOS/Secretariado Maria Estela Guedes: estela@triplov.com |
PATROCINADORES Escola Prática de Infantaria (Palácio Nacional de Mafra) |
| . |